Publicidade

Publicidade
Brasil
01/06/2006 - 13h21

Em ritmo de campanha, Lula diz que ficou satisfeito com encontro com Quércia

Publicidade
da Folha Online

Em ritmo de campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva praticamente confirmou sua candidatura à reeleição em viagem hoje a Manaus (AM). Ele disse que ficou satisfeito com a conversa mantida ontem com o ex-governador Orestes Quércia em que se discutiu uma possível aliança entre o PT e o PMDB.

"Eu fiquei satisfeito com a conversa, uma conversa boa, eu conheço o Quércia desde 1974, e eu disse textualmente para ele que o PT trabalha fortemente com a idéia de que haja uma aliança formal entre PT e PMDB."

Ele admitiu, entretanto, que essa aliança pode ser difícil de se viabilizar por conta dos diferentes interesses regionais do PMDB. "Se vai ser possível não sei, porque tem problemas nos Estados. Mas se nós permitirmos que o interesse regional atrapalhe um projeto nacional, uma aliança que pode consolidar forças políticas não apenas para disputar as eleições, mas para depois governar este país, será muito ruim."

Em relação à possível manutenção da dobradinha entre Lula e José Alencar na chapa petista à reeleição, o presidente afirmou que o nome do vice está em todas as discussões. "O José Alencar é um companheiro que cabe em qualquer lugar, desde o meu coração até a vice, até qualquer outro cargo."

Mensalão

Lula aproveitou a viagem para desafiar a oposição a utilizar na campanha eleitoral as denúncias de corrupção investigadas nas CPIs do Congresso.

"Vamos colocar o que nós fizemos nesse país e comparar com eles [oposição]. Eles ficaram oito anos no governo. Vamos colocar quatro contra oito e deixar o povo livremente julgar", disse.

Ele afirmou que não teme a repetição no horário eleitoral das denúncias sobre o "mensalão". "Vocês estão lembrados que eu vetei a lei aprovada no Senado que proibia imagem externa porque eu quero que eles coloquem a CPI na televisão todo dia, toda hora, eu quero que eles coloquem as torturas que eles fizeram com muita gente lá. Eu quero que o povo veja."

O presidente disse que se for mesmo candidato irá fazer uma campanha centrada nas realizações do governo e que não irá apelar para a baixaria. "Quem não tem argumento, xinga. Um palavrório é bonito quando ele surge como força de expressão, mas quando surge como única alternativa dos adversários por não ter como competir em realizações, passa a competir na baixaria, esse jogo eu não faço, porque eu vim de muito longe para chegar onde cheguei."

Especial
  • Enquete: o PMDB deve lançar candidato próprio à Presidência?
  • Leia o que já foi publicado sobre eleições de 2006
  •  

    FolhaShop

    Digite produto
    ou marca