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Brasil
18/08/2006 - 21h09

Esperidião Amin discute com prefeito de Florianópolis em debate

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CÍNTIA ACAYABA
da Agência Folha

O candidato ao governo de Santa Catarina pelo PP, Esperidião Amin, discutiu com o prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PSDB), durante debate entre os candidatos a governador na Câmara Municipal de Florianópolis, anteontem.

Amin saiu escoltado pela Polícia Militar e Berger foi à Polícia Civil registrar boletim de ocorrência.

A discussão começou quando um jornalista perguntou a Amin se ele era dono da empresa de transporte coletivo Transol, que tem linhas em Florianópolis. O candidato negou sociedade na transportadora e acusou Berger de ser dono de empresas que têm contratos com o o governo do Estado.

Amin também disse que o irmão do prefeito, o deputado estadual Djalma Berger (PSDB), mudou de partido para que suas empresas firmassem contrato com o governo estadual. O prefeito de Florianópolis, que assistia ao debate do plenário da Casa, interrompeu Amin dizendo que ele falava mentiras.

"Eu não sou sócio de ninguém. Meu irmão é dono da empresa de ônibus Imperatriz que atua na região metropolitana de Florianópolis", disse Berger à Folha

Segundo Amin, ao final do debate, o PM Sílvio Odair de Souza colocou-se diante dele em "atitude agressiva" e tentou arrancar a máquina do fotógrafo da campanha.

Amin classificou de "vergonhosa" a atitude do policial, que, segundo ele, é usado como "capanga" do prefeito. O policial, que foi cedido à Câmara Municipal pelo comando da PM no Estado, é motorista do prefeito.

A PM foi acionada por Amin e escoltou o candidato até sua casa. A polícia afirmou que vai abrir sindicância para investigar o caso.

Berger também disse que enfrentou problemas ao deixar o plenário. Segundo ele, três militantes do PP o empurraram e o chamaram de "corrupto" e "sem-vergonha". Berger e o motorista Souza, que também diz ter sido agredido verbalmente, registraram boletim de ocorrência na Central de Polícia de Florianópolis.

O advogado do prefeito, Rogério da Veiga, vai entrar com três ações contra Amin, por calúnia, injúria e difamação.

O advogado da coligação Salve Santa Catarina (PP, PV, Prona e PMN), Alessandro Abreu, diz que já entrou com uma queixa-crime no Ministério Público Eleitoral e um requerimento na Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral. Ambos são contra o presidente da Câmara.

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