01/11/2006
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10h04
da Folha de S.Paulo, em Brasília
O acerto de contas dentro do PT foi escancarado ontem, após passar meses reprimido em nome do projeto maior de reeleger Luiz Inácio Lula da Silva.
O primeiro movimento partiu de Valter Pomar, secretário de Relações Internacionais. Em artigo no site do PT, ele disse que considera incompatível que o presidente do PT, Marco Aurélio Garcia, acumule a função com a de funcionário do governo. Ele exerce a presidência do PT interinamente desde o afastamento de Ricardo Berzoini por causa do envolvimento na crise do dossiê.
O primeiro passo do que deve ser um longo processo de disputa interna foi dado ontem com a reunião da Executiva Nacional do partido, em Brasília. Mesmo afastado da presidência, Berzoini foi à reunião.
Para Pomar, não é possível "conciliar a condição de presidente nacional (mesmo que interino) do PT, com a condição de funcionário do governo federal". Isso comprometeria a autonomia do partido com relação ao governo, segundo ele. Garcia não respondeu às declarações.
Desgastada por sucessivos escândalos, a direção petista está fragilizada. Correntes "radicais" como a Articulação de Esquerda, de Pomar, e a Democracia Socialista, do secretário-geral Raul Pont, e até a "centrista" Movimento PT tentam aproveitar o momento de turbulência para tentar abocanhar a presidência da legenda.
Apesar disso, os nomes cotados para o cargo são os do ministro Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência, do ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra e do governador do Acre, Jorge Viana.
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FÁBIO ZANINIda Folha de S.Paulo, em Brasília
O acerto de contas dentro do PT foi escancarado ontem, após passar meses reprimido em nome do projeto maior de reeleger Luiz Inácio Lula da Silva.
O primeiro movimento partiu de Valter Pomar, secretário de Relações Internacionais. Em artigo no site do PT, ele disse que considera incompatível que o presidente do PT, Marco Aurélio Garcia, acumule a função com a de funcionário do governo. Ele exerce a presidência do PT interinamente desde o afastamento de Ricardo Berzoini por causa do envolvimento na crise do dossiê.
O primeiro passo do que deve ser um longo processo de disputa interna foi dado ontem com a reunião da Executiva Nacional do partido, em Brasília. Mesmo afastado da presidência, Berzoini foi à reunião.
Para Pomar, não é possível "conciliar a condição de presidente nacional (mesmo que interino) do PT, com a condição de funcionário do governo federal". Isso comprometeria a autonomia do partido com relação ao governo, segundo ele. Garcia não respondeu às declarações.
Desgastada por sucessivos escândalos, a direção petista está fragilizada. Correntes "radicais" como a Articulação de Esquerda, de Pomar, e a Democracia Socialista, do secretário-geral Raul Pont, e até a "centrista" Movimento PT tentam aproveitar o momento de turbulência para tentar abocanhar a presidência da legenda.
Apesar disso, os nomes cotados para o cargo são os do ministro Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência, do ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra e do governador do Acre, Jorge Viana.
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