19/12/2006
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22h34
da Agência Folha, em Cuiabá
Em depoimento à Polícia Federal em Cuiabá (MT), nesta terça-feira, Darci Vedoin, 61, um dos chefes da máfia dos sanguessugas, afirmou que os convênios para a liberação de verbas, nos quais sua assinatura aparece ao lado da do ex-ministro da Saúde Barjas Negri, foram assinados no gabinete do deputado Lino Rossi (PP-MT).
O deputado é apontado pela CPI dos Sanguessugas como campeão no recebimento de propina (R$ 3 milhões) da máfia da as ambulâncias. Ele nega.
No inquérito que apura o envolvimento de Abel Pereira, empresário de Piracicaba ligado a Barjas, a PF investiga convênios do Ministério da Saúde com sete prefeituras de Mato Grosso.
Nesses convênios, assinados em 20 de dezembro de 2002, aparece a assinatura do ex-ministro Barjas, atual prefeito de Piracicaba (SP) pelo PSDB, junto com a de Darci Vedoin. O chefe dos sanguessugas assina como procurador das sete prefeituras.
A PF queria saber se Darci Vedoin assinou os convênios junto com Barjas, no gabinete dele. No depoimento, Vedoin afirmou que "jamais se encontrou com o ex-ministro e que todo o contato foi feito por Abel".
Darci Vedoin afirmou ainda que recorreu ao empresário de Piracicaba para liberar verbas no Ministério da Saúde porque, após a PSDB perder as eleições para presidente em 2002, começou a ter dificuldade para obter recursos.
O chefe dos sanguessugas afirmou ainda que pagava 6,5% por emenda liberada a Abel. Ele disse que os convênios, nos quais sua assinatura aparece ao lado de Barjas, foram "intermediados" por Rossi e que a liberação das verbas ocorreram com pagamento de propina a Abel.
Somados, os convênios envolvem recursos de R$ 705,5 mil e foram publicados no "Diário Oficial" no dia 24 de dezembro de 2002, sete dias antes de Barjas deixar o cargo.
Outro Lado
Abel nega envolvimento com a máfia dos sanguessugas e diz que nunca recebeu propina da família Vedoin.
A reportagem não conseguiu contatar Barjas para falar sobre os convênios. À CPI, ele afirmou que assinava "2.000 a 3.000 convênios por ano" e "não ficava olhando quem era o procurador", no caso Darci Vedoin.
Rossi não foi localizado. Ele nega ter recebido propina.
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Vedoin diz que convênios foram assinados em gabinete de deputado
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HUDSON CORRÊAda Agência Folha, em Cuiabá
Em depoimento à Polícia Federal em Cuiabá (MT), nesta terça-feira, Darci Vedoin, 61, um dos chefes da máfia dos sanguessugas, afirmou que os convênios para a liberação de verbas, nos quais sua assinatura aparece ao lado da do ex-ministro da Saúde Barjas Negri, foram assinados no gabinete do deputado Lino Rossi (PP-MT).
O deputado é apontado pela CPI dos Sanguessugas como campeão no recebimento de propina (R$ 3 milhões) da máfia da as ambulâncias. Ele nega.
No inquérito que apura o envolvimento de Abel Pereira, empresário de Piracicaba ligado a Barjas, a PF investiga convênios do Ministério da Saúde com sete prefeituras de Mato Grosso.
Nesses convênios, assinados em 20 de dezembro de 2002, aparece a assinatura do ex-ministro Barjas, atual prefeito de Piracicaba (SP) pelo PSDB, junto com a de Darci Vedoin. O chefe dos sanguessugas assina como procurador das sete prefeituras.
A PF queria saber se Darci Vedoin assinou os convênios junto com Barjas, no gabinete dele. No depoimento, Vedoin afirmou que "jamais se encontrou com o ex-ministro e que todo o contato foi feito por Abel".
Darci Vedoin afirmou ainda que recorreu ao empresário de Piracicaba para liberar verbas no Ministério da Saúde porque, após a PSDB perder as eleições para presidente em 2002, começou a ter dificuldade para obter recursos.
O chefe dos sanguessugas afirmou ainda que pagava 6,5% por emenda liberada a Abel. Ele disse que os convênios, nos quais sua assinatura aparece ao lado de Barjas, foram "intermediados" por Rossi e que a liberação das verbas ocorreram com pagamento de propina a Abel.
Somados, os convênios envolvem recursos de R$ 705,5 mil e foram publicados no "Diário Oficial" no dia 24 de dezembro de 2002, sete dias antes de Barjas deixar o cargo.
Outro Lado
Abel nega envolvimento com a máfia dos sanguessugas e diz que nunca recebeu propina da família Vedoin.
A reportagem não conseguiu contatar Barjas para falar sobre os convênios. À CPI, ele afirmou que assinava "2.000 a 3.000 convênios por ano" e "não ficava olhando quem era o procurador", no caso Darci Vedoin.
Rossi não foi localizado. Ele nega ter recebido propina.
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