09/11/2006
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20h22
da Agência Folha, em Belo Horizonte
O governador eleito do Rio, Sérgio Cabral Filho, criticou hoje em Belo Horizonte o interesse do PMDB, seu partido, por ministérios no governo Lula. Cabral disse que não é do seu feitio tratar de "interesses fisiológicos". Segundo ele, o PMDB deve tratar de políticas públicas, não de cargos no segundo mandato do governo petista.
Aliado do presidente no segundo turno das disputas eleitorais nacional e no Rio, Cabral disse que a discussão por cargos no governo do PT é "inconveniente". "A minha tese é que temos que discutir políticas públicas. Eu pessoalmente nunca me caracterizei como alguém interessado em nomear nos interesses fisiológicos. Acho que o PMDB tem de discutir políticas públicas para os próximos quatro anos", afirmou.
Lula quer ter o PMDB como aliado estratégico, dando ao partido maior poder no Executivo --atualmente a sigla tem três ministérios. Diante disso, a cúpula do PMDB se mobiliza para reivindicar ministérios com orçamento mais gordo e de maior prestígio nacional, como Cidades, Transportes e Saúde.
O governador eleito do Rio disse que o governo deve ser parceiro dos Estados porque as necessidades de investimentos em infra-estrutura, saúde e educação são muitas. E é nessa linha que, segundo Cabral, ele apresentará seus pedidos ao presidente Lula.
"Eu acho que a discussão de cargos é uma discussão inconveniente. Cabe ao presidente da República, respaldado pela reeleição, montar a sua equipe sem a inconveniência da pressão dos partidos", afirmou.
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Governador do Rio critica interesse do PMDB por cargos no governo
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PAULO PEIXOTOda Agência Folha, em Belo Horizonte
O governador eleito do Rio, Sérgio Cabral Filho, criticou hoje em Belo Horizonte o interesse do PMDB, seu partido, por ministérios no governo Lula. Cabral disse que não é do seu feitio tratar de "interesses fisiológicos". Segundo ele, o PMDB deve tratar de políticas públicas, não de cargos no segundo mandato do governo petista.
Aliado do presidente no segundo turno das disputas eleitorais nacional e no Rio, Cabral disse que a discussão por cargos no governo do PT é "inconveniente". "A minha tese é que temos que discutir políticas públicas. Eu pessoalmente nunca me caracterizei como alguém interessado em nomear nos interesses fisiológicos. Acho que o PMDB tem de discutir políticas públicas para os próximos quatro anos", afirmou.
Lula quer ter o PMDB como aliado estratégico, dando ao partido maior poder no Executivo --atualmente a sigla tem três ministérios. Diante disso, a cúpula do PMDB se mobiliza para reivindicar ministérios com orçamento mais gordo e de maior prestígio nacional, como Cidades, Transportes e Saúde.
O governador eleito do Rio disse que o governo deve ser parceiro dos Estados porque as necessidades de investimentos em infra-estrutura, saúde e educação são muitas. E é nessa linha que, segundo Cabral, ele apresentará seus pedidos ao presidente Lula.
"Eu acho que a discussão de cargos é uma discussão inconveniente. Cabe ao presidente da República, respaldado pela reeleição, montar a sua equipe sem a inconveniência da pressão dos partidos", afirmou.
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