01/10/2006
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09h50
da Agência Folha, em Maceió
Com um discurso que busca convencer o eleitorado de que foi injustamente afastado do Planalto, o ex-presidente (1990-1992) Fernando Collor de Mello, 57, tenta hoje, mais uma vez, voltar ao cenário político brasileiro. Ele disputa uma vaga ao Senado por Alagoas.
O principal adversário de Collor é novamente o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), 57, com quem disputou o governo do Estado, em 2002, sua primeira eleição depois de recuperar seus direitos políticos. O ex-presidente foi derrotado no primeiro turno. Lessa foi prefeito de Maceió e governador de Alagoas de 1999 a 2006.
Neste ano, a uma semana da votação, as pesquisas mostravam Collor tecnicamente empatado com Lessa. José Thomaz Nonô (PFL) aparece atrás.
Em 1992, Collor renunciou à Presidência para evitar o impeachment, mas mesmo assim teve seus direitos políticos cassados pelo Senado até 2000.
Em sua atual campanha, o ex-presidente pede votos para que, se eleito, possa falar "de igual para igual" com os parlamentares e "contar a verdade" sobre o processo de impeachment. Em seus discursos, Collor busca caracterizar seu afastamento da Presidência como uma perseguição a Alagoas e ao Nordeste.
"Sinto que o povo alagoano quer dar uma resposta a Brasília. É como se Alagoas dissesse em alto e bom som: 'Vocês do Sul do país, que retiraram do poder um alagoano e um nordestino que para lá foi conduzido por 35 milhões de votos, nós aqui de Alagoas estamos mandando Fernando Collor de volta para ensinar algumas coisas a vocês'", disse ele em seu último comício da campanha, em Coruripe (AL), na noite de quinta-feira. Collor nasceu no Rio de Janeiro.
Collor fez uma campanha curta, sem dar entrevistas à imprensa. Usando um helicóptero, ele percorreu quase a totalidade dos 102 municípios alagoanos. Sem apoio declarado de nomes estaduais fortes, Collor saiu em busca dos prefeitos.
O ex-presidente registrou sua candidatura há cerca de um mês, depois que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) julgou o ex-governador Lessa inelegível. Lessa recorreu e manteve o direito de disputar a eleição.
Especial
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Collor tenta hoje retornar a Brasília 14 anos depois
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SÍLVIA FREIREda Agência Folha, em Maceió
Com um discurso que busca convencer o eleitorado de que foi injustamente afastado do Planalto, o ex-presidente (1990-1992) Fernando Collor de Mello, 57, tenta hoje, mais uma vez, voltar ao cenário político brasileiro. Ele disputa uma vaga ao Senado por Alagoas.
O principal adversário de Collor é novamente o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), 57, com quem disputou o governo do Estado, em 2002, sua primeira eleição depois de recuperar seus direitos políticos. O ex-presidente foi derrotado no primeiro turno. Lessa foi prefeito de Maceió e governador de Alagoas de 1999 a 2006.
Neste ano, a uma semana da votação, as pesquisas mostravam Collor tecnicamente empatado com Lessa. José Thomaz Nonô (PFL) aparece atrás.
Em 1992, Collor renunciou à Presidência para evitar o impeachment, mas mesmo assim teve seus direitos políticos cassados pelo Senado até 2000.
Em sua atual campanha, o ex-presidente pede votos para que, se eleito, possa falar "de igual para igual" com os parlamentares e "contar a verdade" sobre o processo de impeachment. Em seus discursos, Collor busca caracterizar seu afastamento da Presidência como uma perseguição a Alagoas e ao Nordeste.
"Sinto que o povo alagoano quer dar uma resposta a Brasília. É como se Alagoas dissesse em alto e bom som: 'Vocês do Sul do país, que retiraram do poder um alagoano e um nordestino que para lá foi conduzido por 35 milhões de votos, nós aqui de Alagoas estamos mandando Fernando Collor de volta para ensinar algumas coisas a vocês'", disse ele em seu último comício da campanha, em Coruripe (AL), na noite de quinta-feira. Collor nasceu no Rio de Janeiro.
Collor fez uma campanha curta, sem dar entrevistas à imprensa. Usando um helicóptero, ele percorreu quase a totalidade dos 102 municípios alagoanos. Sem apoio declarado de nomes estaduais fortes, Collor saiu em busca dos prefeitos.
O ex-presidente registrou sua candidatura há cerca de um mês, depois que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) julgou o ex-governador Lessa inelegível. Lessa recorreu e manteve o direito de disputar a eleição.
Especial

