30/11/2006
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08h04
O Conselho Político do PMDB deve aprovar hoje a decisão de integrar o governo de coalizão proposto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o seu segundo mandato. A decisão foi tomada anteontem durante almoço realizado na casa do presidente do PMDB, Michel Temer (SP).
A expectativa dos peemedebistas é aprovar por maioria o ingresso na coalizão durante a reunião do Conselho Político e formalizar amanhã ao presidente Lula que o partido vai integrar a sua base de sustentação política.
"Há um consenso nas correntes do PMDB em torno da coalizão. De onde não se espera é de onde sai. O PMDB vai estar unido, não significa que será a unanimidade do partido. A unanimidade do partido é possível, mas difícil", disse o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
O almoço de anteontem foi organizado pelo ex-governador de São Paulo Orestes Quércia com objetivo de reunir as correntes do PMDB em torno da proposta de coalizão. Quércia acredita na união do partido em torno do apoio a Lula. "Há consenso para participarmos da coalizão", disse.
Congresso
Depois do anúncio do PFL de que vai indicar o senador Agripino Maia (RN) para disputar a presidência do Senado Federal, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) disse que o PMDB deve reivindicar a presidência da Casa por reunir o maior número de senadores para a próxima legislatura. "O PMDB tem a maior bancada, vamos continuar defendendo o direito de indicar o presidente do Senado. O partido não vai abrir mão do direito de indicar", disse.
Renan articula nos bastidores para ser reeleito presidente do Senado em meio à pressão do PFL para que abra mão do cargo. O PFL argumenta que elegeu 20 senadores na disputa de outubro. Na avaliação do partido, o dia da diplomação dos senadores eleitos (que leva em conta o resultado das eleições) deve servir de parâmetro para a indicação do novo presidente do Senado.
O PMDB, por outro lado, alega que o partido terá o maior número de senadores no dia da posse, em 1º de fevereiro do ano que vem, já que alguns pefelistas prometem deixar o partido --entre eles a senadora Roseana Sarney (MA), que já anunciou o desligamento do PFL e deve se filiar ao PMDB.
Na opinião de Renan, a posse dos senadores é o parâmetro para a indicação do presidente da Casa. "Não se pode retroagir", afirmou.
O senador disse defender a união dos partidos em torno de um único nome para a presidência do Senado. "Se isso acontecer por consenso, melhor, isso qualifica o processo."
A candidatura de Renan tem o apoio do Palácio do Planalto, mesmo sem o presidente do Senado assumir publicamente que já é candidato à reeleição. O senador prefere manter as articulações nos bastidores para evitar um confronto direto com Agripino e prejudicar o apoio ao seu nome entre os parlamentares.
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Especial
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Conselho do PMDB deve aprovar hoje apoio ao governo de coalizão de Lula
da Folha Online, em BrasíliaO Conselho Político do PMDB deve aprovar hoje a decisão de integrar o governo de coalizão proposto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o seu segundo mandato. A decisão foi tomada anteontem durante almoço realizado na casa do presidente do PMDB, Michel Temer (SP).
A expectativa dos peemedebistas é aprovar por maioria o ingresso na coalizão durante a reunião do Conselho Político e formalizar amanhã ao presidente Lula que o partido vai integrar a sua base de sustentação política.
"Há um consenso nas correntes do PMDB em torno da coalizão. De onde não se espera é de onde sai. O PMDB vai estar unido, não significa que será a unanimidade do partido. A unanimidade do partido é possível, mas difícil", disse o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
O almoço de anteontem foi organizado pelo ex-governador de São Paulo Orestes Quércia com objetivo de reunir as correntes do PMDB em torno da proposta de coalizão. Quércia acredita na união do partido em torno do apoio a Lula. "Há consenso para participarmos da coalizão", disse.
Congresso
Depois do anúncio do PFL de que vai indicar o senador Agripino Maia (RN) para disputar a presidência do Senado Federal, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) disse que o PMDB deve reivindicar a presidência da Casa por reunir o maior número de senadores para a próxima legislatura. "O PMDB tem a maior bancada, vamos continuar defendendo o direito de indicar o presidente do Senado. O partido não vai abrir mão do direito de indicar", disse.
Renan articula nos bastidores para ser reeleito presidente do Senado em meio à pressão do PFL para que abra mão do cargo. O PFL argumenta que elegeu 20 senadores na disputa de outubro. Na avaliação do partido, o dia da diplomação dos senadores eleitos (que leva em conta o resultado das eleições) deve servir de parâmetro para a indicação do novo presidente do Senado.
O PMDB, por outro lado, alega que o partido terá o maior número de senadores no dia da posse, em 1º de fevereiro do ano que vem, já que alguns pefelistas prometem deixar o partido --entre eles a senadora Roseana Sarney (MA), que já anunciou o desligamento do PFL e deve se filiar ao PMDB.
Na opinião de Renan, a posse dos senadores é o parâmetro para a indicação do presidente da Casa. "Não se pode retroagir", afirmou.
O senador disse defender a união dos partidos em torno de um único nome para a presidência do Senado. "Se isso acontecer por consenso, melhor, isso qualifica o processo."
A candidatura de Renan tem o apoio do Palácio do Planalto, mesmo sem o presidente do Senado assumir publicamente que já é candidato à reeleição. O senador prefere manter as articulações nos bastidores para evitar um confronto direto com Agripino e prejudicar o apoio ao seu nome entre os parlamentares.
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