30/10/2006
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22h13
O candidato derrotado nas eleições para o governo da Paraíba, José Maranhão (PMDB), disse hoje que não reconhece a vitória do governador reeleito Cássio Cunha Lima (PSDB).
Ele acusou o tucano de ter utilizado dinheiro do governo para vencer as eleições, inclusive com compra de votos.
Cunha Lima se reelegeu com 51,35% dos votos válidos, contra 48,65% do peemedebista.
Segundo nota elaborada pela coligação de Maranhão, os partidos --PRB, PT, PMDB, PSB e PC do B-- vão tentar pedir a cassação do mandato de Cunha Lima. "Para garantia da livre manifestação do eleitor contra a compra de votos, o abuso de poder econômico e político [...], impõe-se o dever e a obrigação de buscar na Justiça a legitimação da vontade do cidadão e a punição dos que usaram o dinheiro público em seu favor."
A coordenação jurídica da campanha de Maranhão disse que vai "intensificar as ações ajuizadas no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) que pedem a inelegibilidade do governador por três anos".
Segundo o TRE, há seis ações de investigação eleitoral contra Cunha Lima.
Em agosto, o TRE suspendeu a distribuição de cheques emitidos pela FAC (Fundação de Ação Comunitária), órgão ligado à Secretaria de Desenvolvimento Humano do Estado.
De acordo com ação imposta por Maranhão, a FAC começou a distribuir cheques a pessoas carentes nesse ano eleitoral.
Em outra ação, o TRE investiga a origem do dinheiro apreendido pela Polícia Federal, em mais de uma operação, sob suspeita de que seria utilizado para compra de votos.
Na última semana, a PF apreendeu cerca de R$ 400 mil e material de campanha das duas coligações.
"As ações têm tramitação regular e todos os prazos serão obedecidos", disse Roberto Emílio, assessor do corregedor eleitoral Alexandre Targino.
Cunha Lima disse não temer um "terceiro turno". "Eleição não prevê terceiro turno. A legislação eleitoral prevê primeiro e segundo turno, e eu ganhei os dois", disse o governador reeleito.
Especial
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Na Paraíba, PMDB não aceita derrota
da Agência FolhaO candidato derrotado nas eleições para o governo da Paraíba, José Maranhão (PMDB), disse hoje que não reconhece a vitória do governador reeleito Cássio Cunha Lima (PSDB).
Ele acusou o tucano de ter utilizado dinheiro do governo para vencer as eleições, inclusive com compra de votos.
Cunha Lima se reelegeu com 51,35% dos votos válidos, contra 48,65% do peemedebista.
Segundo nota elaborada pela coligação de Maranhão, os partidos --PRB, PT, PMDB, PSB e PC do B-- vão tentar pedir a cassação do mandato de Cunha Lima. "Para garantia da livre manifestação do eleitor contra a compra de votos, o abuso de poder econômico e político [...], impõe-se o dever e a obrigação de buscar na Justiça a legitimação da vontade do cidadão e a punição dos que usaram o dinheiro público em seu favor."
A coordenação jurídica da campanha de Maranhão disse que vai "intensificar as ações ajuizadas no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) que pedem a inelegibilidade do governador por três anos".
Segundo o TRE, há seis ações de investigação eleitoral contra Cunha Lima.
Em agosto, o TRE suspendeu a distribuição de cheques emitidos pela FAC (Fundação de Ação Comunitária), órgão ligado à Secretaria de Desenvolvimento Humano do Estado.
De acordo com ação imposta por Maranhão, a FAC começou a distribuir cheques a pessoas carentes nesse ano eleitoral.
Em outra ação, o TRE investiga a origem do dinheiro apreendido pela Polícia Federal, em mais de uma operação, sob suspeita de que seria utilizado para compra de votos.
Na última semana, a PF apreendeu cerca de R$ 400 mil e material de campanha das duas coligações.
"As ações têm tramitação regular e todos os prazos serão obedecidos", disse Roberto Emílio, assessor do corregedor eleitoral Alexandre Targino.
Cunha Lima disse não temer um "terceiro turno". "Eleição não prevê terceiro turno. A legislação eleitoral prevê primeiro e segundo turno, e eu ganhei os dois", disse o governador reeleito.
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