Brasil
20/10/2006 - 20h54

Cai diferença entre Yeda e Olívio no RS

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LÉO GERCHMANN
da Agência Folha, em Porto Alegre

Pesquisa do CPCP (Centro de Pesquisas Correio do Povo) de intenções de voto ao governo do Rio Grande do Sul divulgada hoje apontou diminuição na vantagem de Yeda Crusius (PSDB) sobre Olívio Dutra (PT). Faltando pouco mais de uma semana para a votação de segundo turno, reduziu-se em 13,6 pontos percentuais a diferença entre os dois. A diferença de 30,7 pontos entre os dois, segundo o mesmo instituto, caiu para 17,1 pontos percentuais.

Na pesquisa realizada entre em 10 e 11 de outubro, Yeda tinha 61,7% das intenções de votos. Agora, tem 55%. Olívio tinha 31%. Agora, 37,9%.

O percentual de eleitores indecisos ou que ainda não sabem em quem votar recuou de 12% para 9,7% do total de entrevistados.

Em votos válidos, Yeda caiu de 66,6% registrados na pesquisa anterior (10 e 11 de outubro) para 59,2% da atual (18 e 19 de outubro), uma queda de 7,4 pontos percentuais. Já Olívio subiu o mesmo índice (7,4 pontos percentuais, passando de 33,4% para 40,8%.

Foram entrevistados 2.011 eleitores em 80 municípios gaúchos nos dias 18 e 19. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais para mais ou menos. A pesquisa está registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sob o nº 061897/2006.

Yeda considerou o resultado importante para sua militância ''não cair no clima do já ganhou". Na coordenação da sua campanha, a interpretação mais ouvida é que a reação de Olívio está ligada ao crescimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa contra Geraldo Alckmin (PSDB).

Na coordenação petista, a discussão sobre privatizações foi definida como um dos principais motivos para a reação de Olívio.

''A natureza do segundo turno é mostrar a consistência das duas candidaturas. Nesta semana que resta, apostaremos na mobilização da militância, ampliação dos apoios e polarização dos programas", disse Miguel Rossetto, coordenador da campanha de Lula e Olívio.

Apesar de Alckmin permanecer liderando a preferência dos gaúchos para o Palácio do Planalto, segundo o CPCP, a vantagem em relação a Lula recuou para 14,8 pontos percentuais, se considerados apenas os votos válidos.

No levantamento anterior, a diferença entre os dois candidatos era de 30,2 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 22579/2006.

Pela pesquisa realizada nos dias 10 e 11, Alckmin tinha 59,9% das intenções de voto no Rio Grande do Sul. Nesta última, feita entre os dias 18 e 19, caiu para 53,9%. Lula, ao contrário, subiu de 32,2% para 39,9%.

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