01/02/2007
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12h33
da Folha Online, em Brasília
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) se comprometeu nesta quinta-feira a lutar pela independência, autonomia e transparência do Congresso Nacional caso seja reeleito à presidência do Senado.
Em discurso aos 81 senadores na sessão que vai eleger o novo comandante da Casa, Renan disse que o Senado "em nenhum momento deu costas à sociedade", mesmo diante dos escândalos políticos que arranharam a imagem do Legislativo nos últimos dois anos.
"Quem morreu não foi a ética, quem apodreceu foi o nosso sistema político. O Senado em nenhum momento deu costas à sociedade. O Senado não se furtará quantas vezes for instado", disse Renan.
Assim como o candidato José Agripino Maia (PFL-RN), Renan criticou o excesso de medidas provisórias editadas pelo Executivo, mas lembrou que, durante o seu comando, o Senado aprovou medidas para evitar o trancamento das pautas de votações por MPs.
"As medidas provisórias trancavam 715 das sessões. Já aprovamos mudanças que criam filtro severo para que o Senado possa deliberar sobre a urgência e a relevância das MPs. (...) Mesmo com tantas medidas provisórias e processos de investigações, votamos muito", afirmou.
Renan ressaltou que, em nenhum momento, o Senado foi submisso às determinações do Poder Executivo --mesmo sendo integrante de um partido aliado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em seu discurso aos senadores, Agripino fez críticas à dependência do Legislativo ao Palácio do Planalto.
Baixo clero
Renan disse que o Senado não comporta a divisão de parlamentares em "guetos" --numa referência implícita à tradicional divisão da Câmara dos Deputados em alto e baixo cleros. "Aqui, todos os Estados são iguais, os senadores têm a mesma importância. Não tem confraria dos que mandam o gueto dos que seguem. Não existem senadores de segunda fileira, são todos iguais no seu trabalho", disse.
O atual presidente do Senado lembrou que, durante sua gestão, o Senado reduziu o recesso parlamentar e aboliu pagamentos de convocações extraordinárias --o que, segundo ele, gerou uma economia de R$ 100 milhões. Renan também firmou o compromisso de, se for eleito, criar uma comissão especial no Senado para discutir a reforma tributária.
"Esse [a candidatura] é um projeto coletivo, não é pessoal. É missão que a vida me põe, e, como missão, devo encará-la", encerrou Renan.
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Renan diz que, se reeleito, vai lutar pela autonomia do Senado
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GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) se comprometeu nesta quinta-feira a lutar pela independência, autonomia e transparência do Congresso Nacional caso seja reeleito à presidência do Senado.
| Lula Marques/Folha Imagem |
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| Renan Calheiros e Fernando Collor de Mello durante cerimônia de posse no Senado |
"Quem morreu não foi a ética, quem apodreceu foi o nosso sistema político. O Senado em nenhum momento deu costas à sociedade. O Senado não se furtará quantas vezes for instado", disse Renan.
Assim como o candidato José Agripino Maia (PFL-RN), Renan criticou o excesso de medidas provisórias editadas pelo Executivo, mas lembrou que, durante o seu comando, o Senado aprovou medidas para evitar o trancamento das pautas de votações por MPs.
"As medidas provisórias trancavam 715 das sessões. Já aprovamos mudanças que criam filtro severo para que o Senado possa deliberar sobre a urgência e a relevância das MPs. (...) Mesmo com tantas medidas provisórias e processos de investigações, votamos muito", afirmou.
Renan ressaltou que, em nenhum momento, o Senado foi submisso às determinações do Poder Executivo --mesmo sendo integrante de um partido aliado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em seu discurso aos senadores, Agripino fez críticas à dependência do Legislativo ao Palácio do Planalto.
Baixo clero
Renan disse que o Senado não comporta a divisão de parlamentares em "guetos" --numa referência implícita à tradicional divisão da Câmara dos Deputados em alto e baixo cleros. "Aqui, todos os Estados são iguais, os senadores têm a mesma importância. Não tem confraria dos que mandam o gueto dos que seguem. Não existem senadores de segunda fileira, são todos iguais no seu trabalho", disse.
O atual presidente do Senado lembrou que, durante sua gestão, o Senado reduziu o recesso parlamentar e aboliu pagamentos de convocações extraordinárias --o que, segundo ele, gerou uma economia de R$ 100 milhões. Renan também firmou o compromisso de, se for eleito, criar uma comissão especial no Senado para discutir a reforma tributária.
"Esse [a candidatura] é um projeto coletivo, não é pessoal. É missão que a vida me põe, e, como missão, devo encará-la", encerrou Renan.
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