15/09/2006
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20h56
da Agência Folha, em Curitiba
O presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, disse hoje que o sócio da Planan Luiz Antonio Vedoin não tem credibilidade para acusar o ex-ministro da Saúde e candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, de envolvimento no esquema de fraude da venda superfaturada de ambulâncias.
Em entrevista à revista "IstoÉ", Vedoin diz que a chamada máfia dos sanguessugas também operava no período em que Serra foi ministro da Saúde. Serra foi ministro do governo do também tucano Fernando Henrique Cardoso.
''O Serra, reconhecidamente, é um homem público sério. Esse Vedoin [Luiz Antonio, tido como chefe da quadrilha] cada hora fala uma coisa. Cada semana tem uma versão diferente e é, de novo, para misturar as coisas. Para dizer: 'Olha, é tudo igual'. Não é tudo igual'', disse Alckmin.
Na entrevista que deu em Curitiba, onde fez campanha hoje, o presidenciável acusou o PT de tentar fazer acreditar que há corrupção em todos os governos. Ele respondeu à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Rede Bandeirantes, de que a maioria dos casos de corrupção investigados pela Polícia Federal são do governo de FHC.
''Primeiro o PT dizia que é diferente de todo mundo. Agora quer mostrar que todo mundo é igual. Como não tem como se defender, o único argumento é esse'', disse. ''Não é possível o Brasil aceitar isso.''
Alckmin focou o contra-ataque na acusação de que houve pagamento com dinheiro público de cartilhas com informações sobre o governo Lula, que abasteceriam diretórios do PT.
"Somem R$ 11 milhões da Secretaria de Comunicação Social [da Presidência da República], aí não conseguem explicar e aparecem dizendo: 'Olha, o material foi entregue nos diretórios do PT'. Na realidade, é um crime e o fato é que estamos vivendo um quadro de atraso sob o ponto de vista ético", disse.
O presidenciável chegou a Curitiba no meio da tarde, para uma carreata no bairro industrial do Pinheirinho, sul da cidade, e caminhada no centro comercial de São José dos Pinhais, onde também faria comício no final da tarde. A programação foi prejudicada por uma chuva intensa.
Ele repetiu que vai disputar o segundo turno com Lula. ''Por arrogância, o Lula e o PT erraram. Calçaram salto número 15 e aí, a hora em que tiver segundo turno, vão derrotados para o segundo turno. Isso é um fato'', disse.
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Alckmin diz que Vedoin não tem credibilidade para acusar Serra
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MARI TORTATOda Agência Folha, em Curitiba
O presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, disse hoje que o sócio da Planan Luiz Antonio Vedoin não tem credibilidade para acusar o ex-ministro da Saúde e candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, de envolvimento no esquema de fraude da venda superfaturada de ambulâncias.
Em entrevista à revista "IstoÉ", Vedoin diz que a chamada máfia dos sanguessugas também operava no período em que Serra foi ministro da Saúde. Serra foi ministro do governo do também tucano Fernando Henrique Cardoso.
''O Serra, reconhecidamente, é um homem público sério. Esse Vedoin [Luiz Antonio, tido como chefe da quadrilha] cada hora fala uma coisa. Cada semana tem uma versão diferente e é, de novo, para misturar as coisas. Para dizer: 'Olha, é tudo igual'. Não é tudo igual'', disse Alckmin.
Na entrevista que deu em Curitiba, onde fez campanha hoje, o presidenciável acusou o PT de tentar fazer acreditar que há corrupção em todos os governos. Ele respondeu à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Rede Bandeirantes, de que a maioria dos casos de corrupção investigados pela Polícia Federal são do governo de FHC.
''Primeiro o PT dizia que é diferente de todo mundo. Agora quer mostrar que todo mundo é igual. Como não tem como se defender, o único argumento é esse'', disse. ''Não é possível o Brasil aceitar isso.''
Alckmin focou o contra-ataque na acusação de que houve pagamento com dinheiro público de cartilhas com informações sobre o governo Lula, que abasteceriam diretórios do PT.
"Somem R$ 11 milhões da Secretaria de Comunicação Social [da Presidência da República], aí não conseguem explicar e aparecem dizendo: 'Olha, o material foi entregue nos diretórios do PT'. Na realidade, é um crime e o fato é que estamos vivendo um quadro de atraso sob o ponto de vista ético", disse.
O presidenciável chegou a Curitiba no meio da tarde, para uma carreata no bairro industrial do Pinheirinho, sul da cidade, e caminhada no centro comercial de São José dos Pinhais, onde também faria comício no final da tarde. A programação foi prejudicada por uma chuva intensa.
Ele repetiu que vai disputar o segundo turno com Lula. ''Por arrogância, o Lula e o PT erraram. Calçaram salto número 15 e aí, a hora em que tiver segundo turno, vão derrotados para o segundo turno. Isso é um fato'', disse.
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