16/03/2007
-
12h26
ANDREZA MATAIS
da Folha Online, em Brasília
Apesar de serem alertados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que "o salário é baixo e a missão é difícil", os três novos ministros que tomaram posse nesta sexta-feira não demonstraram preocupação com o desafio. Os peemedebistas Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e José Gomes Temporão (Saúde) e o petista Tarso Genro (Justiça) se disseram dispostos a enfrentar a sina lançada por Lula.
Temporão, a quem Lula disse que vai "enfrentar o pepino" da saúde brasileira, reagiu com bom humor ao recado do presidente. "Meus amigos dizem que eu sou especialista em descascar pepinos e abacaxis. Por uma série de questões conjunturais, porque eu enfrentei algumas situações de conflito em alguns órgãos que eu dirigi, veio essa história de que eu sou especialista em resolver situações complexas", afirmou.
Geddel, que era um dos críticos do primeiro mandato de Lula dentro do PMDB, disse que entra no governo disposto a defender "de corpo e alma" o Executivo. Mas provocado por jornalistas a dizer a frase: "eu sou governo", o peemedebista foi cauteloso. "Eu sou ministro do presidente Lula."
Festa
Sem esconder a euforia com os cargos no primeiro escalão, os novos ministros transformaram a formal cerimônia de posse em uma festa particular. Todos foram acompanhados de familiares que lotaram o Salão Oeste do Palácio do Planalto para prestigiar os novos ministros.
O mal-estar ocorreu na entrada do Palácio com uma suposta "tia" de Geddel que diz se chamar Carmem Cardoso. Barrada por seguranças, Carmem gritava que não podia deixar de participar da posse do seu sobrinho. Ela chegou a se ajoelhar e rezar na portaria principal do Palácio para que tivesse os apelos atendidos pelos seguranças.
O esforço da mulher foi em vão. Ela não conseguiu autorização para acompanhar a cerimônia e permaneceu na portaria principal do Palácio. Ao ser filmada por cinegrafistas de emissoras de televisão, retomou os gritos. "Eu odeio a mídia. Não vim aqui para tirar foto. Não preciso disso. O Geddel é meu parente."
Leia mais
Lula dá posse a três ministros; novos nomes saem na próxima semana
Disputa entre partidos aliados adia conclusão da reforma ministerial
Planalto adia posse de novo ministro da Agricultura
Lula vai escolher entre Walfrido e Fontana para Relações Institucionais
PMDB consegue Agricultura e passa a controlar cinco ministérios
Marta aceita ocupar Ministério do Turismo
Especial
Leia cobertura completa sobre o segundo mandato de Lula
Novos ministros dizem que aceitam "pepino" de ingressar no governo
Publicidade
GABRIELA GUERREIROANDREZA MATAIS
da Folha Online, em Brasília
Apesar de serem alertados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que "o salário é baixo e a missão é difícil", os três novos ministros que tomaram posse nesta sexta-feira não demonstraram preocupação com o desafio. Os peemedebistas Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e José Gomes Temporão (Saúde) e o petista Tarso Genro (Justiça) se disseram dispostos a enfrentar a sina lançada por Lula.
Temporão, a quem Lula disse que vai "enfrentar o pepino" da saúde brasileira, reagiu com bom humor ao recado do presidente. "Meus amigos dizem que eu sou especialista em descascar pepinos e abacaxis. Por uma série de questões conjunturais, porque eu enfrentei algumas situações de conflito em alguns órgãos que eu dirigi, veio essa história de que eu sou especialista em resolver situações complexas", afirmou.
Geddel, que era um dos críticos do primeiro mandato de Lula dentro do PMDB, disse que entra no governo disposto a defender "de corpo e alma" o Executivo. Mas provocado por jornalistas a dizer a frase: "eu sou governo", o peemedebista foi cauteloso. "Eu sou ministro do presidente Lula."
Festa
Sem esconder a euforia com os cargos no primeiro escalão, os novos ministros transformaram a formal cerimônia de posse em uma festa particular. Todos foram acompanhados de familiares que lotaram o Salão Oeste do Palácio do Planalto para prestigiar os novos ministros.
O mal-estar ocorreu na entrada do Palácio com uma suposta "tia" de Geddel que diz se chamar Carmem Cardoso. Barrada por seguranças, Carmem gritava que não podia deixar de participar da posse do seu sobrinho. Ela chegou a se ajoelhar e rezar na portaria principal do Palácio para que tivesse os apelos atendidos pelos seguranças.
O esforço da mulher foi em vão. Ela não conseguiu autorização para acompanhar a cerimônia e permaneceu na portaria principal do Palácio. Ao ser filmada por cinegrafistas de emissoras de televisão, retomou os gritos. "Eu odeio a mídia. Não vim aqui para tirar foto. Não preciso disso. O Geddel é meu parente."
Leia mais
Especial

