21/10/2006
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14h16
da Agência Folha, em Curitiba
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu às notícias nos jornais de hoje sobre as novas implicações de integrantes de seu governo e aliados afastados no caso do dossiê contra tucanos desafiando a imprensa e a oposição a continuar com as acusações. Ele classificou as revelações de "futricas" e disse que elas não atrapalharão sua reeleição.
"Eu não preciso ofender nenhum adversário para ganhar a eleição. Se quiserem me ofender, me ofendam. Se quiserem me acusar, me acusem. Eu vou ter o bom comportamento que um presidente da República deve ter: altivo, sereno e sabedor que o ódio que eles têm por mim não é por mim. Eles sabem que não roubo e não roubei, o ódio deles é [pelo fato de] pela primeira vez o povo está podendo levantar a cabeça."
No discurso que fechou o comício no final da manhã no calçadão do centro de Curitiba, Lula pediu a comparação dos dois projetos presidenciais, citou ações de seu governo para a população mais pobre e disse que era com os avanços que a imprensa deveria se ocupar.
"A imprensa brasileira poderia dar essa contribuição aos leitores dos jornais. Porque não é possível a gente viver a vida inteira subordinada à trica e à futrica. Há ladrão se anunciando inocente, e há pessoas sendo expostas todo dia nas páginas dos jornais. E na hora em que as pessoas são absolvidas, ninguém pede desculpas neste país", afirmou.
Ainda segundo ele, "a palavra desculpa saiu do dicionário. É só acusação, acusação e acusação".
Lula então se dirigiu ao público e disse que, durante os quase quatro anos em que esteve no governo, "nunca me viram falar mal de um vereador, de um adversário qualquer".
As declarações de Lula --que não deixou clara a razão de sua irritação-- foram dadas no mesmo dia em que surgiram notícias sobre seu filho e sobre o relatório parcial sobre a compra do dossiê contra tucanos que a Polícia Federal entregou à Justiça.
Ele contém a informação de que o articulador da compra Jorge Lorenzetti recebeu ligação de Gilberto Carvalho, secretário particular do presidente, e que voltou a falar com ele num segundo telefonema, no dia em que a PF frustrou a operação e prendeu os primeiros envolvidos, no hotel Ibis, em São Paulo.
O relatório também aponta que o ex-ministro José Dirceu ligou para Lorenzetti dias antes de surgir o dossiê.
Na edição deste final de semana, a revista "Veja" traz reportagem sobre a rápida ascensão nos negócios de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, depois de fechar contrato milionário de prestação de serviços à Telemar.
Lula pediu votos para o governador licenciado do Paraná, Roberto Requião (PMDB), na disputa estadual, mas Requião não apareceu no palanque. Apenas o vice da chapa, Orlando Pessuti (PMDB), participou do comício.
Os ministros Paulo Bernardo (Planejamento), Dilma Rousseff (Casa Civil), Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência) e Celso Amorim (Relações Exteriores), o acompanharam.
Incidente
Antes de Lula chegar, os jornalistas tiveram de evacuar o palanque reservado à imprensa, em frente ao palanque principal, por ameaça de desabamento. A estrutura de aço que o sustentava cedeu uns 30 centímetros em um lado mais concentrado.
Cerca de 40 profissionais, a maior parte carregando equipamentos de imagem, estavam sobre a estrutura, na hora do problema. A segurança do evento isolou o espaço e iniciou um inventário do problema ainda durante o comício.
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Lula reclama de "futrica" e diz que não precisa ofender ninguém para ganhar eleição
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MARI TORTATOda Agência Folha, em Curitiba
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu às notícias nos jornais de hoje sobre as novas implicações de integrantes de seu governo e aliados afastados no caso do dossiê contra tucanos desafiando a imprensa e a oposição a continuar com as acusações. Ele classificou as revelações de "futricas" e disse que elas não atrapalharão sua reeleição.
"Eu não preciso ofender nenhum adversário para ganhar a eleição. Se quiserem me ofender, me ofendam. Se quiserem me acusar, me acusem. Eu vou ter o bom comportamento que um presidente da República deve ter: altivo, sereno e sabedor que o ódio que eles têm por mim não é por mim. Eles sabem que não roubo e não roubei, o ódio deles é [pelo fato de] pela primeira vez o povo está podendo levantar a cabeça."
No discurso que fechou o comício no final da manhã no calçadão do centro de Curitiba, Lula pediu a comparação dos dois projetos presidenciais, citou ações de seu governo para a população mais pobre e disse que era com os avanços que a imprensa deveria se ocupar.
"A imprensa brasileira poderia dar essa contribuição aos leitores dos jornais. Porque não é possível a gente viver a vida inteira subordinada à trica e à futrica. Há ladrão se anunciando inocente, e há pessoas sendo expostas todo dia nas páginas dos jornais. E na hora em que as pessoas são absolvidas, ninguém pede desculpas neste país", afirmou.
Ainda segundo ele, "a palavra desculpa saiu do dicionário. É só acusação, acusação e acusação".
Lula então se dirigiu ao público e disse que, durante os quase quatro anos em que esteve no governo, "nunca me viram falar mal de um vereador, de um adversário qualquer".
As declarações de Lula --que não deixou clara a razão de sua irritação-- foram dadas no mesmo dia em que surgiram notícias sobre seu filho e sobre o relatório parcial sobre a compra do dossiê contra tucanos que a Polícia Federal entregou à Justiça.
Ele contém a informação de que o articulador da compra Jorge Lorenzetti recebeu ligação de Gilberto Carvalho, secretário particular do presidente, e que voltou a falar com ele num segundo telefonema, no dia em que a PF frustrou a operação e prendeu os primeiros envolvidos, no hotel Ibis, em São Paulo.
O relatório também aponta que o ex-ministro José Dirceu ligou para Lorenzetti dias antes de surgir o dossiê.
Na edição deste final de semana, a revista "Veja" traz reportagem sobre a rápida ascensão nos negócios de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, depois de fechar contrato milionário de prestação de serviços à Telemar.
Lula pediu votos para o governador licenciado do Paraná, Roberto Requião (PMDB), na disputa estadual, mas Requião não apareceu no palanque. Apenas o vice da chapa, Orlando Pessuti (PMDB), participou do comício.
Os ministros Paulo Bernardo (Planejamento), Dilma Rousseff (Casa Civil), Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência) e Celso Amorim (Relações Exteriores), o acompanharam.
Incidente
Antes de Lula chegar, os jornalistas tiveram de evacuar o palanque reservado à imprensa, em frente ao palanque principal, por ameaça de desabamento. A estrutura de aço que o sustentava cedeu uns 30 centímetros em um lado mais concentrado.
Cerca de 40 profissionais, a maior parte carregando equipamentos de imagem, estavam sobre a estrutura, na hora do problema. A segurança do evento isolou o espaço e iniciou um inventário do problema ainda durante o comício.
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