03/10/2006
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20h41
da Agência Folha
Dos 27 deputados estaduais do Espírito Santo que tentavam a reeleição para uma das 30 vagas, só 12 conseguiram novo mandato (44,4%). Entre os derrotados estão deputados acusados de participação num esquema de desvio de dinheiro público conhecido como "mensalinho capixaba".
Segundo investigações, a fraude consistia na simulação de repasses de recursos para associações diversas a título de patrocínio de eventos, justificativa para acobertar os desvios.
De 1998 a 2002 foram identificados desvios que somam R$ 27 milhões, a maior parte por meio desse suposto esquema. Também foram apurados desmandos como superfaturamento de bens e serviços.
Reeleitos em 2002 e acusados de se beneficiarem das supostas irregularidades, os deputados José Tasso, Gilson Gomes e Zé Ramos (os três do PFL), Fátima Couzi (PTB), Luiz Carlos Moreira (PMDB), Marcos Gazzani (PTB) e Rudinho de Souza (PSDB) tiveram iniciados processos por quebra do decoro parlamentar que poderiam culminar com a cassação dos seus mandatos.
Gazzani apresentou justificativas e o seu caso foi arquivado. O andamento dos processos dos outros se arrasta desde outubro do ano passado.
Tasso, Gomes, Ramos e Couzi chegaram a recorrer ao Supremo Tribunal Federal para tentar trancar seus processos, sem sucesso.
Além do julgamento político, os casos são investigados na Justiça comum pelo Ministério Público Estadual. Gomes e Gazzani tiveram seus bens bloqueados e seus sigilos fiscal e bancário quebrados.
Único do grupo dos sete a conseguir a reeleição nessas eleições, Moreira enfrenta agora outro problema: a Justiça eleitoral determinou a perda dos seus direitos políticos por três anos, o que implica perda de mandato, por abuso do poder econômico nas eleições de 2002. A decisão chegou à Assembléia ontem.
A determinação é retroativa à data da eleição passada e sua validade expirou ano passado.
Portanto, não atinge o mandato que ele conquistou nessas eleições, o que não exclui a possibilidade de seja feita contra ele alguma nova representação, mesmo na nova legislatura.
Com a derrota nas eleições de domingo, os outros seis deverão ter seus processos arquivados com a conclusão dos seus mandatos.
Para Roberto Simões, cientista político da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo), a mídia teve papel fundamental para a derrota dos acusados, por expor o caso "insistentemente" à população.
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Deputados do "mensalinho capixaba" não conseguem reeleição
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EDUARDO DE OLIVEIRAda Agência Folha
Dos 27 deputados estaduais do Espírito Santo que tentavam a reeleição para uma das 30 vagas, só 12 conseguiram novo mandato (44,4%). Entre os derrotados estão deputados acusados de participação num esquema de desvio de dinheiro público conhecido como "mensalinho capixaba".
Segundo investigações, a fraude consistia na simulação de repasses de recursos para associações diversas a título de patrocínio de eventos, justificativa para acobertar os desvios.
De 1998 a 2002 foram identificados desvios que somam R$ 27 milhões, a maior parte por meio desse suposto esquema. Também foram apurados desmandos como superfaturamento de bens e serviços.
Reeleitos em 2002 e acusados de se beneficiarem das supostas irregularidades, os deputados José Tasso, Gilson Gomes e Zé Ramos (os três do PFL), Fátima Couzi (PTB), Luiz Carlos Moreira (PMDB), Marcos Gazzani (PTB) e Rudinho de Souza (PSDB) tiveram iniciados processos por quebra do decoro parlamentar que poderiam culminar com a cassação dos seus mandatos.
Gazzani apresentou justificativas e o seu caso foi arquivado. O andamento dos processos dos outros se arrasta desde outubro do ano passado.
Tasso, Gomes, Ramos e Couzi chegaram a recorrer ao Supremo Tribunal Federal para tentar trancar seus processos, sem sucesso.
Além do julgamento político, os casos são investigados na Justiça comum pelo Ministério Público Estadual. Gomes e Gazzani tiveram seus bens bloqueados e seus sigilos fiscal e bancário quebrados.
Único do grupo dos sete a conseguir a reeleição nessas eleições, Moreira enfrenta agora outro problema: a Justiça eleitoral determinou a perda dos seus direitos políticos por três anos, o que implica perda de mandato, por abuso do poder econômico nas eleições de 2002. A decisão chegou à Assembléia ontem.
A determinação é retroativa à data da eleição passada e sua validade expirou ano passado.
Portanto, não atinge o mandato que ele conquistou nessas eleições, o que não exclui a possibilidade de seja feita contra ele alguma nova representação, mesmo na nova legislatura.
Com a derrota nas eleições de domingo, os outros seis deverão ter seus processos arquivados com a conclusão dos seus mandatos.
Para Roberto Simões, cientista político da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo), a mídia teve papel fundamental para a derrota dos acusados, por expor o caso "insistentemente" à população.
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