Brasil
12/09/2006 - 15h04

Aécio Neves nega que deixará o PSDB após as eleições

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da Folha Online

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), candidato à reeleição, negou que pretende mudar de partido depois das eleições de outubro. "Estou muito bem, feliz no PSDB", afirmou o tucano.

Ele disse que, neste momento, não vai tratar de assuntos que não sejam eleições. "Essa reflexão pode até ser necessária, mas tudo o que se utilizar pode de alguma forma afetar o ambiente eleitoral", afirmou.

Aécio fez uma leve crítica ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quanto à carta aos eleitores do PSDB, publicada na semana passada no site do partido.

No documento, FHC faz críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e diz que o PSDB "tapou o sol com a peneira" no caso do senador Eduardo Azeredo, acusado de praticar caixa dois na campanha de 1998, quando foi derrotado na disputa pela reeleição ao governo de Minas.

Ele disse que o melhor é "guardar essa discussão" para depois das eleições. "[FHC] É um dos grandes homens públicos do Brasil. Eu acho apenas que fazer um debate interno do partido a três semanas das eleições não pode contribuir para o processo. Nós vamos guardar esta discussão."

Transferência

Apontado pelas pesquisas de intenção de voto em primeiro lugar no Estado, Aécio Neves afirmou que não acredita numa eventual transferência de seus votos ao candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, que aparece em segundo lugar na disputa ao Palácio do Planalto.

"São situações muito diferentes. Não dá para comparar. A transferência de votos é sempre algo limitado", afirmou o tucano.

O governador mineiro disse ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa a reeleição pelo PT, "é um adversário consolidado no Estado, com força eleitoral em diversas regiões de Minas Gerais".

"Ele [Lula] já demonstrou isso nas últimas eleições. Mas acho que o Geraldo avança e acredito que, com nossa insistência, temos chance de ajudá-lo a chegar ao segundo turno", completou.

Sobre um eventual erro do PSDB e da oposição na condução da CPI que investigou a participação de membros do governo Lula em corrupção, Aécio disse que o que disser neste período "não vai acrescentar nada".

"Naquele momento, o PSDB agiu como nós achamos que deveria agir. Eu não acho que tenha sido equivocado, até porque estamos no páreo."

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