14/03/2007
-
11h32
da Folha Online, em Brasília
Oposição e governo travam na manhã desta quarta-feira um debate acalorado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara sobre a votação do requerimento do PT, que tem como objetivo engavetar a CPI do Apagão Aéreo.
Aos gritos e usando todas as manobras regimentais possíveis, a oposição tenta impedir que o requerimento seja votado pela comissão na manhã de hoje. O objetivo é protelar a votação até que o STF (Supremo Tribunal Federal) analise o caso.
A oposição ingressou na segunda-feira com mandado de segurança no STF para ter garantia da instalação da CPI na Câmara. PSDB, PFL e PPS contestam decisão do plenário de encaminhar para a CCJ a decisão sobre se a CPI será ou não criada. Alegam que, como minoria, tem o direito constitucional de criar uma CPI independentemente da vontade da maioria da Casa.
Ontem, o relator do mandado de segurança, ministro Celso de Mello, defendeu o direito das minorias às investigações parlamentares e lembrou que o STF já mandou, em 2005, o Congresso instalar a CPI dos Bingos.
Aliado do governo, o presidente da CCJ, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), vem sendo questionado pelos oposicionistas que o acusam de não manter uma postura isenta. "O senhor está deixando evidente sua intenção de ajudar o governo ao impedir que a oposição se manifeste. Não suje a sua biografia que está sendo construída. Sirva a democracia e não ao governo", disse o líder da oposição, deputado Júlio Redecker (PSDB-RS).
"Queria descobrir, por Deus, que razões o governo tem para impedir essa CPI. Se o Carlos Wilson [ex-presidente da Infraero], que dizem pode ser atingido pela CPI, está a favor, porque o governo teme tanto", disse o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ). "Muita calma nessa hora", tentou amenizar o deputado Ciro Gomes (PSB-CE). "Estou apenas seguindo o regimento", defendeu-se Picciani.
Leia mais
Governo e oposição travam batalha para decidir sobre CPI do Apagão Aéreo
Josias de Souza: Na CCJ, parecer sobre CPI é favorável ao governo
Governo pede apoio do PMDB para impedir CPI do Apagão Aéreo
Governistas mantém decisão de impedir CPI do Apagão Aéreo
Presidente da Anac rejeita necessidade de CPI do Apagão Aéreo
Especial
Leia o que já foi publicado sobre a CPI do Apagão Aéreo
Governo e oposição se enfrentam na CCJ sobre futuro da CPI do Apagão
Publicidade
ANDREZA MATAISda Folha Online, em Brasília
Oposição e governo travam na manhã desta quarta-feira um debate acalorado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara sobre a votação do requerimento do PT, que tem como objetivo engavetar a CPI do Apagão Aéreo.
Aos gritos e usando todas as manobras regimentais possíveis, a oposição tenta impedir que o requerimento seja votado pela comissão na manhã de hoje. O objetivo é protelar a votação até que o STF (Supremo Tribunal Federal) analise o caso.
A oposição ingressou na segunda-feira com mandado de segurança no STF para ter garantia da instalação da CPI na Câmara. PSDB, PFL e PPS contestam decisão do plenário de encaminhar para a CCJ a decisão sobre se a CPI será ou não criada. Alegam que, como minoria, tem o direito constitucional de criar uma CPI independentemente da vontade da maioria da Casa.
Ontem, o relator do mandado de segurança, ministro Celso de Mello, defendeu o direito das minorias às investigações parlamentares e lembrou que o STF já mandou, em 2005, o Congresso instalar a CPI dos Bingos.
Aliado do governo, o presidente da CCJ, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), vem sendo questionado pelos oposicionistas que o acusam de não manter uma postura isenta. "O senhor está deixando evidente sua intenção de ajudar o governo ao impedir que a oposição se manifeste. Não suje a sua biografia que está sendo construída. Sirva a democracia e não ao governo", disse o líder da oposição, deputado Júlio Redecker (PSDB-RS).
"Queria descobrir, por Deus, que razões o governo tem para impedir essa CPI. Se o Carlos Wilson [ex-presidente da Infraero], que dizem pode ser atingido pela CPI, está a favor, porque o governo teme tanto", disse o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ). "Muita calma nessa hora", tentou amenizar o deputado Ciro Gomes (PSB-CE). "Estou apenas seguindo o regimento", defendeu-se Picciani.
Leia mais
Especial

