08/11/2006
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08h36
da Agência Folha
José Riva (PP-MT), deputado estadual mais votado proporcionalmente do país, e o deputado federal eleito Eliene Lima (PP-MT) foram acusados pela Procuradoria Regional Eleitoral de Mato Grosso de comprar votos em troca de gasolina e podem ter seus registros eleitorais cassados.
Segundo a acusação, o coordenador das campanhas de Riva e Lima na região de Tangará da Serra (251 km de Cuiabá), Ronaldo da Silva Alves Bastos, organizou uma distribuição gratuita do combustível em um posto de gasolina da cidade.
Notas fiscais e o depoimento do dono do posto indicam que o coordenador foi quem comprou o combustível distribuído.
Com a representação protocolada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) também foi entregue uma fita de vídeo mostrando a suposta irregularidade. Feita por um anônimo, ela mostra carros e motos em fila para receber a gasolina, enquanto outro automóvel, com adesivos dos candidatos, toca o jingle de campanha.
Mais tarde, ainda de acordo com a ação, a dupla de parlamentares eleitos organizou um jantar com churrasco e bebidas oferecidos gratuitamente. No local, decorado com material publicitário de campanha, Riva fez um discurso e pediu votos. Os dois deputados negam que estivessem na cidade no dia.
Em outro episódio, R$ 2.718, em espécie, foram apreendidos com o coordenador de campanha de Riva em Santo Antônio de Leverger (38 km de Cuiabá). Segundo a Promotoria, eles seriam usados para comprar votos de índios da aldeia Gomes Carneiro.
Em 2003, notas promissórias assinadas por Riva e Humberto Bosaipo (PFL), também deputado estadual de Mato Grosso, foram encontradas em uma factoring de João Arcanjo Ribeiro (preso, acusado de comandar o crime organizado no Estado). Eles negaram que as notas fossem irregulares.
Outro lado
O advogado de Riva disse que ainda não foi notificado sobre as acusações de troca de combustível por votos. Em relação à acusação de compra de votos na aldeia de Santo Antônio do Leverger, afirmou que o dinheiro seria usado para o pagamento de cabos eleitorais.
Eliene Lima também disse que não foi notificado. Ele afirmou os gastos no posto de Tangará da Serra estão devidamente discriminados em sua prestação de contas e que não houve compra de votos.
Especial
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Procuradoria acusa deputado estadual mais votado de compra de voto
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JOÃO CARLOS MAGALHÃESda Agência Folha
José Riva (PP-MT), deputado estadual mais votado proporcionalmente do país, e o deputado federal eleito Eliene Lima (PP-MT) foram acusados pela Procuradoria Regional Eleitoral de Mato Grosso de comprar votos em troca de gasolina e podem ter seus registros eleitorais cassados.
Segundo a acusação, o coordenador das campanhas de Riva e Lima na região de Tangará da Serra (251 km de Cuiabá), Ronaldo da Silva Alves Bastos, organizou uma distribuição gratuita do combustível em um posto de gasolina da cidade.
Notas fiscais e o depoimento do dono do posto indicam que o coordenador foi quem comprou o combustível distribuído.
Com a representação protocolada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) também foi entregue uma fita de vídeo mostrando a suposta irregularidade. Feita por um anônimo, ela mostra carros e motos em fila para receber a gasolina, enquanto outro automóvel, com adesivos dos candidatos, toca o jingle de campanha.
Mais tarde, ainda de acordo com a ação, a dupla de parlamentares eleitos organizou um jantar com churrasco e bebidas oferecidos gratuitamente. No local, decorado com material publicitário de campanha, Riva fez um discurso e pediu votos. Os dois deputados negam que estivessem na cidade no dia.
Em outro episódio, R$ 2.718, em espécie, foram apreendidos com o coordenador de campanha de Riva em Santo Antônio de Leverger (38 km de Cuiabá). Segundo a Promotoria, eles seriam usados para comprar votos de índios da aldeia Gomes Carneiro.
Em 2003, notas promissórias assinadas por Riva e Humberto Bosaipo (PFL), também deputado estadual de Mato Grosso, foram encontradas em uma factoring de João Arcanjo Ribeiro (preso, acusado de comandar o crime organizado no Estado). Eles negaram que as notas fossem irregulares.
Outro lado
O advogado de Riva disse que ainda não foi notificado sobre as acusações de troca de combustível por votos. Em relação à acusação de compra de votos na aldeia de Santo Antônio do Leverger, afirmou que o dinheiro seria usado para o pagamento de cabos eleitorais.
Eliene Lima também disse que não foi notificado. Ele afirmou os gastos no posto de Tangará da Serra estão devidamente discriminados em sua prestação de contas e que não houve compra de votos.
Especial

