05/03/2007
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11h19
A redução dos impostos cobrados pelos Estados Unidos sobre o álcool brasileiro será um dos temas do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George Bush em São Paulo.
Bush chega ao Brasil no final da tarde de 8 de março. "Se é para ter livre comércio, vamos ter livre comércio para que a gente tenha oportunidade de vender e de comprar. Não tem sentido a alta taxa que os Estados Unidos impõem ao álcool brasileiro", disse Lula durante o programa de rádio "Café com o Presidente".
"Na própria discussão na OMC [Organização Mundial do Comércio], a acusação que se faz aos Estados Unidos é que os Estados Unidos têm subsídio muito forte para a sua agricultura e a União Européia tem uma proteção muito forte à sua agricultura. Então, o que nós estamos pedindo é que os Estados Unidos deixem de dar o subsídio que dão hoje; que a União Européia flexibilize a entrada de produtos de países do terceiro mundo; e que os países do G-20, do qual Brasil, Índia e China fazem parte, flexibilizem produtos industriais em setor de serviço. Nós estamos dispostos a fazer a nossa parte, desde que eles façam a parte deles", reiterou.
Lula ainda falou sobre sua expectativa para o encontro com o presidente dos EUA. "Eu acredito que nós temos muitas coisas para conversar. Eu penso que nós estamos próximos a um acordo na Rodada Doha, um acordo que possa favorecer os países produtores de agricultura e, sobretudo, aqueles que têm menos chances de disputar o mercado internacional, sobretudo o mercado fechado, como é o mercado europeu e o mercado americano, com um subsídio muito forte. E o presidente dos Estados Unidos sempre tem um peso importante nessa coisa porque, se os Estados Unidos forem favoráveis a um acordo, facilita esse acordo acontecer. Bem, essa é uma conversa que eu pretendo ter a fundo com o presidente Bush."
O presidente disse ainda que irá debater com Bush a questão dos biocombustíveis, ou seja, a produção do álcool e a produção do biodiesel. "Os Estados Unidos são grandes produtores de álcool, produzem álcool de milho que encarece o álcool americano e, ao mesmo tempo, encarece o milho dos outros países, porque quando os Estados Unidos tiram o milho do mercado de ração para produzir álcool, o álcool fica caro e o milho também fica caro."
Lula afirmou que não pretende debater com o presidente dos Estados Unidos as ações do colega venezuelano, Hugo Chávez, na América do Sul. "Eu não acredito que o presidente Bush venha conversar comigo um assunto como esse. Até porque eu respeito a soberania de cada país. Eu acho que não há espaço para a gente discutir problemas de outros países, a não ser discutir os nossos próprios problemas. Se nós conseguirmos avançar nos nossos problemas e encontrar soluções para o acordo da OMC e para o biocombustível, nós já estaremos fazendo um bem à humanidade extraordinário."
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Lula vai pedir a Bush redução da taxa sobre álcool brasileiro
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da Folha OnlineA redução dos impostos cobrados pelos Estados Unidos sobre o álcool brasileiro será um dos temas do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George Bush em São Paulo.
Bush chega ao Brasil no final da tarde de 8 de março. "Se é para ter livre comércio, vamos ter livre comércio para que a gente tenha oportunidade de vender e de comprar. Não tem sentido a alta taxa que os Estados Unidos impõem ao álcool brasileiro", disse Lula durante o programa de rádio "Café com o Presidente".
"Na própria discussão na OMC [Organização Mundial do Comércio], a acusação que se faz aos Estados Unidos é que os Estados Unidos têm subsídio muito forte para a sua agricultura e a União Européia tem uma proteção muito forte à sua agricultura. Então, o que nós estamos pedindo é que os Estados Unidos deixem de dar o subsídio que dão hoje; que a União Européia flexibilize a entrada de produtos de países do terceiro mundo; e que os países do G-20, do qual Brasil, Índia e China fazem parte, flexibilizem produtos industriais em setor de serviço. Nós estamos dispostos a fazer a nossa parte, desde que eles façam a parte deles", reiterou.
Lula ainda falou sobre sua expectativa para o encontro com o presidente dos EUA. "Eu acredito que nós temos muitas coisas para conversar. Eu penso que nós estamos próximos a um acordo na Rodada Doha, um acordo que possa favorecer os países produtores de agricultura e, sobretudo, aqueles que têm menos chances de disputar o mercado internacional, sobretudo o mercado fechado, como é o mercado europeu e o mercado americano, com um subsídio muito forte. E o presidente dos Estados Unidos sempre tem um peso importante nessa coisa porque, se os Estados Unidos forem favoráveis a um acordo, facilita esse acordo acontecer. Bem, essa é uma conversa que eu pretendo ter a fundo com o presidente Bush."
O presidente disse ainda que irá debater com Bush a questão dos biocombustíveis, ou seja, a produção do álcool e a produção do biodiesel. "Os Estados Unidos são grandes produtores de álcool, produzem álcool de milho que encarece o álcool americano e, ao mesmo tempo, encarece o milho dos outros países, porque quando os Estados Unidos tiram o milho do mercado de ração para produzir álcool, o álcool fica caro e o milho também fica caro."
Lula afirmou que não pretende debater com o presidente dos Estados Unidos as ações do colega venezuelano, Hugo Chávez, na América do Sul. "Eu não acredito que o presidente Bush venha conversar comigo um assunto como esse. Até porque eu respeito a soberania de cada país. Eu acho que não há espaço para a gente discutir problemas de outros países, a não ser discutir os nossos próprios problemas. Se nós conseguirmos avançar nos nossos problemas e encontrar soluções para o acordo da OMC e para o biocombustível, nós já estaremos fazendo um bem à humanidade extraordinário."
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