16/10/2006
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09h00
da Folha de S.Paulo
Chamado diariamente de privatista pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, enviou ao PDT uma carta em que se compromete com a manutenção da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e da Empresa de Correios e Telégrafos "sob controle estatal".
Alckmin negou, porém, que seja uma resposta ao adversário, que, no segundo turno, investe na estratégia de rotulá-lo como privatista. "Não levo muito a sério. O Lula não tem compromisso com a verdade."
O documento foi enviado na terça-feira, mas só foi incluído no site do PDT depois de Lula também se comprometer, ainda que genericamente, com as reivindicações do partido, na quarta-feira.
"Meu governo manterá sob controle estatal e estimulará os papéis estratégicos que cumprem a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e os Correios", diz a carta de Alckmin.
Apesar de o texto sinalizar com a possibilidade de venda de ações que excedam ao controle estatal, Alckmin foi categórico ontem, após visita ao Capão Redondo, zona sul de São Paulo. "Exatamente", disse ele, ao responder se assinara um compromisso antiprivatização.
"Recebi [do PDT] o documento com a questão da não-privatização, do piso do salário para a Previdência, o direito dos trabalhadores, a educação e o crescimento. É a minha proposta. Quero ser presidente para isso e quero o apoio do PDT."
Em reunião ontem à noite com o presidente da Força Sindical, o pedetista Paulo Pereira da Silva, Alckmin descreveu os esforços para obter o apoio do partido. Disse ter procurado todos os líderes regionais do partido, "de Alceu Collares [RS] a Jefferson Perez [AM]".
Hoje, o diretório nacional do PDT se reúne para anunciar sua decisão. Embora exista nos Estados uma tendência pró-Alckmin, o presidente do partido, Carlos Lupi, admitiu ontem que os adeptos da candidatura Lula se aliaram aos defensores da neutralidade para evitar que o PDT oficialize o apoio ao tucano. "Há uma divisão", disse.
Alckmin promete ainda adotar o horário integral no ensino básico, com a implantação da jornada escolar de cinco horas até 2010. "Dentro da ótica de estimular a freqüência e o desempenho na escola, faremos com que o Bolsa Família volte às suas origens, deturpadas no governo Lula", diz a carta.
Ontem, após caminhada em reduto petista, Alckmin prometeu "reduzir impostos, começando pela passagem de ônibus, metrô e trem". Ironizou a declaração de Lula, que classificou como "abominável" o ataque do PT à família do tucano.
"É típico do PT. Tira proveito. Faz uma coisa injusta e, depois, vem dar uma de bom moço", afirmou Alckmin, que cobrou do PT a origem do R$ 1,7 milhão destinado à compra de material contra o PSDB. "É achar que todo mundo é bobo."
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Leia cobertura completa das eleições 2006
Em carta ao PDT, Alckmin se compromete a não privatizar
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CATIA SEABRAda Folha de S.Paulo
Chamado diariamente de privatista pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, enviou ao PDT uma carta em que se compromete com a manutenção da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e da Empresa de Correios e Telégrafos "sob controle estatal".
Alckmin negou, porém, que seja uma resposta ao adversário, que, no segundo turno, investe na estratégia de rotulá-lo como privatista. "Não levo muito a sério. O Lula não tem compromisso com a verdade."
O documento foi enviado na terça-feira, mas só foi incluído no site do PDT depois de Lula também se comprometer, ainda que genericamente, com as reivindicações do partido, na quarta-feira.
"Meu governo manterá sob controle estatal e estimulará os papéis estratégicos que cumprem a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e os Correios", diz a carta de Alckmin.
Apesar de o texto sinalizar com a possibilidade de venda de ações que excedam ao controle estatal, Alckmin foi categórico ontem, após visita ao Capão Redondo, zona sul de São Paulo. "Exatamente", disse ele, ao responder se assinara um compromisso antiprivatização.
"Recebi [do PDT] o documento com a questão da não-privatização, do piso do salário para a Previdência, o direito dos trabalhadores, a educação e o crescimento. É a minha proposta. Quero ser presidente para isso e quero o apoio do PDT."
Em reunião ontem à noite com o presidente da Força Sindical, o pedetista Paulo Pereira da Silva, Alckmin descreveu os esforços para obter o apoio do partido. Disse ter procurado todos os líderes regionais do partido, "de Alceu Collares [RS] a Jefferson Perez [AM]".
Hoje, o diretório nacional do PDT se reúne para anunciar sua decisão. Embora exista nos Estados uma tendência pró-Alckmin, o presidente do partido, Carlos Lupi, admitiu ontem que os adeptos da candidatura Lula se aliaram aos defensores da neutralidade para evitar que o PDT oficialize o apoio ao tucano. "Há uma divisão", disse.
Alckmin promete ainda adotar o horário integral no ensino básico, com a implantação da jornada escolar de cinco horas até 2010. "Dentro da ótica de estimular a freqüência e o desempenho na escola, faremos com que o Bolsa Família volte às suas origens, deturpadas no governo Lula", diz a carta.
Ontem, após caminhada em reduto petista, Alckmin prometeu "reduzir impostos, começando pela passagem de ônibus, metrô e trem". Ironizou a declaração de Lula, que classificou como "abominável" o ataque do PT à família do tucano.
"É típico do PT. Tira proveito. Faz uma coisa injusta e, depois, vem dar uma de bom moço", afirmou Alckmin, que cobrou do PT a origem do R$ 1,7 milhão destinado à compra de material contra o PSDB. "É achar que todo mundo é bobo."
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