13/05/2006
-
11h40
da Folha Online em Brasília
A Segunda Turma Civil de Brasília concedeu neste sábado uma liminar suspendendo os efeitos da convenção extraordinária do PMDB que acontece em Brasília. O desembargador J. J. Costa Carvalho não determina que o evento seja interrompido, mas adverte que qualquer resultado não poderá ser considerado.
A liminar foi concedida em resposta a uma ação do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ligado ao ex-governador Anthony Garotinho. A convenção foi convocada para decidir se o partido terá ou não candidato próprio à Presidência da República.
O presidente da República interino, Renan Calheiros (PMDB-AL), contrário à candidatura própria, disse que a decisão da justiça não irá prejudicar a convenção. Segundo ele, a reunião de hoje apontará o caminho que o partido irá seguir nas eleições de outubro. "É uma decisão política que vamos ter hoje. A justiça não vai interferir nisso", afirmou.
Renan garantiu que o grupo contrário à candidatura própria não irá recorrer da liminar. "Não precisa. Essa é uma decisão política", repetiu.
Tensão
A liminar provocou mal-estar entre os dois grupos do PMDB. O senador Renan Calheiros considerou que Anthony Garotinho --em tese beneficiado pela medida-- não tem condições de ser candidato do PMDB à Presidência da República. Perguntado os motivos ironizou: "Garotinho que não come não cresce".
O ex-governador do Rio de Janeiro disse que iria responder pessoalmente às provocações de Renan Calheiros. "Vou responder lá dentro [do evento]", avisou ao chegar no Senado. Sobre os comentários de Renan sobre a liminar, rebateu: "A liminar muda tudo sim. Admiro que o presidente de uma Casa de leis não as reconheça".
Votação
A votação que definirá se o partido terá ou não candidato próprio ao Planalto já começou. A pedido do ex-governador de Pernambuco Jarbas Vasconcelos (PMDB) o processo foi iniciado mesmo sem quórum. Se no final da convenção --prevista para as 17 horas-- não houver quórum, as urnas não serão abertas.
Jarbas Vasconcelos disse que aguardar número para abrir a reunião --são necessários 265 convencionais-- seria ajudar o grupo de Garotinho. "Mandei votar para acabar com essa palhaçada. Essa claque não dá para aguentar. Já basta a presença incômoda de Garotinho", alfinetou.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre eleições 2006
Liminar suspende efeitos da convenção do PMDB
Publicidade
ANDREZA MATAISda Folha Online em Brasília
A Segunda Turma Civil de Brasília concedeu neste sábado uma liminar suspendendo os efeitos da convenção extraordinária do PMDB que acontece em Brasília. O desembargador J. J. Costa Carvalho não determina que o evento seja interrompido, mas adverte que qualquer resultado não poderá ser considerado.
A liminar foi concedida em resposta a uma ação do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ligado ao ex-governador Anthony Garotinho. A convenção foi convocada para decidir se o partido terá ou não candidato próprio à Presidência da República.
O presidente da República interino, Renan Calheiros (PMDB-AL), contrário à candidatura própria, disse que a decisão da justiça não irá prejudicar a convenção. Segundo ele, a reunião de hoje apontará o caminho que o partido irá seguir nas eleições de outubro. "É uma decisão política que vamos ter hoje. A justiça não vai interferir nisso", afirmou.
Renan garantiu que o grupo contrário à candidatura própria não irá recorrer da liminar. "Não precisa. Essa é uma decisão política", repetiu.
Tensão
A liminar provocou mal-estar entre os dois grupos do PMDB. O senador Renan Calheiros considerou que Anthony Garotinho --em tese beneficiado pela medida-- não tem condições de ser candidato do PMDB à Presidência da República. Perguntado os motivos ironizou: "Garotinho que não come não cresce".
O ex-governador do Rio de Janeiro disse que iria responder pessoalmente às provocações de Renan Calheiros. "Vou responder lá dentro [do evento]", avisou ao chegar no Senado. Sobre os comentários de Renan sobre a liminar, rebateu: "A liminar muda tudo sim. Admiro que o presidente de uma Casa de leis não as reconheça".
Votação
A votação que definirá se o partido terá ou não candidato próprio ao Planalto já começou. A pedido do ex-governador de Pernambuco Jarbas Vasconcelos (PMDB) o processo foi iniciado mesmo sem quórum. Se no final da convenção --prevista para as 17 horas-- não houver quórum, as urnas não serão abertas.
Jarbas Vasconcelos disse que aguardar número para abrir a reunião --são necessários 265 convencionais-- seria ajudar o grupo de Garotinho. "Mandei votar para acabar com essa palhaçada. Essa claque não dá para aguentar. Já basta a presença incômoda de Garotinho", alfinetou.
Especial
