23/12/2006
-
10h39
da Agência Folha
A Polícia Federal em Rondônia concluiu que o senador eleito Expedito Júnior e sua mulher, Val Ferreira, eleita suplente de deputado federal, ambos da Mobilização Democrática, ordenaram o pagamento a funcionários de uma empresa de segurança do irmão do senador para que votassem neles.
O relatório será enviado ao STF e ao TRE de Rondônia. Quanto ao governador reeleito Ivo Cassol (MD), apontado por testemunhas como outro beneficiário da suposta ilegalidade, a PF irá encaminhar ao STJ os dados apurados no inquérito, já que não tem competência para investigar o governador.
O Ministério Público Federal analisará os fatos para decidir se oferece denúncia contra Cassol. No STF, a Procuradoria-Geral da República irá decidir se oferece ou não denúncia por crime eleitoral contra Expedito e sua mulher, que têm foro privilegiado.
No TRE, o relatório será adicionado aos recursos interpostos na última terça pela Procuradoria Regional Eleitoral, que pede a cassação dos diplomas.
De acordo com a PF, cerca de 950 funcionários da Rocha Segurança e Vigilância receberam R$ 100 para que votassem nos três e em outro irmão de Expedito, José Antônio Gonçalves (PSDC-RO), que não se elegeu.
Suspeita-se que o dinheiro tenha sido legalizado através da conta de Carlos dos Reis Batista (Prona), candidato que gastou cerca de R$ 165 mil, a maioria com doações de R$ 100 a pessoas físicas, e que obteve só 40 votos.
Outro lado
Expedito Júnior disse estar "tranqüilo" e nega ter ordenado a qualquer pessoa a compra de votos em seu nome. Segundo ele, não haveria porquê cometer a ilegalidade, já que liderou todas as pesquisas.
Ele disse que a denúncia foi articulada por Acir Gurgacz (PDT-RO), segundo colocado na corrida pelo Senado, que nega. Cassol nega envolvimento no caso. Carlos Batista não foi encontrado.
Leia mais
Livro de Leôncio Martins Rodrigues analisa perfil da Câmara dos Deputados
Livro "Políticos do Brasil" mostra evolução do patrimônio dos deputados
PF indicia 7 pelo caso dossiê, mas não descobre origem do dinheiro
Lula sanciona lei que estabelece limites para a Mata Atlântica
Lula diz que pretende visitar Fidel no início de 2007
Especial
Leia o que já foi publicado sobre compra de votos
PF conclui que senador eleito comprou voto em Rondônia
Publicidade
JOÃO CARLOS MAGALHÃESda Agência Folha
A Polícia Federal em Rondônia concluiu que o senador eleito Expedito Júnior e sua mulher, Val Ferreira, eleita suplente de deputado federal, ambos da Mobilização Democrática, ordenaram o pagamento a funcionários de uma empresa de segurança do irmão do senador para que votassem neles.
O relatório será enviado ao STF e ao TRE de Rondônia. Quanto ao governador reeleito Ivo Cassol (MD), apontado por testemunhas como outro beneficiário da suposta ilegalidade, a PF irá encaminhar ao STJ os dados apurados no inquérito, já que não tem competência para investigar o governador.
O Ministério Público Federal analisará os fatos para decidir se oferece denúncia contra Cassol. No STF, a Procuradoria-Geral da República irá decidir se oferece ou não denúncia por crime eleitoral contra Expedito e sua mulher, que têm foro privilegiado.
No TRE, o relatório será adicionado aos recursos interpostos na última terça pela Procuradoria Regional Eleitoral, que pede a cassação dos diplomas.
De acordo com a PF, cerca de 950 funcionários da Rocha Segurança e Vigilância receberam R$ 100 para que votassem nos três e em outro irmão de Expedito, José Antônio Gonçalves (PSDC-RO), que não se elegeu.
Suspeita-se que o dinheiro tenha sido legalizado através da conta de Carlos dos Reis Batista (Prona), candidato que gastou cerca de R$ 165 mil, a maioria com doações de R$ 100 a pessoas físicas, e que obteve só 40 votos.
Outro lado
Expedito Júnior disse estar "tranqüilo" e nega ter ordenado a qualquer pessoa a compra de votos em seu nome. Segundo ele, não haveria porquê cometer a ilegalidade, já que liderou todas as pesquisas.
Ele disse que a denúncia foi articulada por Acir Gurgacz (PDT-RO), segundo colocado na corrida pelo Senado, que nega. Cassol nega envolvimento no caso. Carlos Batista não foi encontrado.
Leia mais
Especial

