21/02/2007
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11h45
No último dia de Carnaval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Guarujá, ele recebeu uma carta no Forte dos Andradas, onde se hospedou com a primeira-dama, Marisa Letícia.
Orlando Lovecchio Filho, 61, deixou na portaria carta em que pleiteia pensão mensal de R$ 20 mil, similar à dada a perseguidos políticos no regime militar. Ele teve a perna esquerda amputada por causa de uma bomba que explodiu quando, em 1968, passava em frente ao Consulado dos EUA, em São Paulo.
Em janeiro, quando Lula passava férias no forte, Lovecchio entregou pedido idêntico. Recebeu uma resposta protocolar.
Na segunda-feira, outro aposentado, José Gomes Jordão, havia entregue carta a Lula, pedindo pagamento integral de aposentadorias do fundo de pensão Aerus, dos funcionários da Varig.
Lovecchio Filho não era integrante da esquerda armada nem do aparato repressivo. "Até as pessoas que organizaram o atentado ganharam [a pensão]", diz.
Segundo ele, o valor corresponde à aposentadoria de um piloto comercial, profissão que tentava seguir na época. Hoje, o aposentado mora em Santos (SP) e vive do aluguel de imóveis e da pensão mensal de R$ 500.
A União e Estados reconhecem sua responsabilidade pela tortura, morte e desaparecimento de opositores durante o regime militar. No período, militantes da esquerda armada cometeram crimes de assalto, seqüestro e morte.
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Vítima de bomba em 1968 faz pedido de pensão a Lula
da Agência Folha, no GuarujáNo último dia de Carnaval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Guarujá, ele recebeu uma carta no Forte dos Andradas, onde se hospedou com a primeira-dama, Marisa Letícia.
Orlando Lovecchio Filho, 61, deixou na portaria carta em que pleiteia pensão mensal de R$ 20 mil, similar à dada a perseguidos políticos no regime militar. Ele teve a perna esquerda amputada por causa de uma bomba que explodiu quando, em 1968, passava em frente ao Consulado dos EUA, em São Paulo.
Em janeiro, quando Lula passava férias no forte, Lovecchio entregou pedido idêntico. Recebeu uma resposta protocolar.
Na segunda-feira, outro aposentado, José Gomes Jordão, havia entregue carta a Lula, pedindo pagamento integral de aposentadorias do fundo de pensão Aerus, dos funcionários da Varig.
Lovecchio Filho não era integrante da esquerda armada nem do aparato repressivo. "Até as pessoas que organizaram o atentado ganharam [a pensão]", diz.
Segundo ele, o valor corresponde à aposentadoria de um piloto comercial, profissão que tentava seguir na época. Hoje, o aposentado mora em Santos (SP) e vive do aluguel de imóveis e da pensão mensal de R$ 500.
A União e Estados reconhecem sua responsabilidade pela tortura, morte e desaparecimento de opositores durante o regime militar. No período, militantes da esquerda armada cometeram crimes de assalto, seqüestro e morte.
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