11/04/2007
-
18h39
da Folha Online, em Brasília
O PSDB decidiu hoje apoiar a proposta do DEM (Democratas, o ex-PFL) de apoiar a instalação de uma CPI do Apagão Aéreo no Senado. Os 13 senadores do partido foram orientados hoje pela liderança a assinar o requerimento que pede a criação da CPI.
O DEM deve garantir outras 15 assinaturas, o que viabiliza o pedido. Com isso, o governo corre o risco de ter duas CPIs investigando a crise aérea no Congresso.
Para que uma CPI seja instalada no Senado é necessário o apoio de 27 parlamentares. Juntos, DEM e PSDB somam 28 senadores. O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), afirmou, no entanto, que a idéia é conquistar 35 assinaturas para evitar que o governo atue para esvaziar o pedido.
Segundo a Folha Online apurou, dois senadores do DEM pediram para não assinar o pedido de CPI de imediato. Edson Lobão (MA) e Adelmir Santana (DF) pediram para apoiar o requerimento apenas se houver necessidade alegando problemas políticos.
Lobão quer evitar confrontos com a família Sarney, que é contrária à CPI. E Santana teme perder influência no Sebrae caso apóie a CPI.
Virgílio disse que a CPI do Senado irá trabalhar em consonância com a da Câmara e não descartou a possibilidade de as duas se fundirem. "Estamos trabalhando na CPI porque há uma pendência na Câmara", afirmou.
A possibilidade mais concreta, no entanto, é que haja duas CPIs: uma na Câmara e outra no Senado, como ocorreu com a CPI da Nike e a do Futebol. A primeira funcionou no Senado e a segunda na Câmara --ambas investigaram irregularidades no futebol.
Nossa Caixa
O líder do PSDB disse que a decisão do partido de apoiar a CPI não tem relação com a pressão que os petistas fazem em São Paulo para investigar supostas irregularidades na gestão do ex-governador Geraldo Alckmin.
"Não tenho preocupação com o que possa acontecer lá em São Paulo. Se os petistas acham que é dever deles investigar, que investiguem", disse.
Leia mais
Câmara vai propor aumento de 82% para Lula e de 26% para deputados
STF arquiva inquérito contra Mercadante no caso dossiê
Câmara proíbe deputado de usar chapéu em plenário
PMDB já distribuiu 150 convites para jantar com presidente Lula
TSE cassa mandato de deputado de Roraima por distribuir sopa
Infraero adia decisão de afastar dirigentes
Especial
Leia cobertura completa sobre o segundo mandato do governo Lula
Oposição coleta assinaturas para abrir CPI do Apagão no Senado
Publicidade
ANDREZA MATAISda Folha Online, em Brasília
O PSDB decidiu hoje apoiar a proposta do DEM (Democratas, o ex-PFL) de apoiar a instalação de uma CPI do Apagão Aéreo no Senado. Os 13 senadores do partido foram orientados hoje pela liderança a assinar o requerimento que pede a criação da CPI.
O DEM deve garantir outras 15 assinaturas, o que viabiliza o pedido. Com isso, o governo corre o risco de ter duas CPIs investigando a crise aérea no Congresso.
Para que uma CPI seja instalada no Senado é necessário o apoio de 27 parlamentares. Juntos, DEM e PSDB somam 28 senadores. O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), afirmou, no entanto, que a idéia é conquistar 35 assinaturas para evitar que o governo atue para esvaziar o pedido.
Segundo a Folha Online apurou, dois senadores do DEM pediram para não assinar o pedido de CPI de imediato. Edson Lobão (MA) e Adelmir Santana (DF) pediram para apoiar o requerimento apenas se houver necessidade alegando problemas políticos.
Lobão quer evitar confrontos com a família Sarney, que é contrária à CPI. E Santana teme perder influência no Sebrae caso apóie a CPI.
Virgílio disse que a CPI do Senado irá trabalhar em consonância com a da Câmara e não descartou a possibilidade de as duas se fundirem. "Estamos trabalhando na CPI porque há uma pendência na Câmara", afirmou.
A possibilidade mais concreta, no entanto, é que haja duas CPIs: uma na Câmara e outra no Senado, como ocorreu com a CPI da Nike e a do Futebol. A primeira funcionou no Senado e a segunda na Câmara --ambas investigaram irregularidades no futebol.
Nossa Caixa
O líder do PSDB disse que a decisão do partido de apoiar a CPI não tem relação com a pressão que os petistas fazem em São Paulo para investigar supostas irregularidades na gestão do ex-governador Geraldo Alckmin.
"Não tenho preocupação com o que possa acontecer lá em São Paulo. Se os petistas acham que é dever deles investigar, que investiguem", disse.
Leia mais
Especial

