20/09/2006
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13h21
da Folha Online, em Brasília
O deputado Lino Rossi (PP-MT) se apresentou hoje ao Conselho de Ética do Senado espontaneamente para prestar depoimento no processo de cassação do senador Magno Malta (PL-ES). Rossi, apontado como um dos parlamentares recordistas na liberação de emendas para a compra superfaturada de ambulâncias, vai explicar a origem do veículo Fiat Ducato que Magno Malta teria recebido como propina da Planam.
Por ser deputado, Rossi não pode ser convocado a depor no Conselho. O parlamentar recebeu convite para prestar depoimento no início de setembro, mas na ocasião apenas enviou carta justificando os motivos da ausência. Ele aceitou esclarecer nesta quarta-feira a origem do veículo ao Conselho desde que o depoimento fosse fechado.
Malta alega que o veículo era de Lino Rossi, que lhe teria emprestado o carro em 2002 por estar em dificuldades financeiras. Em nota enviada ao Conselho, Rossi confirmou a versão e disse que recebeu o carro como empréstimo do empresário Darci Vedoin, sócio da Planam.
A principal dúvida do senador Demóstenes Torres (PFL-GO), relator do caso Malta, é esclarecer a origem do carro. O depoimento do suposto dono do veículo ao Conselho, José Luiz Cardoso, complicou ainda mais a situação do senador. Cardoso disse que comprou o veículo de Valdir José Piram, dono da empresa VR Factoring, em 2002. Como Malta alega que o carro é de Lino Rossi (PP-MT), o relator quer apurar porque o veículo nunca esteve no nome do parlamentar.
Dúvida
Valdir Piran prestou rápido depoimento esta manhã ao Conselho de Ética, mas negou ter qualquer ligação com a venda do veículo. Segundo o empresário, seu irmão, Valcir Piran, intermediou a venda do carro para Vedoin. "Certamente foi o meu irmão que vendeu, e ele vai confirmar isso em depoimento à Polícia Federal. Como temos o nome muito parecido, houve essa confusão. Mas eu moro em Brasília e não tenho nenhuma participação nisso tudo", afirmou.
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Lino Rossi depõe a portas fechadas no Conselho de Ética do Senado
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GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
O deputado Lino Rossi (PP-MT) se apresentou hoje ao Conselho de Ética do Senado espontaneamente para prestar depoimento no processo de cassação do senador Magno Malta (PL-ES). Rossi, apontado como um dos parlamentares recordistas na liberação de emendas para a compra superfaturada de ambulâncias, vai explicar a origem do veículo Fiat Ducato que Magno Malta teria recebido como propina da Planam.
Por ser deputado, Rossi não pode ser convocado a depor no Conselho. O parlamentar recebeu convite para prestar depoimento no início de setembro, mas na ocasião apenas enviou carta justificando os motivos da ausência. Ele aceitou esclarecer nesta quarta-feira a origem do veículo ao Conselho desde que o depoimento fosse fechado.
Malta alega que o veículo era de Lino Rossi, que lhe teria emprestado o carro em 2002 por estar em dificuldades financeiras. Em nota enviada ao Conselho, Rossi confirmou a versão e disse que recebeu o carro como empréstimo do empresário Darci Vedoin, sócio da Planam.
A principal dúvida do senador Demóstenes Torres (PFL-GO), relator do caso Malta, é esclarecer a origem do carro. O depoimento do suposto dono do veículo ao Conselho, José Luiz Cardoso, complicou ainda mais a situação do senador. Cardoso disse que comprou o veículo de Valdir José Piram, dono da empresa VR Factoring, em 2002. Como Malta alega que o carro é de Lino Rossi (PP-MT), o relator quer apurar porque o veículo nunca esteve no nome do parlamentar.
Dúvida
Valdir Piran prestou rápido depoimento esta manhã ao Conselho de Ética, mas negou ter qualquer ligação com a venda do veículo. Segundo o empresário, seu irmão, Valcir Piran, intermediou a venda do carro para Vedoin. "Certamente foi o meu irmão que vendeu, e ele vai confirmar isso em depoimento à Polícia Federal. Como temos o nome muito parecido, houve essa confusão. Mas eu moro em Brasília e não tenho nenhuma participação nisso tudo", afirmou.
Especial

