17/10/2006
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21h55
da Agência Folha, em Curitiba
Oito ações por improbidade administrativa e dois processos por suspeita de licitação fraudulenta tramitando na área criminal colocaram o candidato a vice de Osmar Dias (PDT), Derli Donin (PP), no centro do fogo cruzado nesta fase da disputa ao governo do Paraná.
As acusações do Ministério Público do Estado contra o ex-prefeito de Toledo (cidade do sudoeste, a 537 km de Curitiba) por dois mandatos (1997-2000/2001-2004) são exploradas pelo programa de propaganda política do adversário, o governador licenciado Roberto Requião (PMDB).
Em ao menos um dos casos, de indiciamento por suspeita de licitação dirigida, a denúncia foi recebida pelo Justiça de primeira instância criminal. Donin só se defendeu em dois processos até o momento. Cinco deles correm em segredo de Justiça, por envolver quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados.
Donin é acusado de beneficiar empresas de parentes e fornecedores com cadastro suspenso driblando a lei por meio de triangulação. Somados, os atos de improbidade em que o ex-prefeito figura como réu são estimados em R$ 10 milhões. Seus bens chegaram a ficar indisponíveis neste ano, mas a Justiça já os liberou.
Um ato de suposta improbidade envolve R$ 5 milhões. Refere-se à contratação, em janeiro de 1997, do jornal Integração do Oeste Ltda. como veículo oficial de divulgação de atos da prefeitura. No período de três anos, a razão social do jornal passou por cinco modificações para, segundo o Ministério Público, zerar pendências e voltar a prestar serviços à prefeitura. Dois anos antes de assumir o cargo, Donin figurava entre os sócios da editora.
Um segundo indiciamento por triangulação fraudulenta se refere ao fornecimento de merenda escolar, no período de 1998 a 2002, envolvendo R$ 2,2 milhões. Um dos sócios do supermercado Trento Brandalize, suspenso do cadastro de fornecedores por débito tributário, cria a Castelo Comércio de Alimentos e permite que o supermercado mantenha o fornecimento indireto de alimentos.
Osmar Dias disse que não sabia das acusações contra o vice quando compôs a chapa. Afirma acreditar que a maioria é resultado de "acusações sem consistência de adversários" do ex-prefeito e diz que Donin deve responder por ações eventualmente confirmadas.
Ele reclama que Requião explora a situação de seu vice, "quando ele [Requião] tem uns 200 processos iguais".
Donin disse à Folha que em nenhum dos casos é denunciado por apropriação de recursos públicos. "O que se discute são atos administrativos e eu sempre me respaldei pelo [departamento] jurídico." Disse ainda que provará inocência quando puder se defender na Justiça.
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Processos por improbidade comprometem vice de adversário de Requião
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MARI TORTATOda Agência Folha, em Curitiba
Oito ações por improbidade administrativa e dois processos por suspeita de licitação fraudulenta tramitando na área criminal colocaram o candidato a vice de Osmar Dias (PDT), Derli Donin (PP), no centro do fogo cruzado nesta fase da disputa ao governo do Paraná.
As acusações do Ministério Público do Estado contra o ex-prefeito de Toledo (cidade do sudoeste, a 537 km de Curitiba) por dois mandatos (1997-2000/2001-2004) são exploradas pelo programa de propaganda política do adversário, o governador licenciado Roberto Requião (PMDB).
Em ao menos um dos casos, de indiciamento por suspeita de licitação dirigida, a denúncia foi recebida pelo Justiça de primeira instância criminal. Donin só se defendeu em dois processos até o momento. Cinco deles correm em segredo de Justiça, por envolver quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados.
Donin é acusado de beneficiar empresas de parentes e fornecedores com cadastro suspenso driblando a lei por meio de triangulação. Somados, os atos de improbidade em que o ex-prefeito figura como réu são estimados em R$ 10 milhões. Seus bens chegaram a ficar indisponíveis neste ano, mas a Justiça já os liberou.
Um ato de suposta improbidade envolve R$ 5 milhões. Refere-se à contratação, em janeiro de 1997, do jornal Integração do Oeste Ltda. como veículo oficial de divulgação de atos da prefeitura. No período de três anos, a razão social do jornal passou por cinco modificações para, segundo o Ministério Público, zerar pendências e voltar a prestar serviços à prefeitura. Dois anos antes de assumir o cargo, Donin figurava entre os sócios da editora.
Um segundo indiciamento por triangulação fraudulenta se refere ao fornecimento de merenda escolar, no período de 1998 a 2002, envolvendo R$ 2,2 milhões. Um dos sócios do supermercado Trento Brandalize, suspenso do cadastro de fornecedores por débito tributário, cria a Castelo Comércio de Alimentos e permite que o supermercado mantenha o fornecimento indireto de alimentos.
Osmar Dias disse que não sabia das acusações contra o vice quando compôs a chapa. Afirma acreditar que a maioria é resultado de "acusações sem consistência de adversários" do ex-prefeito e diz que Donin deve responder por ações eventualmente confirmadas.
Ele reclama que Requião explora a situação de seu vice, "quando ele [Requião] tem uns 200 processos iguais".
Donin disse à Folha que em nenhum dos casos é denunciado por apropriação de recursos públicos. "O que se discute são atos administrativos e eu sempre me respaldei pelo [departamento] jurídico." Disse ainda que provará inocência quando puder se defender na Justiça.
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