28/08/2006
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13h06
da Folha Online, em Brasília
O presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PC do B-SP), disse nesta segunda-feira que os líderes do governo e da oposição estão dispostos a cumprir o acordo para votar, na semana que vem, a proposta de emenda constitucional que acaba com o voto secreto na Câmara.
Aldo disse que nos últimos dias vem mantendo conversas com todos os líderes para a desobstrução da pauta da Câmara, o que deve permitir a votação da PEC no esforço concentrado marcado para a próxima semana.
"Tenho encontrado boa vontade. Se conseguirmos do governo a retirada de algumas urgências em projetos, logo após a votação das medidas provisórias, temos condições de votar a PEC."
No total, 20 medidas provisórias trancam a pauta de votações da Câmara. Pela Constituição, as MPs têm prioridade na pauta do plenário, por isso o acordo é necessário para que elas sejam votadas de forma simbólica. "Se os líderes concordarem em votar as medidas provisórias simbolicamente, só teríamos que votar no painel a PEC do voto secreto", afirmou Aldo.
A oposição já abriu mão de discutir as MPs que estão na pauta para tentar aprovar a PEC. O líder da minoria na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), disse que a tarefa de analisar com profundidade as MPs será do Senado --tudo para acelerar as votações na Câmara.
A votação da PEC do voto secreto ganhou força com a investigação de cerca de 70 parlamentares, pelos Conselhos de Ética da Câmara e do Senado, suspeitos de envolvimento com a máfia dos sanguessugas. Como as votações nos processos de cassação são secretas, a Câmara que aprovar a PEC para evitar que os parlamentares sejam absolvidos pelos colegas. A avaliação entre os deputados é que os mensaleiros só foram absolvidos porque a votação era secreta.
Além da emenda que acaba com o voto secreto, Aldo também quer discutir na semana que vem a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.
Especial
Leia a cobertura completa sobre a crise em Brasília
Aldo espera votar PEC do voto secreto na semana que vem
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GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
O presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PC do B-SP), disse nesta segunda-feira que os líderes do governo e da oposição estão dispostos a cumprir o acordo para votar, na semana que vem, a proposta de emenda constitucional que acaba com o voto secreto na Câmara.
Aldo disse que nos últimos dias vem mantendo conversas com todos os líderes para a desobstrução da pauta da Câmara, o que deve permitir a votação da PEC no esforço concentrado marcado para a próxima semana.
"Tenho encontrado boa vontade. Se conseguirmos do governo a retirada de algumas urgências em projetos, logo após a votação das medidas provisórias, temos condições de votar a PEC."
No total, 20 medidas provisórias trancam a pauta de votações da Câmara. Pela Constituição, as MPs têm prioridade na pauta do plenário, por isso o acordo é necessário para que elas sejam votadas de forma simbólica. "Se os líderes concordarem em votar as medidas provisórias simbolicamente, só teríamos que votar no painel a PEC do voto secreto", afirmou Aldo.
A oposição já abriu mão de discutir as MPs que estão na pauta para tentar aprovar a PEC. O líder da minoria na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), disse que a tarefa de analisar com profundidade as MPs será do Senado --tudo para acelerar as votações na Câmara.
A votação da PEC do voto secreto ganhou força com a investigação de cerca de 70 parlamentares, pelos Conselhos de Ética da Câmara e do Senado, suspeitos de envolvimento com a máfia dos sanguessugas. Como as votações nos processos de cassação são secretas, a Câmara que aprovar a PEC para evitar que os parlamentares sejam absolvidos pelos colegas. A avaliação entre os deputados é que os mensaleiros só foram absolvidos porque a votação era secreta.
Além da emenda que acaba com o voto secreto, Aldo também quer discutir na semana que vem a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.
Especial

