20/03/2007
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16h40
da Folha Online, em Brasília
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta terça-feira que vai buscar uma proposta de consenso entre os líderes partidários para o reajuste nos salários dos deputados. Chinaglia confirmou que pediu aos líderes partidários, na manhã de hoje, para que apresentem as posições de suas bancadas sobre o reajuste. Depois de receber as sugestões, ele vai submeter a proposta de consenso para votação no plenário da Câmara.
Ao propor um reajuste acordado com os líderes, Chinaglia quer evitar o desgaste junto à opinião pública. O próprio presidente da Câmara reconheceu que seu objetivo é "evitar comentários de corredor". "Coloquei para que cada líder dê a sua opinião para que se faça [uma proposta de] unidade entre as bancadas", disse Chinaglia.
A idéia em discussão na Câmara é conceder, além do reajuste nos salários, aumentos na verba de gabinete e na verba indenizatória dos parlamentares. O reajuste está em discussão na Câmara desde o final do ano passado, quando os parlamentares propuseram equiparar seus salários de R$ 12.847 ao teto do funcionalismo público federal, que é de R$ 24.500.
A proposta promoveu um desgaste ao Legislativo que, agora, deve aprovar o reajuste nos subsídios dos parlamentares com base na inflação --o que elevaria os salários para R$ 16.457. Na época, os presidentes da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), receberam duras críticas pela concessão do reajuste --que não foi efetivado por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal).
Se o reajuste for concedido no formato atual, o valor mensal da verba de gabinete também subiria de R$ 50,8 mil mensais para R$ 65,1 mil por parlamentar --um reajuste acumulado nos últimos dez anos de 225% contra uma inflação de 91%. A proposta de reajuste da verba foi apresentada na semana passada pelo segundo-secretário da Câmara, deputado Ciro Nogueira (PP-PI).
Chinaglia disse que decidiu retomar o assunto depois que Nogueira apresentou sua sugestão à Mesa Diretora --mas na semana passada chegou a desautorizar o deputado ao negar que o reajuste estivesse em discussão na Casa.
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Chinaglia propõe consenso sobre reajuste nos salários dos deputados
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GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta terça-feira que vai buscar uma proposta de consenso entre os líderes partidários para o reajuste nos salários dos deputados. Chinaglia confirmou que pediu aos líderes partidários, na manhã de hoje, para que apresentem as posições de suas bancadas sobre o reajuste. Depois de receber as sugestões, ele vai submeter a proposta de consenso para votação no plenário da Câmara.
Ao propor um reajuste acordado com os líderes, Chinaglia quer evitar o desgaste junto à opinião pública. O próprio presidente da Câmara reconheceu que seu objetivo é "evitar comentários de corredor". "Coloquei para que cada líder dê a sua opinião para que se faça [uma proposta de] unidade entre as bancadas", disse Chinaglia.
A idéia em discussão na Câmara é conceder, além do reajuste nos salários, aumentos na verba de gabinete e na verba indenizatória dos parlamentares. O reajuste está em discussão na Câmara desde o final do ano passado, quando os parlamentares propuseram equiparar seus salários de R$ 12.847 ao teto do funcionalismo público federal, que é de R$ 24.500.
A proposta promoveu um desgaste ao Legislativo que, agora, deve aprovar o reajuste nos subsídios dos parlamentares com base na inflação --o que elevaria os salários para R$ 16.457. Na época, os presidentes da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), receberam duras críticas pela concessão do reajuste --que não foi efetivado por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal).
Se o reajuste for concedido no formato atual, o valor mensal da verba de gabinete também subiria de R$ 50,8 mil mensais para R$ 65,1 mil por parlamentar --um reajuste acumulado nos últimos dez anos de 225% contra uma inflação de 91%. A proposta de reajuste da verba foi apresentada na semana passada pelo segundo-secretário da Câmara, deputado Ciro Nogueira (PP-PI).
Chinaglia disse que decidiu retomar o assunto depois que Nogueira apresentou sua sugestão à Mesa Diretora --mas na semana passada chegou a desautorizar o deputado ao negar que o reajuste estivesse em discussão na Casa.
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