26/01/2007
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12h01
Os deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Gustavo Fruet (PSDB-PR) --candidatos à presidência da Câmara-- trocaram farpas, direta e indiretamente, durante debate realizado nesta sexta-feira pela Folha. Chinaglia, por exemplo, disse que Fruet deixou o PSDB numa situação delicada ao ser lançado como candidato da 3ª via --que se contrapõe a Chinaglia e a Aldo Rebelo (PC do B-SP).
(Assista à íntegra do debate da Folha com os três candidatos à presidência da Câmara)
Antes de apoiar Fruet, o PSDB havia anunciado que votaria em Chinaglia. Após críticas de várias lideranças tucanas, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o PSDB retirou o apoio a Chinaglia e fechou com Fruet.
"Ele [Fruet] aqui já fez referência à terceira via, que eu respeito, mas não fez da bancada do PSDB, que o aclamou. Isso traz algumas contradições. Quando centrou na questão ética, ele deixou o PSDB numa situação complicada. Se o senhor concorda em fortalecer a estrutura partidária, e se a resposta for sim, como coloca o PSDB nessa situação de ser lançado pela 3ª via e contraria o princípio da proporcionalidade e aparece como tendo mais autoridade ética que a própria bancada do PSDB?", perguntou Chinaglia a Fruet.
Fruet criticou a forma como a pergunta foi feita. "Lamento a forma como [o senhor] colocou pergunta. Essa tentativa de colocar essa indisposição [com o PSDB] não existe. Lamento que se tente colocar o debate para essa diminuição do relacionamento político sério e responsável que existe."
O tucano afirmou que não desrespeitou o PSDB quando aceitou ser o candidato da terceira via. "Quando aceitei, condicionei que só teria sentido com o aval do PSDB. Coloquei isso como condição, pois defendo a fidelidade partidária."
Para rebater, Chinaglia afirmou que a candidatura de Fruet enfraquece o PSDB. "Ele [Fruet] poderia ter 1ª vice-presidência da Câmara. A condição que vulnerabilizou o PSDB foi a candidatura de Fruet. O PSDB só terá a 1ª vice se o PT não escolher a 1ª vice. A proporcionalidade não é privilégio. É por isso que queremos garantir a vaga do PSDB, quando poderia [o PSDB] não tê-la", afirmou ele se referindo ao princípio da proporcionalidade.
Um pouco antes, Fruet criticou a candidatura de Chinaglia, que recebeu o apoio de deputados ligados ao mensalão e à máfia das ambulâncias. "Essas forças acabam se somando à sua candidatura [de Chinaglia]."
Na discussão sobre a fracassada proposta de reajustar os salários dos parlamentares em 90,7%, que passaria para R$ 24.500, Chinaglia criticou, sem citar nomes, Fruet.
"Não é oportuno alguém tentar se colocar acima do parlamento e fazer crer que é o único a defender a moralidade e a ética. É deslegal com a instituição", afirmou ele se referindo a Fruet, que foi contrário ao reajuste salarial de 90,7%.
Fruet, por sua vez, criticou a suposta interferência do Planalto na eleição da Câmara. "Pela primeira vez, o governo assume e só vai nomear ministério depois eleição da Câmara. Não existe isso em governo democrático de premiar aliado vencedor e compensar aliado perdedor [com cargos em ministérios."
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da Folha OnlineOs deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Gustavo Fruet (PSDB-PR) --candidatos à presidência da Câmara-- trocaram farpas, direta e indiretamente, durante debate realizado nesta sexta-feira pela Folha. Chinaglia, por exemplo, disse que Fruet deixou o PSDB numa situação delicada ao ser lançado como candidato da 3ª via --que se contrapõe a Chinaglia e a Aldo Rebelo (PC do B-SP).
(Assista à íntegra do debate da Folha com os três candidatos à presidência da Câmara)
Antes de apoiar Fruet, o PSDB havia anunciado que votaria em Chinaglia. Após críticas de várias lideranças tucanas, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o PSDB retirou o apoio a Chinaglia e fechou com Fruet.
"Ele [Fruet] aqui já fez referência à terceira via, que eu respeito, mas não fez da bancada do PSDB, que o aclamou. Isso traz algumas contradições. Quando centrou na questão ética, ele deixou o PSDB numa situação complicada. Se o senhor concorda em fortalecer a estrutura partidária, e se a resposta for sim, como coloca o PSDB nessa situação de ser lançado pela 3ª via e contraria o princípio da proporcionalidade e aparece como tendo mais autoridade ética que a própria bancada do PSDB?", perguntou Chinaglia a Fruet.
Fruet criticou a forma como a pergunta foi feita. "Lamento a forma como [o senhor] colocou pergunta. Essa tentativa de colocar essa indisposição [com o PSDB] não existe. Lamento que se tente colocar o debate para essa diminuição do relacionamento político sério e responsável que existe."
O tucano afirmou que não desrespeitou o PSDB quando aceitou ser o candidato da terceira via. "Quando aceitei, condicionei que só teria sentido com o aval do PSDB. Coloquei isso como condição, pois defendo a fidelidade partidária."
Para rebater, Chinaglia afirmou que a candidatura de Fruet enfraquece o PSDB. "Ele [Fruet] poderia ter 1ª vice-presidência da Câmara. A condição que vulnerabilizou o PSDB foi a candidatura de Fruet. O PSDB só terá a 1ª vice se o PT não escolher a 1ª vice. A proporcionalidade não é privilégio. É por isso que queremos garantir a vaga do PSDB, quando poderia [o PSDB] não tê-la", afirmou ele se referindo ao princípio da proporcionalidade.
Um pouco antes, Fruet criticou a candidatura de Chinaglia, que recebeu o apoio de deputados ligados ao mensalão e à máfia das ambulâncias. "Essas forças acabam se somando à sua candidatura [de Chinaglia]."
Na discussão sobre a fracassada proposta de reajustar os salários dos parlamentares em 90,7%, que passaria para R$ 24.500, Chinaglia criticou, sem citar nomes, Fruet.
"Não é oportuno alguém tentar se colocar acima do parlamento e fazer crer que é o único a defender a moralidade e a ética. É deslegal com a instituição", afirmou ele se referindo a Fruet, que foi contrário ao reajuste salarial de 90,7%.
Fruet, por sua vez, criticou a suposta interferência do Planalto na eleição da Câmara. "Pela primeira vez, o governo assume e só vai nomear ministério depois eleição da Câmara. Não existe isso em governo democrático de premiar aliado vencedor e compensar aliado perdedor [com cargos em ministérios."
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