21/01/2007
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09h53
Confrontado com contestações sistemáticas do grau de confiabilidade e segurança das urnas eletrônicas, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitora), Marco Aurélio de Mello, decidiu pedir à Unicamp uma auditoria para tentar pôr fim a essas questões.
Ontem, a revista "Veja" publicou reportagem apontando indícios de fraudes nas urnas nas eleições de Alagoas. O TSE nega ter havido falhas graves e atribui o problema a um mecanismo de um lote específico de urnas, que não compromete o resultado da eleição e não apresenta risco de manipulação.
Segundo a revista, um laudo do diretor da divisão de Ciência da Computação do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), Clóvis Torres Fernandes, apontou que o número de votos registrados em algumas urnas foi menor que o de eleitores que votaram de fato; foram totalizados votos de urnas que simplesmente não existiam; e algumas urnas não registraram votos. Além disso, 35% das urnas do Estado teriam apresentado erros "bizarros", no dizer de "Veja", e o sistema de voto eletrônico teria registrado 22.562 eleitores a menos que o total que efetivamente votou.
O presidente do TSE disse, por meio de sua assessoria, que a utilização de urnas no Brasil ocorre no Brasil há dez anos com "absoluto sucesso", sem nunca "ter havido nenhuma impugnação grave".
O tribunal afirma que o problema em Alagoas se deveu a falhas num lote de 1998, que teria capacidade de memória muito baixa. O problema estaria no "log", um dos mecanismos de segurança da máquina, que funciona como uma espécie de "livro de ponto", registrando o que acontece com o equipamento. Em razão dessa memória curta, o equipamento não gravaria tudo o que ocorre. No entanto, segundo o TSE, é possível recuperar manualmente o que não foi gravado no "log".
O processo ainda está no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, mas pode chegar ao TSE. A assessoria do órgão diz que por enquanto não existe a menor hipótese de anulação da eleição do atual governador, Teotônio Vilela Filho (PSDB).
Toda a polêmica começou na eleição entre Teotônio e o deputado federal João Lyra (PTB), derrotado na disputa. O advogado de Lyra, o ex-ministro do TSE Fernando Neves, disse à revista "Veja" que houve uma distorção muito grande entre as pesquisas e os resultados, com derrotas do seu cliente em redutos eleitorais dele. A Folha não o localizou ontem.
Especial
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TSE fará auditoria de urnas eletrônicas em Alagoas
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da Folha de S.Paulo, em BrasíliaConfrontado com contestações sistemáticas do grau de confiabilidade e segurança das urnas eletrônicas, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitora), Marco Aurélio de Mello, decidiu pedir à Unicamp uma auditoria para tentar pôr fim a essas questões.
Ontem, a revista "Veja" publicou reportagem apontando indícios de fraudes nas urnas nas eleições de Alagoas. O TSE nega ter havido falhas graves e atribui o problema a um mecanismo de um lote específico de urnas, que não compromete o resultado da eleição e não apresenta risco de manipulação.
Segundo a revista, um laudo do diretor da divisão de Ciência da Computação do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), Clóvis Torres Fernandes, apontou que o número de votos registrados em algumas urnas foi menor que o de eleitores que votaram de fato; foram totalizados votos de urnas que simplesmente não existiam; e algumas urnas não registraram votos. Além disso, 35% das urnas do Estado teriam apresentado erros "bizarros", no dizer de "Veja", e o sistema de voto eletrônico teria registrado 22.562 eleitores a menos que o total que efetivamente votou.
O presidente do TSE disse, por meio de sua assessoria, que a utilização de urnas no Brasil ocorre no Brasil há dez anos com "absoluto sucesso", sem nunca "ter havido nenhuma impugnação grave".
O tribunal afirma que o problema em Alagoas se deveu a falhas num lote de 1998, que teria capacidade de memória muito baixa. O problema estaria no "log", um dos mecanismos de segurança da máquina, que funciona como uma espécie de "livro de ponto", registrando o que acontece com o equipamento. Em razão dessa memória curta, o equipamento não gravaria tudo o que ocorre. No entanto, segundo o TSE, é possível recuperar manualmente o que não foi gravado no "log".
O processo ainda está no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, mas pode chegar ao TSE. A assessoria do órgão diz que por enquanto não existe a menor hipótese de anulação da eleição do atual governador, Teotônio Vilela Filho (PSDB).
Toda a polêmica começou na eleição entre Teotônio e o deputado federal João Lyra (PTB), derrotado na disputa. O advogado de Lyra, o ex-ministro do TSE Fernando Neves, disse à revista "Veja" que houve uma distorção muito grande entre as pesquisas e os resultados, com derrotas do seu cliente em redutos eleitorais dele. A Folha não o localizou ontem.
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