12/09/2006
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22h17
da Agência Folha
O procurador da República Mário Lúcio Avelar disse hoje, em depoimento à CPI estadual do narcotráfico no Tocantins, que a Polícia Federal "vazou" um relatório feito por ele sobre supostos envolvidos com o tráfico de drogas no Estado, entre os quais estavam "pessoas próximas" ao senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB-TO).
Avelar foi procurador-chefe do Ministério Público Federal no Tocantins. Segundo policiais federais interrogados pela CPI, as investigações iniciadas a pedido do procurador foram interrompidas no Estado em 2004 antes que chegassem a uma conclusão.
Em março de 2004, em pronunciamento no Senado, Eduardo Siqueira Campos --que concorre à reeleição-- disse que "ou temos um subprocurador da República que mente nos ofícios que envia à Polícia Federal, ou estaríamos diante de um senador que se assessora de pessoas que teriam ligação com o narcotráfico". No discurso, o senador ainda diz que em alguns casos o procurador "agia por mera perseguição política".
"O senador reconhece que recebeu esse relatório da PF. Ele admite que a PF passou para ele. Era uma investigação sigilosa", disse hoje Avelar.
Segundo a assessoria do senador, ele se sente "indignado" pelo que considera uma tentativa de transformar assunto que foi objeto de processo movido por ele em tema eleitoreiro. Por meio da assessoria, o tucano classificou como "lamentável" o trabalho da CPI, que, segundo ele, não trouxe fatos novos.
Na superintendência da PF em Palmas e no celular de sua assessoria, ninguém atendeu à reportagem na noite de hoje.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre Siqueira Campos
Procurador diz que PF vazou relatório para Siqueira Campos
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FRANCISCO FIGUEIREDOda Agência Folha
O procurador da República Mário Lúcio Avelar disse hoje, em depoimento à CPI estadual do narcotráfico no Tocantins, que a Polícia Federal "vazou" um relatório feito por ele sobre supostos envolvidos com o tráfico de drogas no Estado, entre os quais estavam "pessoas próximas" ao senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB-TO).
Avelar foi procurador-chefe do Ministério Público Federal no Tocantins. Segundo policiais federais interrogados pela CPI, as investigações iniciadas a pedido do procurador foram interrompidas no Estado em 2004 antes que chegassem a uma conclusão.
Em março de 2004, em pronunciamento no Senado, Eduardo Siqueira Campos --que concorre à reeleição-- disse que "ou temos um subprocurador da República que mente nos ofícios que envia à Polícia Federal, ou estaríamos diante de um senador que se assessora de pessoas que teriam ligação com o narcotráfico". No discurso, o senador ainda diz que em alguns casos o procurador "agia por mera perseguição política".
"O senador reconhece que recebeu esse relatório da PF. Ele admite que a PF passou para ele. Era uma investigação sigilosa", disse hoje Avelar.
Segundo a assessoria do senador, ele se sente "indignado" pelo que considera uma tentativa de transformar assunto que foi objeto de processo movido por ele em tema eleitoreiro. Por meio da assessoria, o tucano classificou como "lamentável" o trabalho da CPI, que, segundo ele, não trouxe fatos novos.
Na superintendência da PF em Palmas e no celular de sua assessoria, ninguém atendeu à reportagem na noite de hoje.
Especial


