23/01/2007
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17h48
da Folha Online, em Brasília
Mesmo com a promessa de não se tornar um candidato da oposição na disputa pela presidência da Câmara, o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) disse hoje em discurso para a bancada de deputados do PSDB que seus adversários Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP) representam o governo, enquanto ele, o conjunto dos parlamentares.
"Eles são o governo, nós somos a Câmara. Eles só querem discutir o aumento [de salários dos deputados], nós queremos discutir orçamento, reforma tributária, reforma política, uma pauta positiva para o Brasil", afirmou Fruet.
O tucano, que recebeu o apoio por aclamação do PSDB nesta tarde, disse que Aldo e Chinaglia representam "o período em que a Câmara viveu mais crises". Na opinião de Fruet, o PSDB vai caminhar unido em torno de sua candidatura. "Essa demonstração que o PSDB dá hoje é de unidade, de recomposição, de um partido que assume a sua estrutura de oposição, mas que é importante para a realidade política brasileira", disse.
Apesar de 50 deputados da bancada terem definido, por unanimidade, apoiar o nome de Fruet na disputa, nos bastidores alguns ameaçam dissidência. O tucano evitou comentar possíveis traições de companheiros de partido e disse estar confiante de que vai chegar ao segundo turno com Aldo ou Chinaglia.
"Haverá segundo turno. Estaremos no segundo turno. É uma candidatura a favor da Câmara, não se trata de terceiro turno", afirmou.
Fruet disse que vai buscar apoio de deputados em "todos os partidos", inclusive os que já decidiram aderir às candidaturas de Aldo e Chinaglia. O tucano busca, em especial, apoio do PFL --que já anunciou a adesão ao atual presidente da Casa. "A decisão é dos deputados, se trata de um diálogo direto com os deputados", disse.
Postura
Fruet disse que o "menor custo político" para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será elegê-lo presidente da Câmara --já que o tucano prometeu manter uma relação de respeito com o Poder Executivo caso seja eleito.
"Vamos manter essa relação de respeito com o governo, mas que prevaleça a liberdade e a autonomia da instituição. Temos que diminuir a barganha do Executivo com o Legislativo", disse.
Mesmo mantendo postura de oposição, o tucano acabou recorrendo a uma expressão que se tornou marca do presidente Lula por estar presente na maioria de seus discursos: "nunca na história desse país". Fruet disse que "nunca na história desse país a sociedade e os meios de comunicação acompanharam com tanto interesse uma eleição para a presidência da Câmara".
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Fruet diz que é candidato da Casa e que Aldo e Chinaglia representam governo
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GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
Mesmo com a promessa de não se tornar um candidato da oposição na disputa pela presidência da Câmara, o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) disse hoje em discurso para a bancada de deputados do PSDB que seus adversários Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP) representam o governo, enquanto ele, o conjunto dos parlamentares.
"Eles são o governo, nós somos a Câmara. Eles só querem discutir o aumento [de salários dos deputados], nós queremos discutir orçamento, reforma tributária, reforma política, uma pauta positiva para o Brasil", afirmou Fruet.
O tucano, que recebeu o apoio por aclamação do PSDB nesta tarde, disse que Aldo e Chinaglia representam "o período em que a Câmara viveu mais crises". Na opinião de Fruet, o PSDB vai caminhar unido em torno de sua candidatura. "Essa demonstração que o PSDB dá hoje é de unidade, de recomposição, de um partido que assume a sua estrutura de oposição, mas que é importante para a realidade política brasileira", disse.
Apesar de 50 deputados da bancada terem definido, por unanimidade, apoiar o nome de Fruet na disputa, nos bastidores alguns ameaçam dissidência. O tucano evitou comentar possíveis traições de companheiros de partido e disse estar confiante de que vai chegar ao segundo turno com Aldo ou Chinaglia.
"Haverá segundo turno. Estaremos no segundo turno. É uma candidatura a favor da Câmara, não se trata de terceiro turno", afirmou.
Fruet disse que vai buscar apoio de deputados em "todos os partidos", inclusive os que já decidiram aderir às candidaturas de Aldo e Chinaglia. O tucano busca, em especial, apoio do PFL --que já anunciou a adesão ao atual presidente da Casa. "A decisão é dos deputados, se trata de um diálogo direto com os deputados", disse.
Postura
Fruet disse que o "menor custo político" para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será elegê-lo presidente da Câmara --já que o tucano prometeu manter uma relação de respeito com o Poder Executivo caso seja eleito.
"Vamos manter essa relação de respeito com o governo, mas que prevaleça a liberdade e a autonomia da instituição. Temos que diminuir a barganha do Executivo com o Legislativo", disse.
Mesmo mantendo postura de oposição, o tucano acabou recorrendo a uma expressão que se tornou marca do presidente Lula por estar presente na maioria de seus discursos: "nunca na história desse país". Fruet disse que "nunca na história desse país a sociedade e os meios de comunicação acompanharam com tanto interesse uma eleição para a presidência da Câmara".
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