20/10/2006
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17h11
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), sub-relator da CPI dos Sanguessugas, defendeu hoje que a Polícia Federal investigue o "novo personagem" do escândalo do "dossiegate", revelado a partir da quebra dos sigilos telefônicos de envolvidos no episódio.
"A troca de telefonemas significa que essa pessoa tem que ser investigada e pode ser uma das fontes da origem desses recursos ilícitos", disse ele, em referência ao R$ 1,7 milhão que seria utilizado para comprar o dossiê contra políticos tucanos.
O deputado se reuniu ontem com o delegado da PF, Diógenes Curado, responsável pela investigação, e revelou que a polícia já identificou parte da origem do dinheiro e "laranjas" que teriam feito os saques, além de bicheiros envolvidos na circulação dos recursos.
"Acredito que temos condições de chegar ao segundo turno com essa informação [a origem do dinheiro], embora não haja empenho por parte do Palácio do Planalto", disse Sampaio. Ontem, o o diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, e o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, também fizeram declarações nesse sentido.
O parlamentar tucano reagiu às manifestações de governistas, que acusaram a polícia e o Ministério Público de agir politicamente para beneficiar o PSDB. "Desde quando prender bandidos travestidos de militantes é complô da Polícia Federal?", questionou ele.
Freud
Sampaio esteve hoje na sede do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) para buscar informações sobre a movimentação financeira de Freud Godoy, ex-assessor do Planalto.
Godoy foi apontado por Gedimar Passos (um dos principais envolvidos no escândalo) como um dos articuladores da operação de compra do dossiê, acusação que o ex-assessor nega.
O parlamentar tucano afirmou que o Coaf identificou uma movimentação de R$ 150 mil de Godoy, que teria depositado a quantia, em dinheiro vivo, na conta da empresa de sua mulher, em 2004.
No mesmo ano, o órgão também verificou três depósitos na conta pessoal de Godoy, sendo dois de R$ 8,7 mil e um de R$ 6 mil, feitos pelo publicitário Duda Mendonça (responsável pelas campanhas do PT em 2002) e um do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, apontado como o operador do esquema do "mensalão".
Especial
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Sampaio defende investigação de "novo personagem" no escândalo do dossiê
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ANDREZA MATAISGABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), sub-relator da CPI dos Sanguessugas, defendeu hoje que a Polícia Federal investigue o "novo personagem" do escândalo do "dossiegate", revelado a partir da quebra dos sigilos telefônicos de envolvidos no episódio.
"A troca de telefonemas significa que essa pessoa tem que ser investigada e pode ser uma das fontes da origem desses recursos ilícitos", disse ele, em referência ao R$ 1,7 milhão que seria utilizado para comprar o dossiê contra políticos tucanos.
O deputado se reuniu ontem com o delegado da PF, Diógenes Curado, responsável pela investigação, e revelou que a polícia já identificou parte da origem do dinheiro e "laranjas" que teriam feito os saques, além de bicheiros envolvidos na circulação dos recursos.
"Acredito que temos condições de chegar ao segundo turno com essa informação [a origem do dinheiro], embora não haja empenho por parte do Palácio do Planalto", disse Sampaio. Ontem, o o diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, e o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, também fizeram declarações nesse sentido.
O parlamentar tucano reagiu às manifestações de governistas, que acusaram a polícia e o Ministério Público de agir politicamente para beneficiar o PSDB. "Desde quando prender bandidos travestidos de militantes é complô da Polícia Federal?", questionou ele.
Freud
Sampaio esteve hoje na sede do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) para buscar informações sobre a movimentação financeira de Freud Godoy, ex-assessor do Planalto.
Godoy foi apontado por Gedimar Passos (um dos principais envolvidos no escândalo) como um dos articuladores da operação de compra do dossiê, acusação que o ex-assessor nega.
O parlamentar tucano afirmou que o Coaf identificou uma movimentação de R$ 150 mil de Godoy, que teria depositado a quantia, em dinheiro vivo, na conta da empresa de sua mulher, em 2004.
No mesmo ano, o órgão também verificou três depósitos na conta pessoal de Godoy, sendo dois de R$ 8,7 mil e um de R$ 6 mil, feitos pelo publicitário Duda Mendonça (responsável pelas campanhas do PT em 2002) e um do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, apontado como o operador do esquema do "mensalão".
Especial

