27/07/2006
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09h32
da Folha de S.Paulo em Brasília
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva está tendo dificuldades para honrar as obrigações financeiras com as quais se comprometeu no início do período eleitoral.
Os primeiros dias de Lula oficialmente candidato à reeleição mostraram um PT que firma contratos milionários e traça metas grandiosas, em oposição à promessa de que sua primeira campanha pós-mensalão seria relativamente modesta.
Já há casos de fornecedores que ficaram na mão, pelo menos por enquanto. Um deles foi o marqueteiro João Santana, que deveria ter recebido um sinal de 20% pelo contrato de R$ 8,2 milhões, mas não viu o dinheiro. Em caráter reservado, alguns petistas temem que a campanha esteja dando um passo maior do que a perna.
Arrecadação
Em entrevista à Folha, o tesoureiro da campanha, José de Filippi Júnior, disse que está "muito difícil" conseguir dinheiro. O primeiro balanço financeiro, a ser divulgado em 6 de agosto, como manda a nova lei eleitoral, vai apresentar "muito pouco" em termos de doação. "As empresas estão retraídas, dizendo que precisam consultar seus acionistas. Mesmo as pessoas físicas parecem estar com receio", disse Filippi.
Prefeito licenciado de Diadema (SP), Filippi é o sucessor de Delúbio Soares, caixa da campanha de 2002, cujo esquema de financiamento irregular foi revelado na crise do mensalão.
Até agora, além do contrato com Santana, foram empenhados R$ 3 milhões com pesquisas de opinião, R$ 3,5 milhões com reforma e manutenção de dois comitês e R$ 600 mil com a convenção de Lula, em junho. Os gastos com deslocamentos do presidente precisam ser reembolsados à Presidência. "Precisamos melhorar nossa organização", disse Filippi.
A campanha de Lula elaborou uma lista de 50 grandes empresas que são "doadoras freqüentes", ou seja, contribuem para vários candidatos em todas as eleições. São esses os alvos preferenciais. Até ontem, apenas uma, da área de comunicações, havia prometido dinheiro, mas a coordenação não revelou o nome.
Mobilização
O PT vai mobilizar toda a sua máquina política para o esforço de arrecadação, que envolve militantes, deputados, governadores, parlamentares e candidatos em geral. "Está todo mundo ajudando, fazendo contatos, até porque eu não tenho experiência nisso", diz Filippi.
Na semana passada, o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, que tem experiência em arrecadação de campanhas petistas passadas, foi visto no escritório do PT em Brasília, a, em horário de expediente. Mas ele disse que fazia apenas uma visita de cortesia.
Jantares
Filippi diz que funcionará mais como um "centralizador". Na segunda-feira, ele se muda para um escritório na avenida Indianópolis, em São Paulo, ao lado do comitê regional de Lula. Terá uma equipe de oito pessoas para ajudá-lo a arrecadar e prestar contas. O PT conta com a presença de Lula em eventos de arrecadação. Já houve um jantar para levantar fundos em São Bernardo (SP), que conseguiu R$ 250 mil, abaixo da expectativa. Outros dois estão marcados, inclusive um no Jockey Club de São Paulo, com convites a R$ 1.000.
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FÁBIO ZANINIda Folha de S.Paulo em Brasília
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva está tendo dificuldades para honrar as obrigações financeiras com as quais se comprometeu no início do período eleitoral.
Os primeiros dias de Lula oficialmente candidato à reeleição mostraram um PT que firma contratos milionários e traça metas grandiosas, em oposição à promessa de que sua primeira campanha pós-mensalão seria relativamente modesta.
Já há casos de fornecedores que ficaram na mão, pelo menos por enquanto. Um deles foi o marqueteiro João Santana, que deveria ter recebido um sinal de 20% pelo contrato de R$ 8,2 milhões, mas não viu o dinheiro. Em caráter reservado, alguns petistas temem que a campanha esteja dando um passo maior do que a perna.
Arrecadação
Em entrevista à Folha, o tesoureiro da campanha, José de Filippi Júnior, disse que está "muito difícil" conseguir dinheiro. O primeiro balanço financeiro, a ser divulgado em 6 de agosto, como manda a nova lei eleitoral, vai apresentar "muito pouco" em termos de doação. "As empresas estão retraídas, dizendo que precisam consultar seus acionistas. Mesmo as pessoas físicas parecem estar com receio", disse Filippi.
Prefeito licenciado de Diadema (SP), Filippi é o sucessor de Delúbio Soares, caixa da campanha de 2002, cujo esquema de financiamento irregular foi revelado na crise do mensalão.
Até agora, além do contrato com Santana, foram empenhados R$ 3 milhões com pesquisas de opinião, R$ 3,5 milhões com reforma e manutenção de dois comitês e R$ 600 mil com a convenção de Lula, em junho. Os gastos com deslocamentos do presidente precisam ser reembolsados à Presidência. "Precisamos melhorar nossa organização", disse Filippi.
A campanha de Lula elaborou uma lista de 50 grandes empresas que são "doadoras freqüentes", ou seja, contribuem para vários candidatos em todas as eleições. São esses os alvos preferenciais. Até ontem, apenas uma, da área de comunicações, havia prometido dinheiro, mas a coordenação não revelou o nome.
Mobilização
O PT vai mobilizar toda a sua máquina política para o esforço de arrecadação, que envolve militantes, deputados, governadores, parlamentares e candidatos em geral. "Está todo mundo ajudando, fazendo contatos, até porque eu não tenho experiência nisso", diz Filippi.
Na semana passada, o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, que tem experiência em arrecadação de campanhas petistas passadas, foi visto no escritório do PT em Brasília, a, em horário de expediente. Mas ele disse que fazia apenas uma visita de cortesia.
Jantares
Filippi diz que funcionará mais como um "centralizador". Na segunda-feira, ele se muda para um escritório na avenida Indianópolis, em São Paulo, ao lado do comitê regional de Lula. Terá uma equipe de oito pessoas para ajudá-lo a arrecadar e prestar contas. O PT conta com a presença de Lula em eventos de arrecadação. Já houve um jantar para levantar fundos em São Bernardo (SP), que conseguiu R$ 250 mil, abaixo da expectativa. Outros dois estão marcados, inclusive um no Jockey Club de São Paulo, com convites a R$ 1.000.
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