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Brasil
20/12/2006 - 17h00

Cinco partidos querem deixar discussão sobre reajuste salarial para 2007

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Em meio ao desgaste vivido pelo Congresso Nacional após a proposta de reajustar em 91% os salários dos parlamentares, ganhou força nesta quarta-feira a possibilidade de adiar para 2007 a discussão sobre o aumento salarial. Cinco partidos (PV, PSOL, PPS, PSB e PTB) estão mobilizados na coleta de assinaturas para a apresentação de um requerimento de retirada de pauta das propostas referentes ao aumento nos subsídios --que devem ser submetidas à votação do plenário da Câmara.

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) disse que o melhor legado que a atual legislatura pode deixar para os novos deputados eleitos em outubro é a liberdade para que eles próprios decidam sobre seus salários. "A melhor maneira é sepultar esse assunto. Na próxima legislatura se faz essa discussão", defendeu o deputado.

Diante da falta de acordo entre os líderes partidários para a decisão sobre o novo reajuste, o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), disse que vai colocar todas as propostas em votação no plenário da Câmara. Aldo quer votar, primeiramente, a proposta que acaba com a verba indenizatória de R$ 15 mil para os deputados. Em seguida, o presidente da Casa disse que vai colocar em votação a proposta que acaba com o 14º e 15º salários.

Após a votação das duas propostas, Aldo está disposto a votar as matérias referentes ao reajuste salarial dos deputados. Até agora, a Mesa Diretora da Câmara recebeu apenas o projeto de decreto legislativo apresentado pelo deputado Walter Pinheiro (PT-BA) que eleva de R$ 12.800 para R$ 16.500 os salários. "Os líderes que quiserem estão livres para apresentar requerimentos de retirada de pauta", afirmou.

Os cinco partidos contrários à votação do reajuste, no entanto, pretendem solicitar ao presidente da Câmara que coloque inicialmente em votação a proposta de reajuste dos salários. Se for retirada de pauta, na avaliação dos cinco partidos, as demais matérias também não seriam votadas.

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