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Brasil
22/09/2006 - 21h20

Em Tocantins, Ibope aponta virada; Siqueira questiona isenção

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FRANCISCO FIGUEIREDO
da Agência Folha

O governador do Tocantins e candidato à reeleição, Marcelo Miranda (PMDB), aparece à frente do ex-governador José Wilson Siqueira Campos (PSDB) em pesquisa Ibope divulgada hoje.

De acordo com o instituto, o peemedebista subiu de 41% para 49% das intenções de voto desde o levantamento realizado há um mês. O tucano recuou de 45% para 40%.

Na disputa pelo Senado, a deputada Kátia Abreu (PFL), aliada de Miranda, subiu de 39% para 50%. O senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB) caiu de 39% para 35%. A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais e foi registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Tocantins com o número 11284/06.

Por meio de nota, a coligação que apóia Siqueira Campos disse "não haver credibilidade" nos números do instituto. A campanha tucana considera "estranho" que a empresa Sacks, que tem como sócio Carlos André Montenegro --filho do presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro--, tenha obtido benefícios fiscais no Estado durante o governo de Miranda.

Segundo informou o instituto, também por meio de nota, Carlos André não é sócio nem funcionário do Ibope, e não influencia os levantamentos pelo Grupo Ibope. A nota ainda ressalta que as pesquisas divulgadas até 24 de agosto apontavam Siqueira Campos e seu filho Eduardo como líderes, e atribui a virada a acontecimentos da política do Estado.

Carlos André confirmou que ele e os outros sócios da Sacks --que é especializada em vendas pela internet-- estiveram com o governador em maio. Segundo ele, o encontro serviu para confirmar que a empresa poderia usufruir de um benefício fiscal que já estava em vigor. Algumas das operações da empresa foram transferidas para o Tocantins neste ano.

Venda de voto

A coligação que apóia a reeleição de Miranda entrou hoje no TRE com novo pedido para que sejam suspensas da TV referências da campanha adversária a suposta venda de votos por aliados do governador.

Trecho da propaganda da coligação de Siqueira Campos sugere que o eleitor aceite o dinheiro, mas não deixe de votar nos candidatos da oposição. Para a advogada da coligação peemedebista, Ângela Marquez Batista, a propaganda faz apologia ao crime.

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