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Brasil
01/01/2007 - 17h01

Sem definição sobre cargos, ministros se esforçam para continuar no governo

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ANDREZA MATAIS
da Folha Online, em Brasília

Ainda sem confirmação sobre a continuidade no cargo, os atuais ministros da equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se esforçam para demonstrar um discurso afinado com o governo e ressaltar a importância de suas pastas. Ao chegar para a cerimônia de posse do presidente Lula no Congresso, Tarso Genro (Relações Institucionais) reforçou a necessidade de um governo de coalizão que permita a discussão de reformas, como a política. É tarefa do ministro fazer a ponte entre o governo e o Congresso.

Já Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social, disse que o grande "avanço" do governo foi "a consolidação de uma rede de proteção social", formada por programas que ele coordena.

Patrus disse que gostaria de continuar no cargo, mas observou que esta é uma decisão do presidente Lula. "Eu desejo continuar participando do momento histórico que vivemos no país, mas só o presidente é quem pode dizer quem fica e quem sai", afirmou.

A aposta de Tarso é que o governo "que pode ter cometido erros históricos" nos últimos quatros não erre mais porque já ganhou experiência. Uma das premissas para isso é uma nova relação com os aliados que passa por dividir as responsabilidades.

"No segundo mandato, as forças políticas vão ter que ter responsabilidades sobre suas bases no Congresso", disse. E ainda por compartilhar tarefas. "A reforma política não vai partir do governo, mas dos partidos", disse. Se não continuar no ministério das Relações Institucionais,
Tarso é cotado para a pasta da Justiça.

O ministro Luiz Dulci (Secretário Geral da Presidência) minimizou a reforma ministerial. Segundo ele, o mais importante agora é a consolidação dos programas sociais "que deram certo, como o combate e a fome" e a prioridade à educação de qualidade. "Em princípio a intenção do presidente é descansar uns dez dias e designar o grupo de ministros de uma só vez. O presidente disse que depois do dia 15 de janeiro [quando Lula retorna de férias] vai se concentrar na escolha dos futuros ministros", disse. Perguntado se irá permanecer, Dulci disse que a escolha é do presidente.

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