12/04/2007
-
19h36
da Folha Online, em Brasília
A oposição já conseguiu reunir as 27 assinaturas necessárias para a instalação da CPI do Apagão Aéreo no Senado Federal. Apesar de ter atingido o mínimo previsto pelo regimento para pedir a abertura da comissão, os oposicionistas vão esperar até a semana que vem para entregar o pedido ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
A oposição quer reunir um número maior de assinaturas diante da possibilidade de alguns senadores retirarem seus nomes do requerimento. Como integrantes da base aliada do governo assinaram o pedido, a oposição teme que eles voltem atrás diante da pressão governista contra a CPI.
Os nomes dos 27 senadores que assinaram o pedido de instalação da CPI foram mantidos sob sigilo para evitar a pressão do Palácio do Planalto sobre os governistas. Segundo o líder do DEM (ex-PFL) no Senado, José Agripino Maia (RN), a oposição não vai desistir de instalar a CPI no Senado mesmo diante das articulações do governo para que ela não saia do papel.
"Só há uma hipótese de ter recuo na iniciativa do Senado: se os deputados que pediram a instalação da CPI na Câmara solicitarem a nossa reconsideração", afirmou Agripino.
Os governistas já admitem instalar a CPI do Apagão na Câmara para impedir que ela seja criada no Senado --uma vez que avaliam que a oposição é mais articulada no Senado que na Câmara, o que pode trazer maiores danos à imagem do governo.
"Se formos obrigados a investigar a corrupção, ela será investigada. Mas não para prejudicar A, B ou C. A percepção popular é que o governo e seus órgãos são os responsáveis pela crise no setor aéreo", afirmou Agripino.
Apesar das assinaturas necessárias, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se mostrou hoje contrário à instalação da CPI. "Eu sou contra, pessoalmente e politicamente. Acho que não é CPI que a Casa quer. Temos coisas mais importantes para serem votadas. Eu espero que o bom senso prepondere e que o requerimento de instalação da CPI não seja entregue à Mesa Diretora do Senado", disse.
Renan afirmou, no entanto, que vai cumprir o regimento da Casa Legislativa caso receba o requerimento com as assinaturas necessárias para que a comissão seja criada. Se a oposição protocolar o pedido, cabe ao presidente do Senado determinar a instalação da CPI. "Instalo, mas fiz questão de dizer [à oposição] que sou contra", afirmou.
Leia mais
Governo admite instalar CPI na Câmara para impedir investigação no Senado
Renan é contra instalação de CPI do Apagão; oposição já tem 26 assinaturas
Ministro diz que governo busca solucionar crise aérea e volta a defender Lula
Aprovação ao governo Lula cai 8 pontos, diz CNI/Ibope
Chinaglia recua de aumento de 82% e diz que salário de Lula vai para R$ 11 mil
Waldir Pires diz que governo não tem medo da CPI do Apagão
Especial
Leia o que já foi publicado sobre a CPI do Apagão Aéreo
Oposição consegue 27 assinaturas para instalar CPI do Apagão no Senado
Publicidade
GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
A oposição já conseguiu reunir as 27 assinaturas necessárias para a instalação da CPI do Apagão Aéreo no Senado Federal. Apesar de ter atingido o mínimo previsto pelo regimento para pedir a abertura da comissão, os oposicionistas vão esperar até a semana que vem para entregar o pedido ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
A oposição quer reunir um número maior de assinaturas diante da possibilidade de alguns senadores retirarem seus nomes do requerimento. Como integrantes da base aliada do governo assinaram o pedido, a oposição teme que eles voltem atrás diante da pressão governista contra a CPI.
Os nomes dos 27 senadores que assinaram o pedido de instalação da CPI foram mantidos sob sigilo para evitar a pressão do Palácio do Planalto sobre os governistas. Segundo o líder do DEM (ex-PFL) no Senado, José Agripino Maia (RN), a oposição não vai desistir de instalar a CPI no Senado mesmo diante das articulações do governo para que ela não saia do papel.
"Só há uma hipótese de ter recuo na iniciativa do Senado: se os deputados que pediram a instalação da CPI na Câmara solicitarem a nossa reconsideração", afirmou Agripino.
Os governistas já admitem instalar a CPI do Apagão na Câmara para impedir que ela seja criada no Senado --uma vez que avaliam que a oposição é mais articulada no Senado que na Câmara, o que pode trazer maiores danos à imagem do governo.
"Se formos obrigados a investigar a corrupção, ela será investigada. Mas não para prejudicar A, B ou C. A percepção popular é que o governo e seus órgãos são os responsáveis pela crise no setor aéreo", afirmou Agripino.
Apesar das assinaturas necessárias, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se mostrou hoje contrário à instalação da CPI. "Eu sou contra, pessoalmente e politicamente. Acho que não é CPI que a Casa quer. Temos coisas mais importantes para serem votadas. Eu espero que o bom senso prepondere e que o requerimento de instalação da CPI não seja entregue à Mesa Diretora do Senado", disse.
Renan afirmou, no entanto, que vai cumprir o regimento da Casa Legislativa caso receba o requerimento com as assinaturas necessárias para que a comissão seja criada. Se a oposição protocolar o pedido, cabe ao presidente do Senado determinar a instalação da CPI. "Instalo, mas fiz questão de dizer [à oposição] que sou contra", afirmou.
Leia mais
Especial


