19/06/2006
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19h11
da Folha Online, em Brasília
Com dificuldades para fechar alianças, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar sua candidatura à reeleição, neste sábado, sem ter definido o nome do seu vice. O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, disse que dificilmente até o final da semana as articulações para definir quem irá compor a chapa com Lula serão concluídas.
São três os nomes cotados para vice --o atual, José Alencar (PRB), o presidente nacional do PSB, deputado Eduardo Campos (PE), e o ex-ministro Ciro Gomes (PSB). "Pode ocorrer de se decidir até sábado, mas na minha opinião até o fim de semana não será resolvido. Não sei qual [dos cotados] está mais próximo de ser [o vice]", disse o ministro.
A Executiva Nacional do PSB se reúne amanhã, em Brasília, para discutir o assunto. Uma ala do partido resiste na aliança formal com Lula, o que prejudicaria as coligações nos Estados.
A legislação eleitoral determina que até o dia 30 de junho os partidos definam como irão se comportar nas eleições. No PT se tentou até o último momento que Lula já anunciasse a candidatura com o nome do vice, como Geraldo Alckmin (PSDB), que terá José Jorge (PFL-PE) na chapa. Mas o consenso entre os partidos não avançou.
O presidente se reuniu hoje com a coordenação política do governo e determinou que estudassem medidas para que a partir da próxima semana --quando oficialmente ele será candidato-- haja maior cautela com relação à sua agenda.
Lula deve dedicar apenas os finais de semana à campanha. Nos demais dias, o presidente pretende continuar viajando pelos Estados para "realizar inspeções" em obras. A legislação eleitoral impede que a partir de 1º de julho os governantes inaugurem obras.
Tarso disse que viajar para realizar inspeções não é uma forma de burlar a lei. "Qualquer movimentação no período eleitoral pode ser interpretada como campanha. É normal que um chefe de governo verifique o andamento de uma obra encaminhada", afirmou. O presidente decidiu ainda que os encontros políticos a partir da próxima semana ocorrerão fora do Palácio do Planalto, em lugar reservado ou na residência oficial.
Especial
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Lula vai lançar candidatura à reeleição sem vice
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ANDREZA MATAISda Folha Online, em Brasília
Com dificuldades para fechar alianças, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar sua candidatura à reeleição, neste sábado, sem ter definido o nome do seu vice. O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, disse que dificilmente até o final da semana as articulações para definir quem irá compor a chapa com Lula serão concluídas.
São três os nomes cotados para vice --o atual, José Alencar (PRB), o presidente nacional do PSB, deputado Eduardo Campos (PE), e o ex-ministro Ciro Gomes (PSB). "Pode ocorrer de se decidir até sábado, mas na minha opinião até o fim de semana não será resolvido. Não sei qual [dos cotados] está mais próximo de ser [o vice]", disse o ministro.
A Executiva Nacional do PSB se reúne amanhã, em Brasília, para discutir o assunto. Uma ala do partido resiste na aliança formal com Lula, o que prejudicaria as coligações nos Estados.
A legislação eleitoral determina que até o dia 30 de junho os partidos definam como irão se comportar nas eleições. No PT se tentou até o último momento que Lula já anunciasse a candidatura com o nome do vice, como Geraldo Alckmin (PSDB), que terá José Jorge (PFL-PE) na chapa. Mas o consenso entre os partidos não avançou.
O presidente se reuniu hoje com a coordenação política do governo e determinou que estudassem medidas para que a partir da próxima semana --quando oficialmente ele será candidato-- haja maior cautela com relação à sua agenda.
Lula deve dedicar apenas os finais de semana à campanha. Nos demais dias, o presidente pretende continuar viajando pelos Estados para "realizar inspeções" em obras. A legislação eleitoral impede que a partir de 1º de julho os governantes inaugurem obras.
Tarso disse que viajar para realizar inspeções não é uma forma de burlar a lei. "Qualquer movimentação no período eleitoral pode ser interpretada como campanha. É normal que um chefe de governo verifique o andamento de uma obra encaminhada", afirmou. O presidente decidiu ainda que os encontros políticos a partir da próxima semana ocorrerão fora do Palácio do Planalto, em lugar reservado ou na residência oficial.
Especial

