02/04/2007
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14h49
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a primeira reunião ministerial do segundo mandato para enquadrar os seus ministros. "Não existe política de ministro, existe política de governo. Boas ou más, as políticas são de governo", avisou o presidente, segundo o ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo, Franklin Martins.
Lula também sinalizou que não há a chamada "porteira fechada" na indicação para cargos no governo. Ele sugeriu aos ministros que levem em conta "que esse é um governo de coalizão" na indicação para os cargos de segundo escalão e quadros técnicos dos ministérios.
O presidente deixou claro que considera "saudável" que diferentes partidos tenham técnicos e pessoas indicadas em diferentes ministérios, mas disse que os ministros terão liberdade para montar suas equipes.
Outro recado foi o de que não quer divergências públicas entre seus ministros. "Ministro não critica ministro publicamente", mas as críticas devem ser debatidas dentro do governo, com um espírito de "solidariedade interna".
Política externa
Sem citar nomes, o presidente também acabou dando um puxão de orelha no ministro das Comunicações, Hélio Costa. Segundo Martins, Lula pediu "especial preocupação" com declarações dos ministros que atinjam as relações internacionais.
O presidente deixou claro que o órgão responsável pelas relações internacionais é o Itamaraty, e que é preciso cuidado com declarações que afetem a política externa.
Recentemente, ao defender a criação da TV pública do Executivo, Costa acabou causando um incidente diplomático, ao dizer que a TV de Lula não seria como a do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
Com essa declaração, Costa pretendia dizer que a TV pública brasileira não estaria a serviço do governo, o que provocou a reação do governo venezuelano.
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Lula enquadra ministros e pede respeito à política de coalizão
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PATRÍCIA ZIMMERMANNGABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a primeira reunião ministerial do segundo mandato para enquadrar os seus ministros. "Não existe política de ministro, existe política de governo. Boas ou más, as políticas são de governo", avisou o presidente, segundo o ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo, Franklin Martins.
Lula também sinalizou que não há a chamada "porteira fechada" na indicação para cargos no governo. Ele sugeriu aos ministros que levem em conta "que esse é um governo de coalizão" na indicação para os cargos de segundo escalão e quadros técnicos dos ministérios.
O presidente deixou claro que considera "saudável" que diferentes partidos tenham técnicos e pessoas indicadas em diferentes ministérios, mas disse que os ministros terão liberdade para montar suas equipes.
Outro recado foi o de que não quer divergências públicas entre seus ministros. "Ministro não critica ministro publicamente", mas as críticas devem ser debatidas dentro do governo, com um espírito de "solidariedade interna".
Política externa
Sem citar nomes, o presidente também acabou dando um puxão de orelha no ministro das Comunicações, Hélio Costa. Segundo Martins, Lula pediu "especial preocupação" com declarações dos ministros que atinjam as relações internacionais.
O presidente deixou claro que o órgão responsável pelas relações internacionais é o Itamaraty, e que é preciso cuidado com declarações que afetem a política externa.
Recentemente, ao defender a criação da TV pública do Executivo, Costa acabou causando um incidente diplomático, ao dizer que a TV de Lula não seria como a do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
Com essa declaração, Costa pretendia dizer que a TV pública brasileira não estaria a serviço do governo, o que provocou a reação do governo venezuelano.
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