10/04/2007
-
12h42
da Folha Online, em Brasília
O ministro da Defesa, Waldir Pires, defendeu nesta terça-feira o afastamento ontem de mais quatro dirigentes da Infraero dos cargos por participação em negócios supostamente irregulares e investigados pela CGU (Controladoria Geral da União).
A decisão de afastar os funcionários foi tomada ontem pelo conselho de administração da estatal que administra os aeroportos do país. "O controle externo é do TCU [Tribunal de Contas da União], mas o controle interno nós que fundamos, nesse governo", disse.
Como são funcionários de carreira da Infraero, os dirigentes afastados continuarão vinculados aos quadros da empresa até o término das investigações.
Pires ainda elogiou a CGU e disse que ela faz um controle interno "altamente eficiente". "Ela cumpriu o seu dever e foi organizada para isso."
Foram afastados José Welington Moura, que respondia pela diretoria comercial, Fernando Brendaglia de Almeida, antecessor de Moura no cargo e até ontem superintendente de Planejamento e Gestão da estatal, Napoleão Lopes Guimarães Neto, assistente da Procuradoria Jurídica, e Márcia Gonçalves Chaves, assessora da presidência da estatal.
Os quatro funcionários são investigados em um dos vários negócios suspeitos na estatal. Trata-se da renovação pela empresa Shell do Brasil de contrato para explorar área do aeroporto de Brasília. Tanto uma auditoria interna da Infraero como a CGU concluíram que o contrato não poderia ter sido renovado em agosto de 2005 sem a realização de uma nova licitação.
O contrato original venceu em 2003. Depois disso, a Infraero chegou a obter na Justiça direito a cobrar da Shell R$ 300 mil de pagamentos atrasados. Mas o dinheiro foi devolvido à distribuidora por meio de acordo de renovação da concessão, agora contestado.
Até agora, são cinco os dirigentes afastados. Em dezembro do ano passado, Pires já havia pedido o afastamento do então diretor financeiro, Adenauher Figueira Nunes.
Com Folha de S.Paulo
Leia mais
Infraero afasta 4 dirigentes sob suspeita
Aeroportos registram atrasos de mais de uma hora em 15,7% dos vôos no país
DEM fica isolado em estratégia para viabilizar CPI do Apagão Aéreo
Lula agradece controladores por tranqüilidade em aeroportos
TCU questiona publicidade da Infraero
Especial
Leia mais sobre a crise no tráfego aéreo
Leia mais sobre a CPI do Apagão Aéreo
Waldir Pires defende afastamento de dirigentes da Infraero investigados
Publicidade
ANDREZA MATAISda Folha Online, em Brasília
O ministro da Defesa, Waldir Pires, defendeu nesta terça-feira o afastamento ontem de mais quatro dirigentes da Infraero dos cargos por participação em negócios supostamente irregulares e investigados pela CGU (Controladoria Geral da União).
A decisão de afastar os funcionários foi tomada ontem pelo conselho de administração da estatal que administra os aeroportos do país. "O controle externo é do TCU [Tribunal de Contas da União], mas o controle interno nós que fundamos, nesse governo", disse.
Como são funcionários de carreira da Infraero, os dirigentes afastados continuarão vinculados aos quadros da empresa até o término das investigações.
Pires ainda elogiou a CGU e disse que ela faz um controle interno "altamente eficiente". "Ela cumpriu o seu dever e foi organizada para isso."
Foram afastados José Welington Moura, que respondia pela diretoria comercial, Fernando Brendaglia de Almeida, antecessor de Moura no cargo e até ontem superintendente de Planejamento e Gestão da estatal, Napoleão Lopes Guimarães Neto, assistente da Procuradoria Jurídica, e Márcia Gonçalves Chaves, assessora da presidência da estatal.
Os quatro funcionários são investigados em um dos vários negócios suspeitos na estatal. Trata-se da renovação pela empresa Shell do Brasil de contrato para explorar área do aeroporto de Brasília. Tanto uma auditoria interna da Infraero como a CGU concluíram que o contrato não poderia ter sido renovado em agosto de 2005 sem a realização de uma nova licitação.
O contrato original venceu em 2003. Depois disso, a Infraero chegou a obter na Justiça direito a cobrar da Shell R$ 300 mil de pagamentos atrasados. Mas o dinheiro foi devolvido à distribuidora por meio de acordo de renovação da concessão, agora contestado.
Até agora, são cinco os dirigentes afastados. Em dezembro do ano passado, Pires já havia pedido o afastamento do então diretor financeiro, Adenauher Figueira Nunes.
Com Folha de S.Paulo
Leia mais
Especial

