24/10/2006
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17h30
da Folha Online, em Brasília
Apesar das pesquisas indicarem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será reeleito neste domingo, o Planalto é cauteloso ao comentar sobre uma provável vitória do presidente. Ao contrário da postura no primeiro turno, em que os petistas davam a eleição como terminada, a ordem é aguardar o resultado das urnas.
O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, indicou hoje que as pesquisas da campanha indicam que parte do eleitorado é móvel e pode alterar o resultado da eleição. "Tudo indica que o quadro eleitoral está consolidado e que não haverá tempo de recuperação do candidato Geraldo Alckmin [do PSDB], mas temos uma base eleitoral muito móvel", afirmou.
Para o ministro, grande parte do eleitorado vota no presidente Lula pela confiança que tem nele. Sentimento que, se abalado, pode mudar o voto dessas pessoas. "O eleitorado brasileiro não é polarizado entre esquerda e direita", observou.
Tarso salientou, no entanto, que até a eleição novos "estabanados" não apareçam. "Se tem novos estabanados será uma novidade", afirmou.
A avaliação é compartilhada entre tucanos. Pesquisas encomendadas pela campanha de Alckmin indicam que Lula tem uma vantagem bem menor do que a indicada pelos demais institutos. Embora conscientes de que ultrapassar esta diferença seja uma tarefa difícil, os tucanos avaliam que não é impossível --justamente pela mobilidade-- que o eleitorado tem apresentado.
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Apesar de vantagem nas pesquisas, petistas evitam "salto alto"
ANDREZA MATAISda Folha Online, em Brasília
Apesar das pesquisas indicarem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será reeleito neste domingo, o Planalto é cauteloso ao comentar sobre uma provável vitória do presidente. Ao contrário da postura no primeiro turno, em que os petistas davam a eleição como terminada, a ordem é aguardar o resultado das urnas.
O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, indicou hoje que as pesquisas da campanha indicam que parte do eleitorado é móvel e pode alterar o resultado da eleição. "Tudo indica que o quadro eleitoral está consolidado e que não haverá tempo de recuperação do candidato Geraldo Alckmin [do PSDB], mas temos uma base eleitoral muito móvel", afirmou.
Para o ministro, grande parte do eleitorado vota no presidente Lula pela confiança que tem nele. Sentimento que, se abalado, pode mudar o voto dessas pessoas. "O eleitorado brasileiro não é polarizado entre esquerda e direita", observou.
Tarso salientou, no entanto, que até a eleição novos "estabanados" não apareçam. "Se tem novos estabanados será uma novidade", afirmou.
A avaliação é compartilhada entre tucanos. Pesquisas encomendadas pela campanha de Alckmin indicam que Lula tem uma vantagem bem menor do que a indicada pelos demais institutos. Embora conscientes de que ultrapassar esta diferença seja uma tarefa difícil, os tucanos avaliam que não é impossível --justamente pela mobilidade-- que o eleitorado tem apresentado.
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