21/03/2007
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09h04
da Agência Folha
Um dos maiores sojicultores do mundo, Blairo Maggi (PR), governador de Mato Grosso, considera "complicado" o deputado federal Reinhold Stephanes (PMDB-PR) assumir o Ministério da Agricultura. Para ele, o novo indicado não demonstra ter o conhecimento técnico necessário ao cargo.
Na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a cúpula do PMDB acertaram o nome de Stephanes. O deputado Odílio Balbinotti (PMDB-PR), sojicultor do Paraná e primeiro indicado, desistiu depois da divulgação de que ele era suspeito de usar laranjas para obter empréstimos bancários.
"Eu não conheço [Stephanes] pessoalmente. Nas áreas em que eu atuo, por onde eu ando, nunca vi ele presente, nada. Não sei qual é o conhecimento que ele tem da área. Acho que nenhum", disse Maggi, que foi o principal interlocutor de Lula com o agronegócio nas eleições do ano passado.
Para ele, o titular da pasta deve ter um perfil mais técnico do que político, com uma trajetória atrelada ao setor.
"Acho complicado. [Se é difícil] para quem conhece [a agricultura], imagina não conhecendo. Tende a não atender os anseios [do agronegócio]", disse ele, que afirmou não ter sido procurado pelo governo para opinar sobre a indicação.
O governador afirmou que não tem um nome preferido, mas que quem assumir o ministério "tem que saber da responsabilidade que tem na mão". "Não é simplesmente fazer política. Tem muita coisa nesse ministério que é técnica, técnica mesmo, que a gente se preocupa demais."
Ele citou o controle da febre aftosa e da gripe aviária como exemplos de questões importantes, que podem "levar o Brasil à bancarrota de um dia para o outro se [o controle] não for bem conduzido".
"Depois que sair a nomeação, vou tentar conversar com ele [Stephanes] para entender qual o conhecimento que ele tem."
Em relação à desistência de Balbinotti, com quem criou a Fundação Mato Grosso, principal instituto de pesquisa agropecuária do Estado, Maggi disse que não havia mais "clima político" para sua nomeação e que se, soubesse da acusação sobre os laranjas, ele mesmo o teria aconselhado "a não se envolver, não ir para frente".
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Maggi diz que é "complicado" Stephanes assumir Agricultura
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JOÃO CARLOS MAGALHÃESda Agência Folha
Um dos maiores sojicultores do mundo, Blairo Maggi (PR), governador de Mato Grosso, considera "complicado" o deputado federal Reinhold Stephanes (PMDB-PR) assumir o Ministério da Agricultura. Para ele, o novo indicado não demonstra ter o conhecimento técnico necessário ao cargo.
Na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a cúpula do PMDB acertaram o nome de Stephanes. O deputado Odílio Balbinotti (PMDB-PR), sojicultor do Paraná e primeiro indicado, desistiu depois da divulgação de que ele era suspeito de usar laranjas para obter empréstimos bancários.
"Eu não conheço [Stephanes] pessoalmente. Nas áreas em que eu atuo, por onde eu ando, nunca vi ele presente, nada. Não sei qual é o conhecimento que ele tem da área. Acho que nenhum", disse Maggi, que foi o principal interlocutor de Lula com o agronegócio nas eleições do ano passado.
Para ele, o titular da pasta deve ter um perfil mais técnico do que político, com uma trajetória atrelada ao setor.
"Acho complicado. [Se é difícil] para quem conhece [a agricultura], imagina não conhecendo. Tende a não atender os anseios [do agronegócio]", disse ele, que afirmou não ter sido procurado pelo governo para opinar sobre a indicação.
O governador afirmou que não tem um nome preferido, mas que quem assumir o ministério "tem que saber da responsabilidade que tem na mão". "Não é simplesmente fazer política. Tem muita coisa nesse ministério que é técnica, técnica mesmo, que a gente se preocupa demais."
Ele citou o controle da febre aftosa e da gripe aviária como exemplos de questões importantes, que podem "levar o Brasil à bancarrota de um dia para o outro se [o controle] não for bem conduzido".
"Depois que sair a nomeação, vou tentar conversar com ele [Stephanes] para entender qual o conhecimento que ele tem."
Em relação à desistência de Balbinotti, com quem criou a Fundação Mato Grosso, principal instituto de pesquisa agropecuária do Estado, Maggi disse que não havia mais "clima político" para sua nomeação e que se, soubesse da acusação sobre os laranjas, ele mesmo o teria aconselhado "a não se envolver, não ir para frente".
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