13/03/2007
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11h13
da Folha Online, em Brasília
Líderes do governo e da oposição não chegaram a um acordo na manhã desta terça-feira para impedir que o PSDB, PFL e o PPS obstruam as votações na Casa Legislativa. A decisão de impedir as votações foi tomada pela oposição depois da manobra articulada pela base aliada que impediu a instalação da CPI do Apagão Aéreo. Os líderes oposicionistas reafirmaram hoje que só vão permitir a votação de matérias no plenário e nas comissões da Câmara se a CPI for instalada.
"Nós da oposição continuamos firmes defendendo o direito constitucional do respeito aos direitos da minoria. Por isso reiteramos que os nossos partidos estarão em obstrução permanente", afirmou o líder do PFL na Câmara, deputado Onyx Lorenzoni (RS).
A obstrução deve impedir, já nesta terça-feira, a votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que acaba com o voto secreto na Câmara. Na semana passada, os líderes fecharam acordo para votar hoje a matéria no plenário da Casa.
Com a obstrução, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), reconheceu que dificilmente os deputados conseguirão analisar a PEC. "Vamos começar a sessão com a medida provisória que é o primeiro item da pauta. Se houver pedido de inversão de votação, seguiremos com o acordo. Mas eu não trabalho com ilusões. A disputa política tem legitimidade. A obstrução atrasa as votações", afirmou.
O líder do PSDB na Casa, deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP), acusou o Palácio do Planalto de interferência para impedir a instalação da CPI. "Fomos procurados pelo líder do governo e pelo líder do PT para permitir a instalação da CPI na CCJ [Comissão de Constituição e Justiça]. Mas havia a decisão do governo de não haver CPI de forma alguma", disse.
O vice-líder do governo na Câmara, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), negou as acusações de Pannunzio. "Isso é choro natural de quem tem minoria. A CPI não está preocupada em investigar porque os vôos estão atrasados. O que essa minoria e a oposição querem é atrasar a vida do governo, do Brasil, não deixar votar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)", criticou Albuquerque.
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GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
Líderes do governo e da oposição não chegaram a um acordo na manhã desta terça-feira para impedir que o PSDB, PFL e o PPS obstruam as votações na Casa Legislativa. A decisão de impedir as votações foi tomada pela oposição depois da manobra articulada pela base aliada que impediu a instalação da CPI do Apagão Aéreo. Os líderes oposicionistas reafirmaram hoje que só vão permitir a votação de matérias no plenário e nas comissões da Câmara se a CPI for instalada.
"Nós da oposição continuamos firmes defendendo o direito constitucional do respeito aos direitos da minoria. Por isso reiteramos que os nossos partidos estarão em obstrução permanente", afirmou o líder do PFL na Câmara, deputado Onyx Lorenzoni (RS).
A obstrução deve impedir, já nesta terça-feira, a votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que acaba com o voto secreto na Câmara. Na semana passada, os líderes fecharam acordo para votar hoje a matéria no plenário da Casa.
Com a obstrução, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), reconheceu que dificilmente os deputados conseguirão analisar a PEC. "Vamos começar a sessão com a medida provisória que é o primeiro item da pauta. Se houver pedido de inversão de votação, seguiremos com o acordo. Mas eu não trabalho com ilusões. A disputa política tem legitimidade. A obstrução atrasa as votações", afirmou.
O líder do PSDB na Casa, deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP), acusou o Palácio do Planalto de interferência para impedir a instalação da CPI. "Fomos procurados pelo líder do governo e pelo líder do PT para permitir a instalação da CPI na CCJ [Comissão de Constituição e Justiça]. Mas havia a decisão do governo de não haver CPI de forma alguma", disse.
O vice-líder do governo na Câmara, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), negou as acusações de Pannunzio. "Isso é choro natural de quem tem minoria. A CPI não está preocupada em investigar porque os vôos estão atrasados. O que essa minoria e a oposição querem é atrasar a vida do governo, do Brasil, não deixar votar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)", criticou Albuquerque.
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