25/04/2007
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08h31
O governo do Rio Grande do Sul decidiu ontem colocar à venda ações do Banrisul, banco estatal, como forma de garantir a entrada de recursos extras no caixa do Estado.
O governo de Yeda Crusius (PSDB) enfrenta dificuldades para quitar dívidas com fornecedores e fazer investimentos.
Apesar de o governo ter afirmado que a negociação não abrirá caminho para a privatização do banco, a medida acirrou o confronto com a oposição, já que Yeda havia garantido, durante sua campanha, que não venderia o Banrisul.
A eventual privatização do banco estatal foi o tema principal do segundo turno da eleição gaúcha, que opôs Yeda ao petista Olívio Dutra.
A intenção do governo tucano é arrecadar cerca de R$ 2 bilhões com a venda das ações, soma que praticamente zeraria o déficit financeiro do Estado, de R$ 2,2 bilhões.
Os recursos, segundo estudos da Secretaria da Fazenda, serviriam para criar um fundo garantidor de aposentadorias.
O líder do PT na Assembléia Legislativa, Raul Pont, disse que a oposição foi surpreendida pela informação da venda e que impedirá qualquer tentativa de privatização.
A direção do Banrisul diz que não haverá alteração no controle acionário do banco porque serão oferecidas somente ações preferenciais (sem direito a voto). O governo do Rio Grande do Sul tem 99,4% de participação no banco.
Ontem, em Brasília, Yeda se reuniu com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Pediu aval da União para negociar financiamento com o Banco Mundial para abater parte da dívida do Estado com o governo federal. Não houve resposta imediata do ministro.
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Governo do RS coloca à venda ações de banco estatal
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da Agência Folha, em Porto AlegreO governo do Rio Grande do Sul decidiu ontem colocar à venda ações do Banrisul, banco estatal, como forma de garantir a entrada de recursos extras no caixa do Estado.
O governo de Yeda Crusius (PSDB) enfrenta dificuldades para quitar dívidas com fornecedores e fazer investimentos.
Apesar de o governo ter afirmado que a negociação não abrirá caminho para a privatização do banco, a medida acirrou o confronto com a oposição, já que Yeda havia garantido, durante sua campanha, que não venderia o Banrisul.
A eventual privatização do banco estatal foi o tema principal do segundo turno da eleição gaúcha, que opôs Yeda ao petista Olívio Dutra.
A intenção do governo tucano é arrecadar cerca de R$ 2 bilhões com a venda das ações, soma que praticamente zeraria o déficit financeiro do Estado, de R$ 2,2 bilhões.
Os recursos, segundo estudos da Secretaria da Fazenda, serviriam para criar um fundo garantidor de aposentadorias.
O líder do PT na Assembléia Legislativa, Raul Pont, disse que a oposição foi surpreendida pela informação da venda e que impedirá qualquer tentativa de privatização.
A direção do Banrisul diz que não haverá alteração no controle acionário do banco porque serão oferecidas somente ações preferenciais (sem direito a voto). O governo do Rio Grande do Sul tem 99,4% de participação no banco.
Ontem, em Brasília, Yeda se reuniu com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Pediu aval da União para negociar financiamento com o Banco Mundial para abater parte da dívida do Estado com o governo federal. Não houve resposta imediata do ministro.
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