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Brasil
21/09/2006 - 21h11

Em Tocantins, tucano pede cassação de candidatura do atual governador

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FRANCISCO FIGUEIREDO
da Agência Folha

A coligação que apóia o ex-governador do Tocantins José Wilson Siqueira Campos (PSDB) pediu hoje ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) a cassação do registro da candidatura do atual governador e candidato à reeleição Marcelo Miranda (PMDB) por suposto abuso de poder econômico.

Segundo o pedido, durante um evento oficial de distribuição de cestas básicas e créditos para a construção civil, um prefeito aliado do governador fez campanha direta para Miranda, o que é proibido.

Um dia antes, aliados de Miranda protocolaram no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) documentos que indicam supostos indícios de parcialidade da Justiça Eleitoral no Estado, que acusam de favorecer o ex-governador. O pedido cita suposta diferença na velocidade de tramitação dos pedidos protocolados por cada uma das chapas na Justiça. Outro processo aberto pelo PMDB aponta que o atual corregedor do TRE do Estado teve Siqueira Campos como padrinho de casamento.

"Essa alegação [de parcialidade] é para criar um clima falso de injustiça. Pelo menos dez liminares que vencemos foram confirmadas no TSE. Até hoje, nenhuma decisão foi modificada", afirmou Edson Martins, coordenador jurídico da campanha de Siqueira Campos. "Quem está no poder são eles. É lógico que o maior número de ação é contra eles."

Já segundo o procurador-geral do Estado, Hércules Ribeiro Martins, o governo não cometeu nenhuma ação contra a lei eleitoral. Ele ainda afirma que o Tribunal de Contas do Estado, que também tem apontado irregularidades na gestão de Miranda, "foi 100% nomeado pelo ex-governador".

Siqueira Campos tenta chegar ao seu quarto mandato como governador. Em 2002, foi o principal cabo eleitoral de Miranda (PMDB), que rompeu com o tucano durante seu mandato.

O presidente do TSE, ministro Marco Aurélio de Mello, afirmou hoje que vai encaminhar as denúncias à corregedoria do órgão. "Vamos aguardar. O que ocorre é que existem paixões exacerbadas envolvidas na disputa. Todo aquele que tem interesses contrariados se diz vítima, se diz perseguido, o que não ocorre", disse.

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