01/02/2007
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14h30
da Folha Online, em Brasília
O candidato derrotado à presidência do Senado, José Agripino Maia (PFL-RN), admitiu nesta quinta-feira que ficou decepcionado com a vitória folgada de Renan Calheiros (PMDB-AL) para o comando do Senado nos próximos dois anos. Agripino disse não ter dúvidas de que o Palácio do Planalto intercedeu na disputa em favor de Renan.
"Ele era candidato do Planalto e o Planalto deu a Renan, ou usou diretamente, as armas que dispunha e que não eu disponho para conquistar votos. As armas que eu não tenho são os favores do governo", disse Agripino.
O senador evitou, no entanto, chamar de "traição" o fato de não ter conquistado os 30 votos da bancada do PSDB e o PFL. O senador pefelista foi derrotado por Renan por 51 votos contra 28.
"Política se faz com a seqüência dos fatos. Se você não mereceu a preferência das pessoas hoje, pode merecê-las amanhã. Se você agride a preferência agora com o rótulo de traição, você cria dificuldades no seu caminho de conquista", afirmou.
Agripino disse que a derrota não vai mudar sua linha de atuação política de oposição no Senado. "Eu sou uma pessoa que conhece os limites da convivência política. Não é um resultado adverso que vai mudar a minha cabeça", afirmou.
O pefelista disse, no entanto, que vai acatar com serenidade o resultado das eleições. "Resultado se aceita, não se contesta. Claro que é decepcionante, eu esperava ganhar, ter 41 votos. Mas preferência é preferência", afirmou.
Traições
A derrota de Agripino contou com o "fator traição". Nem todos os senadores do PFL-PSDB --que apoiavam a candidatura de Agripino-- votaram no pefelista. A bancada do PFL tem 17 senadores, e a do PSDB conta com 13. Somadas, as duas bancadas de oposição têm 30 senadores. Isso significa que dois senadores do PSDB ou do PFL podem não ter votado em Agripino --que recebeu apenas 28 votos.
O senador João Tenório (PSDB-AL) estava liberado para votar em Renan. Do PMDB, Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Garibaldi Alves (PMDB-RN) tinham manifestado intenção de votar em Agripino. Não se sabe quem traiu o pefelista, pois o voto é secreto.
Renan recebeu 51 votos. Também foram apurados um voto em branco e um rasgado, que foi anulado.
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GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
O candidato derrotado à presidência do Senado, José Agripino Maia (PFL-RN), admitiu nesta quinta-feira que ficou decepcionado com a vitória folgada de Renan Calheiros (PMDB-AL) para o comando do Senado nos próximos dois anos. Agripino disse não ter dúvidas de que o Palácio do Planalto intercedeu na disputa em favor de Renan.
"Ele era candidato do Planalto e o Planalto deu a Renan, ou usou diretamente, as armas que dispunha e que não eu disponho para conquistar votos. As armas que eu não tenho são os favores do governo", disse Agripino.
O senador evitou, no entanto, chamar de "traição" o fato de não ter conquistado os 30 votos da bancada do PSDB e o PFL. O senador pefelista foi derrotado por Renan por 51 votos contra 28.
"Política se faz com a seqüência dos fatos. Se você não mereceu a preferência das pessoas hoje, pode merecê-las amanhã. Se você agride a preferência agora com o rótulo de traição, você cria dificuldades no seu caminho de conquista", afirmou.
Agripino disse que a derrota não vai mudar sua linha de atuação política de oposição no Senado. "Eu sou uma pessoa que conhece os limites da convivência política. Não é um resultado adverso que vai mudar a minha cabeça", afirmou.
O pefelista disse, no entanto, que vai acatar com serenidade o resultado das eleições. "Resultado se aceita, não se contesta. Claro que é decepcionante, eu esperava ganhar, ter 41 votos. Mas preferência é preferência", afirmou.
Traições
A derrota de Agripino contou com o "fator traição". Nem todos os senadores do PFL-PSDB --que apoiavam a candidatura de Agripino-- votaram no pefelista. A bancada do PFL tem 17 senadores, e a do PSDB conta com 13. Somadas, as duas bancadas de oposição têm 30 senadores. Isso significa que dois senadores do PSDB ou do PFL podem não ter votado em Agripino --que recebeu apenas 28 votos.
O senador João Tenório (PSDB-AL) estava liberado para votar em Renan. Do PMDB, Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Garibaldi Alves (PMDB-RN) tinham manifestado intenção de votar em Agripino. Não se sabe quem traiu o pefelista, pois o voto é secreto.
Renan recebeu 51 votos. Também foram apurados um voto em branco e um rasgado, que foi anulado.
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