02/11/2006
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12h32
A coalizão de governo foi o tema do programa "Diálogo Brasil", da "TV Nacional", exibido na noite de ontem em rede pública de televisão, com a participação dos líderes do PT, do PSDB e do PFL na Câmara dos Deputados.
Para o líder do PT, deputado Henrique Fontana (RS), a coalizão é possível e necessária para que o governo consiga promover um crescimento mais acelerado no próximo mandato, reconhecendo que o crescimento foi moderado nos quatro anos do governo Lula.
"Nós temos um Parlamento com uma pluralidade que exige esta composição. E aquilo que vai nos garantir uma governabilidade e uma estabilidade para aprovar reformas importantes para continuar implementando um programa de crescimento para o país é este governo de coalizão", defendeu.
Fontana atribui ao PMDB um papel importante no processo de coalizão partidária, ainda que dividido pelo apoio ao presidente Lula em alguns Estados nestas eleições e pela oposição ao governo que o partido representa em outros Estados e também no Congresso Nacional.
O líder do PMDB, Wilson Santiago (PB), acredita na união do partido no próximo período legislativo, porque a "porção governista" foi vencedora nas urnas tanto para os cargos do Legislativo como para os governos estaduais. "Esses parlamentares e governadores vão trabalhar certamente pela construção da base e para ajudar o futuro governo", observou.
O líder do PSDB, Antonio Carlos Pannunzio (SP), enfatizou que a coalizão diz respeito à base do governo e que seu partido continua sendo oposição ao governo Lula. "Eu espero mesmo que aconteça isso [a coalizão], porque é salutar que o governo deixe bem claro com quem governa", disse.
Pannunzio deixou claro que o PSDB não pode participar da coalizão de governo, mas que não deixará de contribuir para o debate de temas de relevância para o país. "Continuaremos sendo oposição, críticos, vigilantes. Mas, é claro, nunca deixaremos de debater temas importantes. A reforma política, por exemplo, só começou a sair do papel com todos os partidos conversando, sentados à mesa, juntos'.
Questionado pelo mediador do programa, jornalista Florestan Fernandes, sobre a composição do PFL depois das eleições, o líder do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), disse que a derrota pefelista em alguns Estados não significa enfraquecimento político.
"Onde o Alckmin foi bem, o PFL também foi bem. O presidente Bornhausen [Jorge Bornhausen, presidente do PFL], por exemplo, não se candidatou, mas elegeu prefeitos e deputados que apoiou. Acredito que isso é reflexo do fim do processo de redemocratização. É um ciclo que se encerra com o final do segundo mandato do presidente Lula. E os partidos vão se adequar a essa nova realidade. O PFL, por exemplo, está se renovando, buscando novas lideranças. Acho saudável essa mistura entre o novo e a experiência dos que já fazem política há mais tempo", analisou.
Com Agência Brasil
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Líder do PT diz que coalizão é possível
da Folha OnlineA coalizão de governo foi o tema do programa "Diálogo Brasil", da "TV Nacional", exibido na noite de ontem em rede pública de televisão, com a participação dos líderes do PT, do PSDB e do PFL na Câmara dos Deputados.
Para o líder do PT, deputado Henrique Fontana (RS), a coalizão é possível e necessária para que o governo consiga promover um crescimento mais acelerado no próximo mandato, reconhecendo que o crescimento foi moderado nos quatro anos do governo Lula.
"Nós temos um Parlamento com uma pluralidade que exige esta composição. E aquilo que vai nos garantir uma governabilidade e uma estabilidade para aprovar reformas importantes para continuar implementando um programa de crescimento para o país é este governo de coalizão", defendeu.
Fontana atribui ao PMDB um papel importante no processo de coalizão partidária, ainda que dividido pelo apoio ao presidente Lula em alguns Estados nestas eleições e pela oposição ao governo que o partido representa em outros Estados e também no Congresso Nacional.
O líder do PMDB, Wilson Santiago (PB), acredita na união do partido no próximo período legislativo, porque a "porção governista" foi vencedora nas urnas tanto para os cargos do Legislativo como para os governos estaduais. "Esses parlamentares e governadores vão trabalhar certamente pela construção da base e para ajudar o futuro governo", observou.
O líder do PSDB, Antonio Carlos Pannunzio (SP), enfatizou que a coalizão diz respeito à base do governo e que seu partido continua sendo oposição ao governo Lula. "Eu espero mesmo que aconteça isso [a coalizão], porque é salutar que o governo deixe bem claro com quem governa", disse.
Pannunzio deixou claro que o PSDB não pode participar da coalizão de governo, mas que não deixará de contribuir para o debate de temas de relevância para o país. "Continuaremos sendo oposição, críticos, vigilantes. Mas, é claro, nunca deixaremos de debater temas importantes. A reforma política, por exemplo, só começou a sair do papel com todos os partidos conversando, sentados à mesa, juntos'.
Questionado pelo mediador do programa, jornalista Florestan Fernandes, sobre a composição do PFL depois das eleições, o líder do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), disse que a derrota pefelista em alguns Estados não significa enfraquecimento político.
"Onde o Alckmin foi bem, o PFL também foi bem. O presidente Bornhausen [Jorge Bornhausen, presidente do PFL], por exemplo, não se candidatou, mas elegeu prefeitos e deputados que apoiou. Acredito que isso é reflexo do fim do processo de redemocratização. É um ciclo que se encerra com o final do segundo mandato do presidente Lula. E os partidos vão se adequar a essa nova realidade. O PFL, por exemplo, está se renovando, buscando novas lideranças. Acho saudável essa mistura entre o novo e a experiência dos que já fazem política há mais tempo", analisou.
Com Agência Brasil
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