21/12/2006
-
19h11
O Conselho de Ética da Câmara julgou nesta quinta-feira os processos de onze deputados acusados de envolvimento com a máfia das ambulâncias. Ao todo, a entidade considerou sete inocentes e decidiu recomendar a cassação dos outros quatro.
Inicialmente, o órgão votaria apenas dez processos nesta quinta-feira, mas de última hora decidiu incluir na pauta a acusação contra o deputado José Divino (sem partido-RJ). Seguindo o voto do relator, deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), o Conselho decidiu recomendar a sua cassação.
A sessão desta tarde era a última da atual legislatura. Ao todo, o Conselho de Ética julgou apenas 12 processos de um total de 67 deputados acusados.
Nesta quinta-feira, foram absolvidos Marcondes Gadelha (PSB-PB), Érico Ribeiro (PP-RS), João Correia (PMDB-AC), Laura Carneiro (PFL-RJ), Wellington Roberto (PL-PB), Wellington Fagundes (PL-MT) e Pedro Henry (PP-MT).
Já os deputados José Divino, Nilton Capixaba (PTB-RO), Cabo Júlio (PMDB-MG) e Lino Rossi (PP-MT) foram considerados culpados pelo conselho. Há duas semanas, o Conselho havia recomendado a absolvição de Celcita Pinheiro (PFL-MT).
Em tese, o plenário da Câmara deveria decidir se acata ou não as recomendações do Conselho de Ética ainda em janeiro --antes do fim da legislatura. Mas, para isso, teria que ter uma convocação extraordinária, o que é muito improvável que aconteça.
Culpados
No caso de Rossi, o conselho concordou com o relatório do deputado Jairo Carneiro (PFL-BA), que apontava o deputado como "elemento-chave para as atividades da Planam", empresa considerada cabeça do esquema de desvio de recursos do Orçamento para a compra superfaturada de ambulâncias.
O relator do processo do Cabo Júlio, Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), apontou como principal motivo para recomendar sua cassação o fato do peemedebista "ter admitido que os empresários do grupo Planam efetuaram vários depósitos bancários em sua conta corrente, a título de ajuda financeira para a campanha eleitoral."
O conselho também acatou o pedido do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que, como relator do processo, pedia a cassação de Capixaba.
Absolvidos
No caso de Correia, o órgão rejeitou o relatório do deputado Anselmo (PT-RO) que pedia a cassação do mandato do parlamentar. Um novo parecer pedindo sua absolvição por falta de provas foi apresentado pelo deputado Marcelo Ortiz (PV-SP).
Em seguida, o Conselho aprovou os pareceres do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) que pediam o arquivamento das representações contra Carneiro e Roberto.
O órgão ainda absolveu Fagundes de envolvimento com a máfia. A votação seguiu o parecer do relator, deputado João Campos (PSDB-GO).
O Conselho também aprovou o arquivamento do processo contra Henry. Em seu relatório, o deputado Mussa Demes (PFL-PI) afirmou que não há provas suficientes que o levem a pedir a cassação do mandato do parlamentar.
Outro absolvido foi Gadelha. A decisão acompanhou o voto do relator, deputado Herculano Anghinetti (PP-MG). Emocionado, Gadelha chorou após a decisão do colegiado.
Ribeiro também foi considerado inocente pelo conselho, que acompanhou o voto do relator, o deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA).
Com Agência Câmara
Leia mais
Livro de Leôncio Martins Rodrigues analisa perfil da Câmara dos Deputados
Livro "Políticos do Brasil" mostra evolução do patrimônio dos deputados
Serra diz que é "frontalmente contrário" a salário de R$ 22 mil
Helenildo Ribeiro morre aos 60 anos em Brasília
Festa da segunda posse de Lula vai custar R$ 1 milhão
Especial
Leia cobertura completa sobre a máfia dos sanguessugas
Conselho vê 7 inocentes e 4 culpados de envolvimento com sanguessugas
Publicidade
da Folha OnlineO Conselho de Ética da Câmara julgou nesta quinta-feira os processos de onze deputados acusados de envolvimento com a máfia das ambulâncias. Ao todo, a entidade considerou sete inocentes e decidiu recomendar a cassação dos outros quatro.
Inicialmente, o órgão votaria apenas dez processos nesta quinta-feira, mas de última hora decidiu incluir na pauta a acusação contra o deputado José Divino (sem partido-RJ). Seguindo o voto do relator, deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), o Conselho decidiu recomendar a sua cassação.
A sessão desta tarde era a última da atual legislatura. Ao todo, o Conselho de Ética julgou apenas 12 processos de um total de 67 deputados acusados.
Nesta quinta-feira, foram absolvidos Marcondes Gadelha (PSB-PB), Érico Ribeiro (PP-RS), João Correia (PMDB-AC), Laura Carneiro (PFL-RJ), Wellington Roberto (PL-PB), Wellington Fagundes (PL-MT) e Pedro Henry (PP-MT).
Já os deputados José Divino, Nilton Capixaba (PTB-RO), Cabo Júlio (PMDB-MG) e Lino Rossi (PP-MT) foram considerados culpados pelo conselho. Há duas semanas, o Conselho havia recomendado a absolvição de Celcita Pinheiro (PFL-MT).
Em tese, o plenário da Câmara deveria decidir se acata ou não as recomendações do Conselho de Ética ainda em janeiro --antes do fim da legislatura. Mas, para isso, teria que ter uma convocação extraordinária, o que é muito improvável que aconteça.
Culpados
No caso de Rossi, o conselho concordou com o relatório do deputado Jairo Carneiro (PFL-BA), que apontava o deputado como "elemento-chave para as atividades da Planam", empresa considerada cabeça do esquema de desvio de recursos do Orçamento para a compra superfaturada de ambulâncias.
O relator do processo do Cabo Júlio, Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), apontou como principal motivo para recomendar sua cassação o fato do peemedebista "ter admitido que os empresários do grupo Planam efetuaram vários depósitos bancários em sua conta corrente, a título de ajuda financeira para a campanha eleitoral."
O conselho também acatou o pedido do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que, como relator do processo, pedia a cassação de Capixaba.
Absolvidos
No caso de Correia, o órgão rejeitou o relatório do deputado Anselmo (PT-RO) que pedia a cassação do mandato do parlamentar. Um novo parecer pedindo sua absolvição por falta de provas foi apresentado pelo deputado Marcelo Ortiz (PV-SP).
Em seguida, o Conselho aprovou os pareceres do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) que pediam o arquivamento das representações contra Carneiro e Roberto.
O órgão ainda absolveu Fagundes de envolvimento com a máfia. A votação seguiu o parecer do relator, deputado João Campos (PSDB-GO).
O Conselho também aprovou o arquivamento do processo contra Henry. Em seu relatório, o deputado Mussa Demes (PFL-PI) afirmou que não há provas suficientes que o levem a pedir a cassação do mandato do parlamentar.
Outro absolvido foi Gadelha. A decisão acompanhou o voto do relator, deputado Herculano Anghinetti (PP-MG). Emocionado, Gadelha chorou após a decisão do colegiado.
Ribeiro também foi considerado inocente pelo conselho, que acompanhou o voto do relator, o deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA).
Com Agência Câmara
Leia mais
Especial

