30/08/2006
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13h33
PATRÍCIA ZIMMERMANN
da Folha Online, em Brasília
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) afirmou nesta quarta-feira que por causa da herança que recebeu do governo Fernando Henrique Cardoso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou todo o primeiro mandato ajustando a economia e criando condições para que o país cresça.
A ministra disse que o programa de governo de Lula para um próximo mandato, divulgado ontem, não poderia ignorar que o PT assumiu o governo em 2003 numa situação precária. "Não estamos fazendo críticas ao PSDB e o PFL, mas relatando a realidade na qual assumimos o país. Não foi nossa opção. Qualquer governante que assumisse em 2003 enfrentaria uma situação macroeconômica caótica e microeconômica com problemas sérios", afirmou.
A ministra citou a área de energia como exemplo. "O setor estava numa situação muito grave, endividado", complementou.
Dilma negou que o programa de Lula para os próximos quatro anos indique aumento dos gastos públicos. "O programa não traça metas, valores, só dá diretrizes e que nos temos que melhorar a qualidade do gasto público para investirmos em setores fundamentais como educação e infra-estrutura. Em momento algum o programa diz em aumentar os gastos", advertiu.
Denúncias
Sobre o fato de o programa de Lula não ter citado as denúncias de corrupção que marcaram o primeiro mandato do petista, nem indicar medidas para combater os desvios, a ministra afirmou que em nenhum momento o PT e o governo negaram os fatos.
"Em nenhum momento deixamos de reconhecer que é fundamental a melhora da qualidade da gestão pública e do combate à corrupção. Esse foi um governo que não escondeu para debaixo do tapete nenhum problema", disse.
Segundo Dilma, todas as vezes em que problemas foram identificados o governo tomou medidas "drásticas", inclusive afastando pessoas.
Especial
Leia cobertura completa das eleições 2006
Dilma diz que Lula teve que gastar primeiro mandato para arrumar economia
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ANDREZA MATAISPATRÍCIA ZIMMERMANN
da Folha Online, em Brasília
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) afirmou nesta quarta-feira que por causa da herança que recebeu do governo Fernando Henrique Cardoso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou todo o primeiro mandato ajustando a economia e criando condições para que o país cresça.
A ministra disse que o programa de governo de Lula para um próximo mandato, divulgado ontem, não poderia ignorar que o PT assumiu o governo em 2003 numa situação precária. "Não estamos fazendo críticas ao PSDB e o PFL, mas relatando a realidade na qual assumimos o país. Não foi nossa opção. Qualquer governante que assumisse em 2003 enfrentaria uma situação macroeconômica caótica e microeconômica com problemas sérios", afirmou.
A ministra citou a área de energia como exemplo. "O setor estava numa situação muito grave, endividado", complementou.
Dilma negou que o programa de Lula para os próximos quatro anos indique aumento dos gastos públicos. "O programa não traça metas, valores, só dá diretrizes e que nos temos que melhorar a qualidade do gasto público para investirmos em setores fundamentais como educação e infra-estrutura. Em momento algum o programa diz em aumentar os gastos", advertiu.
Denúncias
Sobre o fato de o programa de Lula não ter citado as denúncias de corrupção que marcaram o primeiro mandato do petista, nem indicar medidas para combater os desvios, a ministra afirmou que em nenhum momento o PT e o governo negaram os fatos.
"Em nenhum momento deixamos de reconhecer que é fundamental a melhora da qualidade da gestão pública e do combate à corrupção. Esse foi um governo que não escondeu para debaixo do tapete nenhum problema", disse.
Segundo Dilma, todas as vezes em que problemas foram identificados o governo tomou medidas "drásticas", inclusive afastando pessoas.
Especial


