23/10/2006
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18h26
da Folha Online, em Brasília
A CPI dos Sanguessugas vai pressionar a Justiça e a Polícia Federal em Cuiabá para ter acesso à cópia do relatório parcial das investigações sobre a compra do dossiê antitucano por petistas. O relatório foi encaminhado à Justiça na última sexta-feira, mas a CPI não teve acesso ao teor do texto até este momento.
Segundo o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), sub-relator da CPI, o juiz Jefferson Schneider, da 2ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso, demonstrou "preocupação" quanto ao uso político do relatório às vésperas do segundo turno das eleições --por isso não entregou o material ao técnico da comissão que foi a Cuiabá buscar cópia do relatório.
"O juiz está preocupado que, chegando à CPI, o material seja usado com objetivos políticos. Mas precisamos estudar o texto antes de colher três depoimentos no dia 31 de outubro", disse Gabeira.
Os primeiros acusados de envolvimento no dossiegate a serem ouvidos pela CPI são Valdebran Padilha e Gedimar Passos, presos com R$ 1,7 milhão que seria usado para comprar o dossiê. No mesmo dia 31, a comissão também pretende ouvir Jorge Lorenzetti, ex-integrante da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que é acusado de ser um dos mentores do dossiê.
Requerimentos
A CPI realiza reunião informal nesta terça-feira para discutir o impasse sobre o relatório e a apresentação de requerimentos de convocação do ex-ministro José Dirceu e do chefe-de-gabinete do Palácio do Planalto, Gilberto Carvalho. Segundo Gabeira, os requerimentos só poderão ser votados na reunião oficial da CPI marcada para depois das eleições.
Dirceu e Carvalho teriam conversado por telefone com Lorenzetti no período em que o petista estaria negociando a compra do dossiê com o empresário Luiz Antonio Vedoin, sócio da Planam.
O líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), acusou a CPI de estar partidarizando as investigações sobre o dossiê. Segundo ele, "a oposição tem acentuado características de irresponsabilidade para usá-las na véspera das eleições". Na opinião de Fontana, somente a partir da semana que vem a comissão poderá retomar de forma isenta as discussões sobre convocações. "A CPI tem que tomar cuidado para não se desmoralizar nesse tipo de ação", disse.
Fontana defendeu, assim como Gabeira, a convocação de Abel Pereira para prestar esclarecimentos à CPI. Ele é acusado de ter negociado o dossiê com Vedoin, além de ser amigo pessoal do ex-ministro da Saúde Barjas Negri (PSDB).
O líder também criticou o vice-presidente da CPI, deputado Raul Jungmann (PPS-PE). Segundo ele, Jungmann tem agido como "delegado da comissão" ao ameaçar recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para ter acesso à cópia do relatório parcial sobre o dossiegate.
Especial
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CPI pressiona Justiça para ter acesso ao relatório do dossiegate
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GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
A CPI dos Sanguessugas vai pressionar a Justiça e a Polícia Federal em Cuiabá para ter acesso à cópia do relatório parcial das investigações sobre a compra do dossiê antitucano por petistas. O relatório foi encaminhado à Justiça na última sexta-feira, mas a CPI não teve acesso ao teor do texto até este momento.
Segundo o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), sub-relator da CPI, o juiz Jefferson Schneider, da 2ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso, demonstrou "preocupação" quanto ao uso político do relatório às vésperas do segundo turno das eleições --por isso não entregou o material ao técnico da comissão que foi a Cuiabá buscar cópia do relatório.
"O juiz está preocupado que, chegando à CPI, o material seja usado com objetivos políticos. Mas precisamos estudar o texto antes de colher três depoimentos no dia 31 de outubro", disse Gabeira.
Os primeiros acusados de envolvimento no dossiegate a serem ouvidos pela CPI são Valdebran Padilha e Gedimar Passos, presos com R$ 1,7 milhão que seria usado para comprar o dossiê. No mesmo dia 31, a comissão também pretende ouvir Jorge Lorenzetti, ex-integrante da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que é acusado de ser um dos mentores do dossiê.
Requerimentos
A CPI realiza reunião informal nesta terça-feira para discutir o impasse sobre o relatório e a apresentação de requerimentos de convocação do ex-ministro José Dirceu e do chefe-de-gabinete do Palácio do Planalto, Gilberto Carvalho. Segundo Gabeira, os requerimentos só poderão ser votados na reunião oficial da CPI marcada para depois das eleições.
Dirceu e Carvalho teriam conversado por telefone com Lorenzetti no período em que o petista estaria negociando a compra do dossiê com o empresário Luiz Antonio Vedoin, sócio da Planam.
O líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), acusou a CPI de estar partidarizando as investigações sobre o dossiê. Segundo ele, "a oposição tem acentuado características de irresponsabilidade para usá-las na véspera das eleições". Na opinião de Fontana, somente a partir da semana que vem a comissão poderá retomar de forma isenta as discussões sobre convocações. "A CPI tem que tomar cuidado para não se desmoralizar nesse tipo de ação", disse.
Fontana defendeu, assim como Gabeira, a convocação de Abel Pereira para prestar esclarecimentos à CPI. Ele é acusado de ter negociado o dossiê com Vedoin, além de ser amigo pessoal do ex-ministro da Saúde Barjas Negri (PSDB).
O líder também criticou o vice-presidente da CPI, deputado Raul Jungmann (PPS-PE). Segundo ele, Jungmann tem agido como "delegado da comissão" ao ameaçar recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para ter acesso à cópia do relatório parcial sobre o dossiegate.
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